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sexta-feira, 25 de setembro de 2009 campeonato italiano, le ragazze | 10:20

A 5ª rodada

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Alguns breves comentários sobre a última rodada do Italiano. Breves.

Genoa 2 x 2 Juventus
Não dá pra chamar de tropeço da Juve o empate fora de casa com o Genoa, hoje um dos quatro principais times do Italiano. Camoranesi continua suprindo bem a ausência de Diego (melhor que Giovinco). Sobre o Genoa: com Sculli e Mesto jogando muito bem, Crespo entrando e fazendo gols, Palacio e Palladino no banco, o time tem, talvez, o ataque com mais alternativas da Itália.

Bari 0 x 1 Cagliari
O brasileiro Nenê, artilheiro do último Campeonato Português, já havia feito uma boa estreia pelo Cagliari, contra a Inter, quando entrou no segundo tempo mas não conseguiu marcar. Em seu segundo jogo, fora de casa, resolveu a parada marcando o gol que garantiu a primeira vitória do seu time no Italiano.

Bologna 2 x 0 Livorno
ô, o Di Vaio voltou. Ele marcou um dos gols da vitória. O atacante em forma será essencial nessa briga da equipe para fugir do rebaixamento.

Fiorentina 2 x 0 Sampdoria
Dessa vez, Mutu, em má fase, ficou no banco. Jovetic, em excelente fase, o substituiu e não apenas marcou o seu gol, o primeiro da vitória, como fez o cruzamento para Gilardino fazer o segundo. Dessa vez, a primeira no campeonato, Cassano não brilhou — e aí eu tinha obrigação de registrar.

Inter 3 x 1 Napoli
Com duas bobeadas nos cinco primeiros minutos de jogo, a defesa do Napoli desmontou uma partida que poderia ser emocionante. Lúcio foi premiado com um gol pelas ótimas atuações que vem tendo no time. A dupla Milito e Eto’o também marcou, e o camaronês jogou muito bem, especialmente no primeiro tempo, só com passes rápidos — uma generosidade que a gente não costumava ver no Barça. No Napoli, Hamsik foi a maior decepção: seu futebol faz muita falta. Donadoni em risco, já?

Lazio 1 x 2 Parma
O bom Bojinov marcou seu primeiro gol desde que voltou ao futebol italiano. E a boa “arrancada” do Parma neste início de campeonato dará ao time tranqulidade.

Palermo 3 x 3 Roma
Não vi o jogo. Mas a Gazzetta escolheu Miccoli como o melhor do Palermo e Totti como o melhor da Roma. Aí eu pergunto: alguma novidade?

Siena 0 x 0 Chievo e Atalanta 0 x 0 Cataniapicci
Era de se esperar. Não parece acaso que justamente estas duas partidas tenham terminado sem gols.

Udinese 1 x 0 Milan
O problema, para o Milan, não é o resultado – assim como o empate da Juve, uma derrota para a Udinese, em Udine, pode até ser normal. O problema é o futebol mostrado. Apesar da boa atuação de Seedorf na Liga dos Campeões, eu insisto: se Leonardo quer manter o esquema 4-3-1-2, gostaria de ver Pirlo na função do 1, que já exerceu muito bem na seleção italiana.

O RETORNO DE PICCI
E  para não ficar só no futebol, vamos abrir uma exceção e falar um pouquinho de vôlei? É que, prezados senhores, Francesca Piccinini, a mocinha da foto à direita, está de volta à seleção feminina da Itália para a disputa do campeonato europeu de seleções? É ou não é motivo pra comemorar?

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 inter | 16:54

As supercopas

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Com um poquinho de atraso, porque o fim de semana foi de descanso absoluto, vamos às Supercopas de Itália e Inglaterra (que, afinal, também teve sua pitada italiana). Enfim, o futebol voltou!

 
Certo, a Lazio venceu a Inter por 2 x 1 na final da Supercopa, no sábado. Se olharmos para frente, porém, a Lazio pode até comemorar, mas não tem muitos motivos para se empolgar. Assim como a Inter pode até lamentar, mas parece ter motivos para comemorar.

