13/07/2009 - 18:12
Coluna (ou não) desta terça no Jornal Placar:

Kerlon tem só 21 anos. Somando os Brasileiros que jogou pelo Cruzeiro, não fez nem 20 partidas. Sua grande conquista foi o Sul-Americano sub-17 de 2005 — do qual foi artilheiro e eleito melhor jogador. Na última temporada, atuou pela primeira vez por um clube europeu: fez quatro jogos, todos saindo do banco, pelo Chievo. Também na Itália, chamam-no de Foquinha, apelido que ganhou em Minas pela capacidade de levar a bola adiante com a cabeça.
Ronaldinho tem oito anos a mais. No currículo, uma Copa do Mundo, dois Espanhóis, uma Liga dos Campeões e dois prêmios de “melhor do mundo” da Fifa. Alguns detratores chamam-no de “foca amestrada”, uma alusão aos lances plásticos mas pouco produtivos que insiste em exibir em alguns jogos.
Kerlon, apesar das seguidas seguidas lesões que vêm atrapalhando sua carreira, terá no próximo Italiano a oportunidade da sua vida: na semana passada, assinou contrato com a poderosa Inter de Milão até 2012.
Ronaldinho, no rival Milan, terá talvez a última chance de recomeçar em um dos gigantes do futebol europeu. E de provar que ainda tem condições de ir à Copa.
Os momentos são absolutamente diferentes, mas tanto Kerlon como Ronaldinho poderão, no Italiano, viver marcos positivos de suas carreiras. Para isso, porém, precisarão ser bem mais que foquinhas.
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O Milan diz que só cogita contratar um atacante: Luis Fabiano. O procurador do atacante afirma que até existem outras propostas para o Sevilla, mas garante que o brasileiro só quer um time: o Milan. Conseguirão os espanhois resistir e impedir essa linda história de amor à primeira sondagem?
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José Mourinho disse que sonhava com outra Inter, que o time não está entre os maiores da Europa e que ele não é Harry Potter para ganhar a Liga dos Campeões. Eu concordaria com o técnico, se ele não achasse que as chegadas de Deco e Ricardo Carvalho é que deixariam a Inter entre os maiores.
DICA: Pra quem quer ficar ligado nos torneios amistosos dos principais times europeus, vale muito a pena conferir o Guia da pré-temporada da revista Trivela: aqui.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores, mercado, milan
Tags: kerlon, luis fabiano, mourinho, ronaldinho
12/05/2009 - 13:10
Vamos à coluninha de hoje (em versão estendida) do Jornal Placar.

O Brasil que dá errado
Semana passada, já em clima de fase final de campeonato (decidido), usamos este espaço para eleger os 10 principais brasileiros do Italiano. Como o panorama não mudou, faremos agora o inverso, escolhendo os 10 que, de um jeito ou de outro, deixaram seus torcedores a ver navios. Vamos a eles:
1) Adriano (Inter):
Como a paciência do clube parecia infinita, ele mesmo tratou de pedir o boné, consolidando a queda definitiva de seu “império” em Milão;
2) Ronaldinho (Milan):
No início, até lembrou o velho jogador do Barcelona. Rapidinho, porém,voltou a ser o Ronaldinho da seleção. Temporada decepcionante, tanto que sua saída já é cogitada;
3) Mancini (Inter):
No início da temporada, era para ser um dos principais reforços do time de José Mourinho. Virou um reserva pouco prestigiado;
4) Emerson (Milan):
Em sua segunda temporada pelo time de Milão, apesar da lesão de Gattuso, atuou apenas em mais 12 joguinhos (a maioria entrando do banco) e anunciou seu adeus. Não deixará saudades;
5) Doni (Roma):
Na temporada passada foi um dos destaques do torneio, chegando a ser convocado para a seleção. Neste ano, falhou bem mais e passou a ser um goleiro discutido para o próximo Italiano;
6) Kerlon (Chievo):
Mais uma vez, sofreu com lesões. Mas para quem esperava muitos malabarismos…. Foram só três jogos do Foquinha no Italiano, todos saindo do banco;
7) Coelho (Bologna):
No início do ano, o lateral-direito disse “não” ao Palmeiras porque se diz feliz na Itália. Mas jogos como titular pelo ameaçado time de Bolonha foram só dois;
8) César (Bologna):
Está definitivamente em decadência. Lembrou muito mais os recentes tempos de Internazionale do que os bons momentos de destaque na Lazio;
9) Cicinho (Roma):
Para quem chegou com status de superstar, recebido por centenas de torcedores no aeroporto do Roma, deixou a desejar (e ainda criou algumas confusões);
10) Dida (Milan):
Quando Abbiati se machucou, viu uma pequena chance de voltar a ser titular da equipe. Mas… logo voltou ao banco, de Kalac, que foi o primeiro titular do ano e também havia deixado a posição por causa de lesão.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores
Tags: adriano, césar, cicinho, coelho, dida, doni, emerson, jornal placar, kerlon, mancini, ronaldinho