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Posts com a Tag mourinho

segunda-feira, 29 de setembro de 2008 campeonato italiano, inter, milan, técnicos, vídeos | 13:02

Rescaldo do derby de Milão

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Hoje não vou falar da rodada completa do Italiano, só do derby Milan 1 x 0 Inter, que, afinal, foi provavelmente o confronto entre os dois principais candidatos ao título (os torcedores da Juve que me perdoem). Então vamos lá, algumas notas a respeito do clássico de Milão:

* Eu poderia falar aqui sobre a importância do gol de Ronaldinho num jogo como esse. Mas não é preciso: alguém se lembra de ver o Gaúcho comemorando um gol com tamanha euforia, quase alucinado, como a gente vê no vídeo abaixo? Eu, por mais que me esforce, lembro-me no máximo daquele bom e velho “hang-loose” com um sorrisão no rosto. Não mais.

* Em contrapartida, se eu fosse milanista, ficaria profundamente irritado com a reação do Pato na hora em que Ronaldinho marca. Se o garoto acha que já está na fase de só ficar feliz quando é o autor do gol (na verdade, não aguento isso nem em veteranos), poderia pelo menos disfarçar.

* Ronaldinho foi badaladíssimo, claro. Kaká, de novo, jogou muito e continuará sendo o craque da equipe na temporada. Mas o jogador eleito pela imprensa italiana como o melhor da partida foi o holandês Seedorf, atuando em “nova posição”, a posição do machucado Pirlo.

* Eu queria muito colocar aqui o vídeo do Gattuso discutindo (uma discussão do bem, sem dúvida) com o Ancelotti no meio do jogo. Mas não achei o vídeo no Youtube. Se alguém achar, por favor, coloque o link aqui embaixo. Agradeço ao Gilson, que enviou para cá o link.

* Após a derrota, Mourinho deu uma entrevista ao vivo para o Domenica Sportiva, da RAI. Não se abalou com a presença do presidente da Lazio, Claudio Lotito, e soltou, sem a média e hipocrisia com a qual estamos acostumados a ouvir em entrevistas no Brasil (e na Itália também):

“Parabéns aos times que estão na frente, mas sinceramente eu não os vejo com potencial de ganhar o scudetto. Tenho que me preocupar com Milan, Juve, Roma e, talvez, a Fiorentina. E fico feliz de estar à frente deles”.

O presidente da Lazio enfezou-se, começou um discurso (um pouco chato) sobre o poder do dinheiro no futebol, falou que “investimento não é tudo”, ao que Mourinho respondeu: “Se a Lazio for campeã, serei o primeiro a cumprimentar o presidente. Mas acho difícil”.

Pouco antes, Fulvio Collovati, ex-jogador da Juve, fez a Mourinho uma pergunta sobre as condições físicas do time da Inter acrescentando aquelas frases do tipo “a torcida da Inter ficou decepcionada…”. Mourinho também não perdoou: “Primeiro, queria parabenizá-lo por em tão pouco tempo ter conseguido ouvir a torcida da Inter. Porque eu, o que vi, foi nossa torcida nos aplaudindo no fim do jogo”. E seguiu-se outra discussão ríspida.

Mas Mourinho, não me entendam mal, está longe de ser um Emerson Leão. Ele é educado, mas, no meu ponto de vista, retruca quando tem que retrucar.

* A única coisa com a qual não concordo é a choradeira da Inter por causa da arbitragem. Porque:

1) Se Kaká estava impedido na hora do gol, foi por milímetros, e a orientação da Fifa é “na dúvida pró-ataque”;
2) Se o choro é por causa da “cotovelada” e suposto pênalti de Flamini em Adriano, é bom lembrar que Materazzi acertou uma igualzinha sobre Kaká no primeiro tempo. Seriam, portanto, dois pênaltis, um pra cada lado (e o do Milan, antes)
3) Contestar a expulsão de Burdisso, depois daquela falta bizonha sobre Kaká, parece piada. Pode-se, no máximo, contestar o primeiro amarelo. Mas seria muito choro para pouca coisa.
4) E, por fim, é demais Materazzi conseguir ser expulso, no banco de reservas, por reclamar de um lance faltoso que ele também havia cometido, igualzinho, no primeiro tempo. Reclamar dessa expulsão, também não dá.

