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21/07/2009 - 10:06

Phillipe Coutinho x Materazzi

Na última sexta, a promessa-vascaína-já-vendida-à-Internazionale, Phillipe Coutinho, tomou uma bronca do ábritro Luís Alberto Sardinha Bites depois depois de fazer algumas ‘firulas’ na vitória do Vasco por 3 x 0 sobre o ABC, pela Série B. “Vamos jogar bola”, ouviu de Sua Senhoria.
 
Não foi a primeira vez que Coutinho foi repreendido por, digamos, exibir suas habilidades em campo. No breve ‘reconhecimento’ que fez na Inter de Milão, onde chegará pra valer no ano que vem, Phillipe Coutinho já havia sido repreendido, com um pouco mais de bom humor, pelo zagueirão Marco Materazzi.

A história está na edição da revista Placar que chega às bancas nesta semana. Uma das matérias de capa da publicação (especificamente a capa do Rio de Janeiro) traz justamente um perfil sobre o jovem Phillipe Coutinho. E um breve trecho do perfil conta o ‘causo’ com Materazzi:

O interesse de clubes europeus começou em 2007, quando Philippe se destacou na Seleção Brasileira campeã do sul-americano sub-15. O primeiro clube a procurá-lo foi o Real Madrid, denunciado pelo Vasco à Fifa e à Uefa por assédio. Philippe ainda tinha 15 anos, e pela lei brasileira só poderia assinar seu primeiro contrato profissional aos 16. O clube de São Januário se resguardou. Quando Philippe atingiu a idade, em 12 de junho do ano passado, assinou contrato com o Vasco, que o negociou com a Inter no mesmo mês.

Logo depois, passou uma semana em Milão para fazer exames médicos. O técnico José Mourinho o colocou para participar de dois treinos. Logo no primeiro, um coletivo, o menino meteu uma bola entre as pernas de Materazzi. “Quando cheguei no vestiário, o massagista me disse que se eu fizesse isso de novo me pagaria o lanche a semana toda. E o Materazzi disse que se eu fizesse de novo, me mandaria para o hospital”, conta Philippe, rindo. Por via das dúvidas, ele não fez de novo. “Não tive a oportunidade”.

PS1: A diversidade de opiniões nos comentários do post anterior só comprova o quanto a iminente troca Eto’o x Ibra deve ser boa para todo mundo.

PS2: No Olheiros.net, defendo, em debate com Dassler Marques, que Pato não está pronto para ser o substituto de Kaká. Se quiser ler, clica.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores Tags: , , ,
16/09/2008 - 15:38

Itália x França, capítulo ene


Afinal, fazia algum tempo que essa foto não aparecia por aqui…

A rivalidade entre França e Itália, na Europa, começa a ficar (se já não ficou) bem parecida com a que existe por aqui entre brasileiros e argentinos. Vamos recapitular:

Tudo começou com a vitória da França sobre a Itália na prorrogação por por morte súbita, na final da Eurocopa de 2000. Era só o começo…

Seis anos depois, a Itália teria a chance de revanche (no fim, confirmada) na final da Copa do Mundo de 2006, quando Zidane e Materazzi protagonizaram um capítulo à parte, com aquela cabeçada da qual a gente não aguenta mais ouvir falar.

Aí, já com a Itália por cima, quis o destino que as duas seleções se encontrassem de novo nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2008: os italianos acabariam como líderes da chave, mesmo perdendo um jogo e empatando o outro contra os franceses, ao fim vice-líderes.

Veio então a Euro, pra valer. De novo, já na primeira fase, o sorteio das chaves providenciou um confronto entre Itália e França. Deu Itália, 2 x 0, e os franceses assim acabaram eliminados do torneio logo de cara — a segunda vaga da chave ficou com a Romênia.

Durante todo esse tempo, além do capítulo Zidane x Materazzi, vários outros nomes protagonizaram um festival de troca de farpas via imprensa. Raymond Domenech, o técnico da França, e Genaro Gattuso, cão de guarda da Azzurra, principalmente — ambos se odeiam e nunca fizeram questão de esconder isso.

A imprensa francesa e italiana, paralelamente, também davam suas espetadas uma na outra o tempo todo, meio na linha do que o argentino Olé costuma fazer com o Brasil (sem resposta, diga-se) . E nesta terça, enfim, um novo capítulo.

Porque, na França, um jornalista francês chamado Pierre Ménès escreveu o que ele mesmo chama de “dicionário absurdo do futebol”, um livro (foto ao lado), segundo o próprio autor, de “humor sarcástico”. No qual definiu com frases como estas abaixo a palavra “italianos”:

1) Tribo do sul capaz de fazer o melhor jogador do mundo perder a cabeça. Novo inimigo íntimo desde os tempos da retirada dos alemães e da explosão do fenômeno Materazzi.

