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16/09/2009 - 11:15

As estreias italianas

Time celebra com Cannavaro, após belo passe para gol da Juve

Time celebra com Cannavaro, após belo passe para gol da Juve: machucado, ele saiu de campo aplaudido

Foi decepcionante a estreia da Juventus na Liga, na mesma medida em que foi suspreendente o começo do Milan.

Em que pese o gol impedido do Bordeaux, a Juve não mereceu vencer. Foi inferior em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo. Diego fez muita falta, embora Giovinco até tenha criado algumas boas jogadas. Pior, como disse o Pedro nos comentários abaixo, foi (de novo) a atuação do Tiago, na vaga de Camoranesi: marcou pouco e criou menos ainda.

Destaques positivos foram dois: primeiro, a confirmação da ótima fase de Buffon, que já tinha ficado clara na seleção italiana. Depois, a volta por cima de Cannavaro, que deu o belo passe para o gol de Iaquinta (lembrou suas grandes atuações na Copa de 2006) e foi aplaudidíssimo pela torcida (aquela mesma que o vaiou em sua chegada) ao deixar o campo machucado.

Aliás, quando uma zaga em geral formada por Cannavaro e Chiellini passa a ter Zebina e Legrotaglie, as chances de o time sofrer um gol crescem aproximadamente 486%….

No outro confronto entre italianos e franceses, o Milan venceu o Olympique mesmo tendo feito pouco, muito pouco, na segunda etapa.

E é triste, mas a ausência de Ronaldinho Gaúcho foi determinante para a vitória. Afinal, o brasileiro deixou o time titular para a entrada de Inzaghi, que jogou ao lado de Pato no ataque. Inzaghi, como se sabe, marcou os dois gols da vitória por 2 x 1. Como se não bastasse, Seedorf, que atuou justamente na posição do campo em que Ronaldinho vinha atuando, criou as duas jogadas dos gols milanistas e foi o melhor em campo.

Diante disso, convenhamos, a expectativa de Ronaldinho “se consolidar” na reserva milanista é enorme.

Hoje
É claro que a partida entre Inter e Barça é de longe a mais aguardada dessa primeira fase da Liga. Mas, pensando em classificação, o jogo da Fiorentina, fora de casa contra seu provável “adversário direto” pela segunda vaga do grupo — o Lyon —, é provavelmente o mais importante dos italianos nessa primeira rodada.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): liga dos campeões, milan Tags: , , , ,
04/12/2007 - 19:45

O grosso que satisfaz


Pelé bem que disse: craque cabeceia de olhos abertos (AP)

Pippo Inzaghi decidiu, com um golzinho sobre o Celtic, a última e quase enfadonha partida do Milan pela primeira fase da Liga dos Campeões. Chegou assim aos 63 gols, superou Gerd Muller e se consagrou como, acreditem, o maior artilheiro da história das copas européias. Prova que, muitas vezes, os números não querem dizer tanto. Porque estou quase convicto que se Inzaghi tivesse convertido também todos os gols feitos que perdeu na vida, seria o maior artilheiro da história do futebol italiano, europeu, terrestre e interplanetário.

Mas o fato é que o Milan avançou com seu gol, depois de um bom cruzamento de Cafu em uma jogada iniciada por Kaká. Kaká que, à parte isso, “só” brilhou em dois momentos: quando apresentou a Bola de Ouro para a torcida milanista antes do início do jogo e quando, já nos acréscimos, numa arrancada espetacular, por pouco não marca um golaço.

E o Milan? Num grupo fraco, onde o próprio Celtic conseguiu se classificar (graças à derrota do Shakhtar, em casa, para o Benfica), seria muito difícil os milanistas serem eliminados logo na primeira fase. Mas, daqui pra frente, deve ser ainda mais difícil. E não falo só por Pato e Ronaldo, que, se tudo der certo, devem estar aptos para jogar a partir das oitavas. Falo pela história recente do Milan na Liga, com crise ou sem crise.

Porque, em termos de resultados, o Milan tornou-se, sem querer promover o Mundial de Clubes que vem por aí, uma espécie de Boca Juniors europeu.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, liga dos campeões Tags:
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