A começar pela boa partida dos “estreantes” (digo em jogos que contam) Lúcio, Eto’o e Milito. Os três foram muito bem e só não saíram do gramado campeões porque, realmente, o destino conspirou contra. “Com essa sorte, a Lazio é candidata ao scudetto”, afirmou, irônico e com alguma razão, José Mourinho após o jogo.

Já Thiago Motta não foi bem. Ficou evidente que não está acostumado a jogar mais aberto, em linha com outros dois meio-campistas. Só que isso pode ser resolvido em breve se a Inter conseguir mesmo contratar um meia para jogar ao lado de Stankovic — nesse caso, Motta e Cambiasso jogariam como uma “clássica dupla de volantes”, se ém que isso existe.

Diante do que parece ser uma ótima dupla de ataque, formada por Milito e Eto’o, as opções de Balotelli e do recém-contratado Arnautovic têm tudo para ser isso mesmo: opções. Com a chegada de um bom meia, a Inter pode passar a jogar num tradicionalíssimo 4-4-2, daqueles sem muitas invenções e nem numerinnhos no meio.

Lembram dele? Se o tal meia não vier, a opção de Eto’o aberto de uma lado, Balotelli ou Arnautovic do outro e Milito centralizado continua sendo a melhor opção. 

Pode ser precipitado (e é) falar isso de um time que conquistou os últimos quatro campeonatos italianos e que perdeu sua principal estrela dos últimos anos. Mas minha impressão é que esta Inter pode ser ainda melhor que as anteriores.

Enquanto isso, em Londres
E o fim de semana, pelo menos em termos de resultados, não foi mesmo de José Mourinho. Eu pagaria para ver o técnico português assistindo (e estou, certo, torcendo contra) o ’seu’ Chelsea na final da Supercopa da Inglaterra contra o Manchester.

Desde que chegou à Itália, Mourinho deixou claro (à sua maneira) o respeito que tem pelo trabalho de Carlo Ancelotti. Quando o italiano desembarcou na Inglaterra, o português quis deixar claro que, mesmo que Carleto venha a ganhar um título relevante com o Chelsea, o fará depois de um tempo muito menor de jejum — disse que seu feito, portanto, seria menos relevante do que o do próprio Mourinho.

Rixa besta, provocação sem sentido.

Ancelotti levantou sua primeira (e pouco relevante, é verdade) taça na Inglaterra com o Chelsea. Mas venceu o Manchester depois de um grande confronto, no domingo. Já se livrou, pelo menos, de ser estigmatizado, a exemplo do que ocorreu com Felipão, como um técnico que não ganha clássicos.

Depois das finais das duas Supercopas, Mourinho teve uma boa e uma má notícia em relação ao resto da temporada. A boa é que a Inter promete. A má é que o Chelsea de seu ‘rival’ Ancelotti também.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 16 de julho de 2009 campeonato italiano, inter, jogadores, juventus, mercado, milan, roma | 18:33

Quatro para quatro

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O poder de compra dos times italianos não está lá grande coisa, é verdade. Apesar disso, nesta semana, não faltaram notícias envolvendo algumas das principais equipes do futebol italiano e alguns dos principais jogadores brasileiros. São notícias de temperaturas diferentes, mas que valem o registro aqui e agora (até porque, eu sei, ando meio ausente). Aproveito para colocar um palpite ou análise do desfecho de cada um dos casos.

Luis Fabiano no Milan
Como eu já havia dito na coluna da Placar, foi amor à primeira sondagem: o Milan diz que não pensa em outro atacante. Luis Fabiano garante que só deseja o Milan. Mas a grana que os italianos ofereceram ao Sevilla, 14 milhões de euros, foi considerada “irrisória” pelo presidente do clube espanhol, José Maria Del Nido. “Sorte do presidente do Sevilla que pode considerar irrisória uma oferta de 14 milhões”, respondeu o dirigente milanista Adriano Galliani.