2) O italiano tem muitas particularidades: coloca gel nos cabelos longos, se penteia, levanta a gola da camisa, enagana e dá cotoveladas. Mas o que irrita mais é que ele ganha.

Além das definições, Ménès elencou alguns sinônimos para “italianos”: “Ritals” (que seria, segundo a Gazzetta, um termo depreciativo para imigrantes italianos), “Macaronis”, “Provocadores”, “Gattuso” (seria uma ofensa?) e “Campeões do Mundo” (esse certamente não é).

Mas, apesar da aliviada, não teve jeito. Ménès irritou os jornalistas da Gazzetta dello Sport, que colocaram, na manchete do site, uma resposta ao sarcástico provocador (seria Menès italiano?). “É absurdo, no limite do ofensivo”, disse a publicação italiana, referindo-se ao título do livro.

E a Gazzetta aproveita ainda o gancho da frase ”o que mais irrita é que ganha” para dizer o seguinte: “Quem sabe alguma coisa sobre isso é Raymond Domenech, técnico da França, humilhado repetidamente pela Azzurra. E talvez até Zidane. Ou seja ‘o jogador preferido dos franceses, capaz de caminhar sobre a água e de acertar com a cabeça os mal educados (outra definição do livro)’. Mas não quem escreve dicionários “absurdos” de futebol.

No fim, é tudo muito divertido. Agora com licença que vai começar a Liga dos Campeões.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo, imprensa Tags: , , , , , , , ,
10/06/2008 - 19:18

A culpa é sempre dele…

Começo a concordar com os irados leitores anti-Materazzi deste blog — e não são poucos. É ele o culpado por todos os males da seleção italiana, pela violência no futebol italiano, por um gênio como Zidane ter encerrado a carreira sem o título da Copa de 2006 e, sobretudo, por meu álbum de figurinhas da Euro 2008 ainda ter um buraco na página da Itália. A prova:

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, azzurra Tags: , ,
12/05/2008 - 12:41

e viva os pontos corridos


Para alegria da turma de seis posts abaixo, Materazzi convence Cruz e Cambiasso no jogo contra o Siena: “Eu cavei o pênalti, eu faço o gol do título. Xá comigo que é caixa!” (foto Reuters)

Depois de Roma 2 x 1 Atalanta, Fiorentina 3 x 1 Parma, Genoa 0 x 2 Lazio, Inter 2 x 2 Siena, Juventus 1 x 1 Catania, Livorno 0 x 1 Torino, Napoli 3 x 1 Milan, Palermo 0 x 2 Sampdoria, Reggina 2 x 0 Empoli e Udinese 0 x 2 Cagliari, o que argumentaria o italiano que é contra o sistema de pontos corridos?

No Brasil, me pergunto, torcendo para que a resposta seja sim: será que o pessoal da Globo acompanha de perto os campeonatos europeus?

Na última rodada do Italiano, dois times brigarão pelo título, dois times brigarão pela vaga na Liga dos Campeões e três times brigarão para não cair. Ou seja: das 10 partidas da última rodada, deixando de lado o interesse na tal da Intertoto, um “torneio eliminatório para a Uefa”, cinco jogos serão de tirar o fôlego.

E o número só não será maior por dois motivos. Primeiro, porque como a final da Copa da Itália será entre dois times que já vão para a Liga dos Campeões, não existirá uma briga por vaga na Copa da Uefa: as três vagas do Italiano, para Udinese, Sampdoria e Milan (ou Fiorentina, se a equipe bobear contra o Torino) disputarão a competição.

Depois, porque os dois candidatos ao título enfrentam justamente dois dos candidatos ao rebaixamento na última rodada: Catania x Roma e Parma x Inter.

Falemos desses jogos decisivos, então. O Catania, hoje, é uma equipe mais difícil de ser batida do que Parma. O que não quer dizer, de forma alguma, que é mais provável a Inter vencer o Parma do que a Roma derrotar o Catania na última rodada. Talvez as possibilidades de vitória de Roma e Inter sejam as mesmas. E, portanto, é só mesmo pela vantagem de um ponto e de poder terminar em igualdade com os romanos que a Inter ainda é favorita ao título.

Os 1% de chances de conquistar o scudetto que Luciano Spalletti disse que sua equipe tinha antes da última rodada certamente subiram bastante. Para uns 30, 40%, talvez.