* A Inter pode até dizer que jogou o suficiente para empatar, mesmo com um a menos. Isso é aceitável. Mas culpar o árbitro, como fez Ibrahimovic, jamais.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma | 16:39

Repercussão da rodada

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Voltei. Tarde e tendo visto só os melhores momentos dos jogos. Então, vou deixar aqui a repercussão italiana sobres os principais jogos da 2º rodada — Amauri entre os melhores, Ronaldinho entre os piores. É mais honesto que comentar. E os comentários ficam por conta de quem conseguiu assistir ao jogos completos, certo? Alguém aí?

PALERMO 3 x 1 ROMA
O melhor em campo: Miccoli, nota 8 segundo a Gazzetta dello sport (e na Roma, de novo, Doni foi ‘o melhor’. Sinal de que há mesmo algo errado na capital)
As decepções: Pizarro e Cicinho — o brasileiro deve inclusive perder a vaga para Cassetti no jogo da Liga dos Campeões, contra o Cluj, nesta terça.
O que repercutiu: O fato de que o jogo, é bom lembrar, marcou a estréia da Davide Ballardini no Palermo. Aquele mesmo técnico que pegou o Cagliari quase rebaixado e o salvou com uma brilhante campanha no segundo turno do último Italiano. É o treinador italiano da hora.

INTER 2 X 1 CATANIA
O melhor em campo:
O estreante Quaresma (Maicon e Materazzi também foram muito elogiados)
A decepção: Figo, de novo. E a boa entrada de Mancini deve fazer com que o veterano português vá para o banco logo logo.
O que repercutiu: As declarações de Mourinho, que disse “O resultado justo seria 5 x 1 para a Inter. Porque, se eu estivesse no gol no lugar do Júlio César, não faria diferença nenhuma”.

GENOA 2 X 0 MILAN
O melhor em campo:
Diego Milito, claro, numa ótima reestréia pelo Genoa. Um gol e assistência para o outro, de Sculli.
As decepções: No Milan, são tantas… Principalmente Ronaldinho e Shevchenko, respectivamente “parado” e “enferrujado” segundo o Corriere della Sera.
O que repercutiu: As declarações de Adriano Galliani e Silvio Berlusconi, garantido a permanência de Ancellotti. E os possíveis motivos da crise milanista: falta de preparação adequada (segundo Ancelotti e alguns comentaristas), contratações equivocadas (segundo torcedores) ou esquema tático ineficiente (“para jogar com três atacantes é preciso que o resto do time corra demais”, disse adversário zagueiro ‘genovês’ Ferrari — que, acreditem, foi bem)

JUVENTUS 1 x 0 UDINESE
Os melhores em campo: Camoranesi e Amauri, que ainda mereceu rasgados elogios do técnico Claudio Ranieri depois do jogo. “Ele se encaixa bem com qualquer outro atacante (leia-se Iqauinta, Trezegute e Del Piero). é o jogador que nos faltava”, afirmou. 
A decepção: Quagliarela. Pra quem foi cogitado para jogar na Juve…
O que repercutiu: A boa atuação de Chiellini, que se recuperou em tempo recorde de uma lesão nos ligamentos do joelho esquerdo. E assim vai se firmando como o melhor zagueiro italiano da atualidade.

NAPOLI 2 x 1 FIORENTINA
O melhor em campo: Na Fiorentina, vale citar, foi Gilardino. Mas em campo foi Ezequiel Lavezzi. Alguém viu a jogada dele no primeiro gol do Napoli? Se não, vou tentar colocar o vídeo aqui em breve (quando minha conexão com o Youtube permitir).
A decepção: O lateral-direito Zauri, recém-contratado pela Fiorentina.
O que repercutiu: As manifestações das ‘torcidas organizadas’ do Napoli, que protestaram contra a punição de não poder mais viajar para jogos fora de Nápoles (por causa das confusões criadas no último fim de semana, em Roma) e deixaram vazias as curvas do estádio San Paolo. Uma punição que quase só afeta aos próprios patetas. Um ótimo protesto.

Só para registro, os outros resultados:
Lazio 2 x 0 Sampdoria (e o argentino Zarate é o novo queridinho da torcida romana), Lecce 2 x 0 Chievo, 
Reggina 1 x 1 Torino, Siena 2 x 0 Cagliari e Bologna 0 x 1 Atalanta.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de setembro de 2008 campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma | 12:03

A rodada (de um ótimo Ronaldinho)

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Bom, o Campeonato Italiano começou com uma certeza: o futuro campeão não ganhou nessa primeira rodada.

Pela primeira vez, achei boa essa esdrúxula opção da Band por mostrar apenas o VT do jogo do Italiano, ao meio-dia — às 10h, imagino, devem vender aspirador de pó por telefone ou ceder espaço a algum pastor. Pelo menos assim, apesar da Eletropaulo, que me impediu de ver a rodada ao vivo, pude assistir à ótima estréia de Ronaldinho Gaúcho no Milan, na derrota por 2 x 1 para o Bologna, no San siro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Ronaldinho para Pato, depois de umas 12 assistências: “Cara, quem é esse
camisa 9? Será que a gente não consegue trazer aquele mala do Eto’o?”

É, ótima estréia. Porque Ronaldinho não tem culpa de ter jogado, no primeiro tempo, municiando Inzaghi (até quando, dio mio? Se pelo menos fosse uma figura simpática…); e, no segundo tempo, municiando um Shevchenko que, pelas expressões e muitas reclamações, passa a impressão de estar morrendo de medo de não dar certo nesse seu retorno. Apesar de todo apoio e crédito que tem e ainda terá.

Ao Milan, mais do que o consolo pelo bom futebol, ficou de positivo o fato de que dois dos seus três estreantes, Ronaldinho e Zambrotta, foram sem dúvida os melhores em campo. E, se é que isso é um alento, a certeza de que o que há de negativo é o que todo mundo já sabia: a fragilidade da defesa (ainda sem Nesta e Senderos) e, principalmente, do goleiro. Porque o segundo gol que levou Abbiati…

Chato vai ser, apesar dessa fragilidade defensiva do Milan, termos que passar um ano ouvindo gente da TV pedindo a escalação de um time sem Gattusos ou Ambrosinis e acomodando todos os craques. Como se essa defesa, sem gente que marque um pouco mais à frente, tivesse condições de se virar sozinha.

Agora, um pouco sobre os outros jogos:

Sampdoria 1 x 1 Inter
Vi todo o jogo da Inter, de José Mourinho, mais focalizado pela RAI do que qualquer jogador. E o time, ao contrário do Milan, não mereceu mesmo mais do que o empate com a Sampdoria (o que nem é um mau resultado, convenhamos), apesar do belo gol de Ibrahimovic depois da tabelinha com Mancini. Agora chega Quaresma. E, pelo que Figo tem jogado nesse começo de temporada, o novo português deve ser bem útil.

Roma 1 x 1 Napoli
O momento mais emocionante, pelo que ouvi, foi o (mais de um) minuto de silêncio dedicado ao ex-presidente romanista Franco Sensi, aplaudido até por torcedores do Napoli. Aquilani marcou, e isso é muito bom para a Roma, já que há quem diga que ele pode não ser titular desse time quando todos os jogadores estiverem à disposição (e isso não seria bom para a Roma). Mas o fato de Doni ter sido escolhido o melhor em campo pela Gazzetta (nota 7, junto com Lavezzi) significa algo. Para os jogadores da Roma, eu ouvi, significou só que o Napoli está melhor preparado fisicamente e se beneficiou do forte calor de ontem, na capital. Será?

Fiorentina 1 x 1 Juventus
Nedved de um lado, após boa jogada do compatriota Grygera; Gilardino do outro, bem no final, para celebrar o começo de sua “Nova Era”. E, se na Fiorentina faltava Mutu, na Juve faltavam Trezeguet, Sissoko, Chiellini… pensando assim, e jogando em Florença contra um dos cinco times mais fortes do campeonato, a Juve nem precisava sair de campo tão abatida, como se tivesse perdido o jogo. Mas falar é fácil, eu sei.