O empresário de Luis Fabiano, José Fuentes, tratou de minimizar a polêmica e, espertamente, sugerir um limite para esse pedido do Sevilla: “Entendo o Del Nido e compreendo que 14 milhões não é o valor de um atacante da seleção brasileira, porque o preço de mercado de Luis Fabiano é de 20 milhões, segundo minha opinião. O Milan tem que voar para Sevilha e fazer um pequeno sacrifício para aumentar a oferta”.

Aparentemente, pelo que disse Galliani, isso pode mesmo acontecer: “As negociações vão prosseguir, ainda que a gente esteja bem distante nos valores”.

Palpite do blog:  Essa negociação ainda vai se arrastar por um bom tempo, mas vai acabar sendo fechada, ainda que seja uma das últimas da pré-temporada (vou me abster, por ora, de palpitar se Milan e LF viverão felizes para sempre).

Felipe Melo na Juventus
O meio-campista (aí do lado fazendo exames em seu novo clube) deixou a Fiorentina e chegou nesta semana à Juventus com um status que era inimaginável há menos de dois anos. Pediu a camisa 88, mas o pessoal da Juve disse que isso é número de NBA (gostei). Deve usar a 4. Os juventinos, acho, tem razão em celebrar a chegada de mais esse brasileiro. Sua contratação, ao lado da de Diego (e mesmo de Cannavaro, se ele puder contar com uma boa pré-temporada) eleva demais o nível da Juve para a próxima temporada. Se já deu algum trabalhinho à Inter no campeonato passado, faz sentido a tese que começa a se propagar na imprensa italiana de que, pelo menos por enquanto, é a Velha Senhora a principal rival dos interistas na briga pelo próximo scudetto.

Palpite do blog: Felipe Melo vai bem na Juventus e, apesar das declarações de amor aos torcedores viola, levará vaias ensurdecedoras da sua ex-torcida em Florença (pelo jeito, ele ainda não sacou bem o que é a rivalidade entre Juve e Fiorentina na Itália…)

Lúcio na Internazionale
O Bayern anunciou que o zagueiro trocará o clube pela Inter. A Inter até negou que o negócio esteja fechado, mas o próprio Lúcio, talvez sem saber do comunicado da Inter, desembarcou hoje em Milão falando como mais novo contratado da atual campeã italiana: “Estou feliz por poder jogar em um clube top como a Inter e orgulhoso de ser treinador por José Mourinho e jogar ao lado de um campeão como Ibrahimovic”. Precisa mais pra confirmar o negócio

Convenhamos: demorou para que um dos dois times de Milão, ambos com problemas na zaga, contratassem o zagueirão que dava sopa desde o final da Copa das Confederações. A Inter tem hoje um ótimo zagueiro, que é Chivu; mas ele, desde os tempos de Roma, está sempre machucado. Samuel e Materazzi não são mais o que já foram. Já Rivas nunca foi. Burdisso e Cordoba são bons reservas. Então… Lúcio é mais do que bem vindo, ainda que seja mais um jogador com perfil, digamos, estouradinho no elenco.

Palpite do blog: Será uma das melhores contratações do Italiano. Dará segurança e liderança à defesa interista e, quem sabe, de vez em quando, até uma forcinha no ataque. Com tanta eficiência (e um pouco mais de classe) quanto Materazzi em 2006-07.

Rubinho na Roma
Essa pintou hoje: o time da capital italiana, não satisfeito ao contar com três goleiros brasileiros em seu elenco (Doni, Arthur e Júlio Sérgio), estaria pensando em contratar o ex-corintiano Rubinho, que foi muito bem jogando pelo Genoa nas últimas temporadas. Sinceramente? Por melhor que tenha jogado Rubinho (e ele jogou bem mesmo), não me parece que a eventual troca de Doni por Rubinho trouxesse muita vantagem à Roma. Se não é para trazer alguém do nível de Frey, pelo menos (esse sim seria um ganho), acho melhor a Roma guardar suas (poucas) economias para contratar reforços em outras posições…

Palpite do blog:
Esse negócio não vinga.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , ,