O post da campeã
Não foi a suína, mas uma gripe feia me pegou de jeito. Motivo pelo qual apareço por aqui apenas dois dias depois de anunciado o tetracampeonato italiano da Inter. Ainda assim, vamos a algumas breves observações sobre o incontestável título nerazzurro e uma análise rápida sobre a importância de todos aqueles que participaram com pelo menos um joguinho da conquista.
O PESO DE CADA UM
Gostaria de dedicar uma ou duas linhas a cada um dos jogadores. Mas por enquanto, para não atrasar ainda mais o posta da campeã, vamos apenas com a classificação ‘galáctica’, por estrelas. Se vocês discordarem demais, coloco as justificativas depois, combinado?
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Ibrahimovic e Júlio César
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Maicon, Cambiasso, Stankovic, Zanetti e Balotelli
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Córdoba, Maxwell, Figo, Santon, Chivu, Mancini, Muntari, Samuel e Burdisso
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Materazzi, Crespo, Obinna, Adriano, Quaresma, Vieira e Júlio Cruz
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Dacourt, Orlandoni, Toldo, Gimenez e Rivas
COISA DE AMIGO
Correu sites, jornais e TVs do mundo todo a imagem do goleiro Júlio César comemorando o tetracampeonato italiano da Internazionale com duas camisas de Adriano: uma que ele próprio vestia e outra que exibia à torcida para que ela aplaudisse seu ex-companheiro de time. E os torcedores aplaudiam. Um pouco, claro, porque torcida campeã aplaude até poste. E muito porque era Júlio César, talvez o segundo jogador mais importante do título, depois de Ibrahimovic, quem lhes pedia para aplaudir.
Mas que não se iludam aqueles que viram as cenas daqui do Brasil: não deve haver um torcedor da Inter, um italiano sequer que classifique como contribuição ao título os 12 jogos e 3 gols que Adriano fez na campanha do tetra. Seu feito mais impressionante na temporada talvez tenha sido o de tirar do sério e arrancar palavras duras de Massimo Moratti, o elegante dono da Inter cuja principal característica na relação com seus contratados é o paternalismo e o dom de perdoar (como pudemos ver, aliás, com o próprio Adriano).
Nem mesmo Júlio César, autor da generosa homenagem, deve achar que Adriano foi importante para a conquista. Seu gesto no domingo foi apenas o gesto de um grande amigo. E os aplausos da torcida um gesto de gratidão… a Júlio César.
MUDOU POR QUE?
Perguntado sobre qual teria sido o valor agregado pela chegada de José Mourinho em relação a Roberto Mancini, já que ambos tiveram o mesmo resultado (título italiano e derrota na Liga), Moratti saiu-se com essa: “Manter no grupo a vontade de vencer, o que não é fácil após três títulos seguidos”. Saiu-se bem.
ÁGUA NO VINHO
O jogo deveria ser só de festa, mas… Contra o Siena, Ibrahimovic ficou bravo com Balotelli porque este preferiu fazer o segundo gol da Inter ao invés de tocar a bola para o sueco, que briga pela artilharia do Italiano. Irritado, Ibrahimovic pediu para sair. Mourinho se recusou a tirá-lo. E, final feliz, como tinha que ser num jogo de festa, Ibra acabou marcando o terceiro.