Udinese 3 x 1 Palermo
Dois belos gols de Di Natale, o que não é novidade alguma. O que deve ter aliviado ainda mais a consciência dos cartolas de Udine foi mesmo a boa atuação de Inler. Afinal, o clube recusou recentemente uma proposta de 9 milhões de euros do Arsenal pelo suíço…

Atalanta 1 x 0 Siena
Para quem pretendia viver à base de Maccarone para ficar na Séria A, o Siena começou bem mal. Com derrota e a expulsão do seu principal seu atacante.

Cagliari 1 x 4 Lazio
Com quatro gols no segundo tempo, depois de sair atrás no primeiro, os romanos comemoram não só a bela vitória, mas também a estréia de Zárate (dois gols). Foggia marcou outro e não quis comemorar, por marcar contra o ex-clube. Mas, acho, não é resultado para a Lazio se iludir. E o Caglirari…. começou bem mal a luta contra o rebaixamento.

Catania 1 x 0 Genoa
Zenga comemora a vitória assegurada com um de Mascara, só pra variar. Começou bem a luta contra o rebaixamento.

Chievo 2 x 1 Reggina
Campagnolo, goleirão da Reggina que deve sofrer muito durante o ano todo, era disparado o melhor em campo. Até os 43 do segundo tempo, quando levou um peruzão e entregou o ouro.

Torino 3 x 0 Lecce
O Toro até tem motivos pra ficar otimista. Pela ótima atuação do recém-chegado Amoruso e, também, pelo gol de Rolando Bianchi.

Autor: Gian Oddi Tags: , ,

segunda-feira, 25 de agosto de 2008 inter, roma | 15:43

Sobre Inter x Roma

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cena comum na época de Mancini, aconteceu pela primeira vez com Mourinho. Que atribuiu o feito a Mancini.
A Inter comemora: cena comum na época de Mancini, aconteceu pela
primeira vez com Mourinho. Que atribuiu o feito a Mancini

Breves notas depois do 2 x 2 na final da Supercopa da Itália entre Inter e Roma, com vitória dos milaneses por 6 x 5 nos pênaltis.

> Não quero ser maldoso, mas acho que poucas vezes vi o Mancini, quando jogava na Roma, comemorar um gol do Totti com a mesma intensidade com que comemorou o erro do capitão romanista na disputa de pênaltis da final de ontem.

> A cada dia que passa acho Mourinho melhor, pelo menos fora de campo. Pegou super bem na Itália o fato dele ter dito que o título era também mérito de Mancini. Até aí, tudo bem, nada de anormal. Mas o português não o faz com hipocrisia ou só por diplomacia, como é costume em casos do gênero. “Quando eu era técnico do Porto, ganhei a Liga dos Campeões. Depois que saí eles ganharam um monte de Copas na sequência, mas ninguém se lembrou de mim”, disse, dando assim muito mais credibilidade aos elogios para o antecessor.

> Não sou de achar que jogos de torneios de verão, amistosos de pré-temporada e até mesmo a final de Supercopa valham para avaliar o que times ou jogadores farão na temporada. Mas, no caso das atuações de Balotelli pela Inter, estou achando que Adriano, Júlio Cruz e Crespo perigam acabar ficando para trás…

> As “estréias oficiais” de Mancini e Júlio Baptista não empolgaram os italianos. Sobre o jogador da Roma, o Corriere della Sera já soltou um (precipitado?) veredicto: “Parece que jogar como externo não é seu negócio”.

 
Tá certo: Totti realmente está sem condições de jogo. Mas isso não tem
nada a ver com o decisivo pênalti perdido na final contra a Inter

Depois das minhas, as notas da final segundo o Corriere della Sera:

Inter
Júlio César 6,5, Maicon 7, Burdisso 5,5 (Rivas s/n), Cambiasso 6, Maxwell 5,5, Zanetti 6,5, Stankovic 6, Muntari 7, Figo 5 (Balotelli 7,5), Ibrahimovic 6, Mancini 5,5 (Jimenez 5,5).

Roma
Doni 7, Cassetti 5, Mexès 6, Juan 6, Riise 5,5 (Tonetto s/n), De Rossi 6,5, Pizarro 7, Perrotta 6 (Totti 5,5), Aquilani 5,5 (Okaka 6,5), Julio Baptista 5, Vucinic 6.