Porque, se o Catania é hoje mais difícil de ser batido que o Parma, a Roma tem muito mais condições (físicas e, principalmente, psicológicas) de derrotar qualquer adversário do que a Inter. Mesmo com um time e, principalmente, um elenco mais fraco que os milaneses.

O desespero que tomou conta de torcedores, dirigentes, técnicos e jogadores da Inter foi impressionante. Exagerado, até. Porque é claro que perder o título em casa (que a Inter há muito não ganha) foi muito chato. Mas são principalmente as reações ao empate deste domingo que tornam mais difícil a missão de vencer o Parma na última rodada.

Ver Moratti (e seu filho com aquele ar de despojo milimetricamente calculado) gesticulando contra os jogadores nas tribunas; ver Mancini (com certa dose de razão) xingando o “culpado-mor” Materazzi — que cavou um pênalti inexistente mas o desperdiçou, além de se intrometer na frente de dois chutes com boas chances de gol —; ver o mesmo Materazzi envergonhado pedindo desculpas a Cruz por ter pedido para bater o pênalti; ver a torcida, depois de vaiar o time, tentanto agredir o técnico do Siena na saída do jogo… tudo isso certamente não ajuda em nada a missão interista do próximo domingo.

E faz a Roma, que até o início da última rodada só queria mesmo terminar o campeonato de bem com sua torcida, se encher de esperanças.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, campeonato italiano, inter Tags: ,
30/04/2008 - 10:49

materazzi, um gênio

Tá, é mentira. Não acho o Materazzi um gênio, claro. Quero só me divertir.

Porque toda vez que escrevo qualquer coisa sobre ele por aqui é a mesma história. Sempre aparecem uns revoltados contra o zagueiro da Inter. “Bandido, mau caráter, canalha, carniceiro”, pra ficar nos termos mais leves, são alguns dos adjetivos usados para definir o melhor jogador da última Copa do Mundo (tá, tudo bem, também não acho isso…).

Por exemplo: tem uma leitora, cujo nome incrivelmente não me lembro, que escreve toda vez que o Materazzi apronta alguma — e a gente, que acompanha futebol italiano, sabe que isso não é raro. O mais engraçado dos emails dela foi o último, pouco depois de anunciada a visita que Zidane faria ao Brasil. “E aí, senhor Oddi, como vai fazer agora que Ele (assim, com caixa alta) estará entre nós? Vai viajar, vai deixar o Brasil?”, perguntava, em tom irônico.

Não foi de imediato, mas entendi o raciocínio dela: se eu já tinha alguma vez falado bem de Materazzi — e, convenhamos, não tinha como não fazê-lo durante a última Copa —, nutriria pelo craque francês o mesmo ódio que ela nutre pelo italiano. Tão lógico, né?

Zidane foi provavelmente o maior craque que vi jogar (refiro-me a jogadores cujas carreiras eu tenha acompanhado inteiras, mas isso é assunto para um outro post). O que não me impede de dizer que, sim, foi ele o bobão no episódio da final da Copa contra Materazzi. Um zagueiro que eu mesmo criticava (e como) bem antes da Copa; mas um zagueiro que fez um ótimo Mundial, assim como uma ótima temporada seguinte na Inter.

Pra tristeza dos simplistas que gostam de classificar as coisas e pessoas em bonzinhos e malvados, o mundo é assim. O cara pode ser o máximo, um gênio, mas de repente fazer uma baita cagada. E vice-versa: ser uma baita cagão e, eventualmente, ter um lampejo de genialidade. No futebol, então, nem se fale…

Mas por que cheguei aqui mesmo? E, sobretudo, como consegui voltar a esse episódio exaustivamente discutido?

Ah, sim… Tudo isso só para dizer que o Materazzi, não à toa um dos jogadores mais queridos da torcida da Inter, parece não se preocupar muito com aqueles que (talvez com razão, ressalto) o demonizam.

Não fosse assim, por que aceitaria gravar uma participação como a que segue no divertido comercial abaixo, da Nike? O zagueirão já está tirando um sarro (e ganhando grana) com sua fama. Só me pergunto se também por comerciais como esses (e não só), os árbitros já não o vêem com outros olhos em campo.

A conclusão, com os irados inimigos de Materazzi. Ou não.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, opinião, vídeos Tags: , ,
12/03/2008 - 13:12

legenda maldosa

Tribunas de Inter x Liverpool, ontem, no Giuseppe Meazza:


Da direita para a esquerda: Marco Materazzi, zagueiro da Inter; Valentino Rossi, torcedor da Inter; Antonio Cassano, pedindo emprego

Brincadeirinha…

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, fotos, inter, liga dos campeões Tags: , ,
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