Macheda, a nova esperança
É claro que parece (e provavelmente é) exagero toda a euforia com que a Itália e a Inglaterra celebram o “nascimento futebolístico” do garoto Federico Macheda, o italianinho de 17 anos que entrou no fim do jogo do Manchester Contra o Aston Villa e garantiu a vitória dos Red Devils com o golaço que você vê abaixo.
Parece exagero, mas a gente há de convir que o cartão de visitas apresentado neste domingo até justifica a euforia. Nunca vi o tal do Macheda jogar, sequer esse jogo contra o Aston Villa eu vi (e há quem diga que ele não mostrou muita habilidade nos outros poucos lances dos quais participou).
Macheda, como já foi bem divulgado, pertencia às categorias de base da Lazio. Olheiros do Manchester foram assistir a alguns jogos do time da capital italiana para observar um outro moleque, cujo nome desconheço. Acabaram não se interessando no ‘primeiro alvo’, mas se encantaram com o faro de gol de Macheda.
Tirá-lo da capital italiana, em qualquer circunstância, já não seria muito difícil para um clube com o poderio econômico do Manchester. Mas tudo ficou ainda mais fácil porque na Itália os clubes não podem ter contrato com jogadores de apenas 16 anos de idade. O Manchester fez então uma boa oferta a Macheda, que incluia até emprego para os seus pais na Inglaterra. Proposta irrecusável e aceita.
Antes de fazer sua estreia neste domingo, Macheda já havia marcado os três gols do Manchester “reserva” em um empate por 3 x 3 com o Newcastle, no fim de março (veja os gols). E a aposta de Ferguson, ao que tudo indica, não foi só “um chute” num momento de aperto: fosse assim, ele provavelmente não teria acrescentado, em fevereiro passado, o nome de Macheda na lista de jogadores inscritos na Liga dos Campeões.
Aliás, é bom lembrar: não foi Macheda o único jovem italiano inscrito por Ferguson para a Liga. Na nova relação, consta também o nome de Davide Petrucci, um meia da mesma idade de Macheda, ex-Roma, e que já foi apontado por alguns apressadinhos italianos como o “novo Totti”.
Pode ser muito barulho por nada, é claro. Mas o fato é que, além de Rossi, Giovinco, Pazzini, Balotelli, Foggia e companhia, os técnicos das seleções italianas (de base, principalmente) têm a cada vez mais opções para ficar de olho. Porque pelo menos algus dos nomes citados neste post, tenho certeza, fará uma visitinha ao Brasil em 2014.