Autor: Gian Oddi Tags: , , ,

terça-feira, 15 de julho de 2008 Sem categoria, inter, jogadores, técnicos | 15:32

Mancini & Mourinho

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Taí. Só para registro. Mancini enfim foi apresentado à Inter. Na foto, aparece cumprimentando o técnico português José Mourinho, que, creio eu, será fundamental para o sucesso do brasileiro na equipe. Porque, fosse o técnico interista o mesmo da temporada passada, seu xará Roberto Mancini, o Mancini brasileiro teria tudo para, pelo jeitão marrento de ser, acabar se tornando mais um da turma que costumava deixar o campo xingando o ex-treinador (como Vieira, Figo, Adriano, Ibrahimovic…).

Com o técnico português, Mancini sabe bem, não há espaço para isso. Além do quê, como primeiro reforço da “Era Mourinho”, o brasileiro pode acabar virando uma espécie de homem de confiança do técnico, que, já anunciou, fará dos jogos pelas laterais um ponto forte do seu time — e trata-se também de um ponto forte de Mancini.

Na entrevista que deu ao site da Inter, Mancini foi ponderado e não disse nada fora do convencional, agredecendo à Roma e aos romanistas pelo tempo passado lá. Mas, aposto com quem quiser, é só esperar algumas semaninhas para começarem a pipocar críticas ao time da capital ou, no mínimo, a Francesco Totti.

Autor: Gian Oddi Tags: ,

terça-feira, 3 de junho de 2008 Sem categoria, inter, técnicos | 13:04

chegou mourinho, o luxa europeu

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Mourinho em sua apresentação à Inter: chegou uma estrela, com moral, respaldo e competência. Tudo que o clube precisava

Divertida e promissora a apresentação de José Mourinho à Inter. Divertida porque o português, fama e jeito de marrento à parte, é um cara inteligente, com algum senso de humor e, sobretudo, que não se limita a soltar meia dúzia de frases burocráticas na linha do “se deus quiser e com muito trabalho…”.

Ele disse, por exemplo, que a Inter o procurou logo depois da eliminação da Liga dos Campeões, contra o Liverpool. Até porque, com o bom italiano que mostrou em sua primeira coletiva, negar isso não faria sentido — afirmou estar estudando a língua há cerca de um mês.

Quanto lhe perguntaram se jogadores como Essien e Lampard se adaptariam ao futebol italiano, soltou o seguinte:

— Mas por que você está me perguntando de jogadores do Chelsea?
— Porque é um jeito mais esperto de fazer a pergunta sobre a vinda deles — respondeu o repórter
— Sei… sim, sim, sim…. — e pensou mais um pouco, antes de concluir — mas eu não sou um bobão!

Parte da entrevista está no vídeo abaixo, no qual dá pra conferir o italiano do técnico português. Para ver o trecho citado, vá mais ou menos até 2′15″.

Mas a chegada de Mourinho, além de divertida, foi promissora porque é evidente e escancarado que o técnico chega com respaldo e moral que Roberto Mancini, apesar do sucesso em termos de conquistas, nunca teve no clube. Não acho Mancini um mau técnico, mas trocá-lo por Mourinho é mais ou menos como trocar Caio Júnior por Luxemburgo, se é que me entendem.

Se não entendem, explico com dois exemplos. Primeiro, não tenho dúvidas que o festival de desacato dos jogadores interistas com seu comandante acabou. Assim como não tenho dúvidas que os dois ou três reforços que Mourinho já pediu para o elenco que ele definiu como “o melhor do mundo” chegarão logo. E se forem mesmo nomes na linha de Lampard, Essien, Deco e Eto’o, tirar o scudetto da Inter será impossível. E vencê-la na Liga, bem mais difícil.

Autor: Gian Oddi Tags:

terça-feira, 25 de março de 2008 Sem categoria, inter, mercado | 19:00

eu acredito

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O jornal britânico The Observer afirma que José Mourinho será o novo técnico da Inter, a partir de junho. Em geral não sou muito de acreditar nessas antecipações de jornais, sejam eles britânicos, italianos ou espanhóis.

Dessa vez, eu acredito. Por um motivo simples: não há um só motivo para não acreditar.

Autor: Gian Oddi Tags:

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