Quatro para quatro
O poder de compra dos times italianos não está lá grande coisa, é verdade. Apesar disso, nesta semana, não faltaram notícias envolvendo algumas das principais equipes do futebol italiano e alguns dos principais jogadores brasileiros. São notícias de temperaturas diferentes, mas que valem o registro aqui e agora (até porque, eu sei, ando meio ausente). Aproveito para colocar um palpite ou análise do desfecho de cada um dos casos.
Luis Fabiano no Milan
Como eu já havia dito na coluna da Placar, foi amor à primeira sondagem: o Milan diz que não pensa em outro atacante. Luis Fabiano garante que só deseja o Milan. Mas a grana que os italianos ofereceram ao Sevilla, 14 milhões de euros, foi considerada “irrisória” pelo presidente do clube espanhol, José Maria Del Nido. “Sorte do presidente do Sevilla que pode considerar irrisória uma oferta de 14 milhões”, respondeu o dirigente milanista Adriano Galliani.
O empresário de Luis Fabiano, José Fuentes, tratou de minimizar a polêmica e, espertamente, sugerir um limite para esse pedido do Sevilla: “Entendo o Del Nido e compreendo que 14 milhões não é o valor de um atacante da seleção brasileira, porque o preço de mercado de Luis Fabiano é de 20 milhões, segundo minha opinião. O Milan tem que voar para Sevilha e fazer um pequeno sacrifício para aumentar a oferta”.
Aparentemente, pelo que disse Galliani, isso pode mesmo acontecer: “As negociações vão prosseguir, ainda que a gente esteja bem distante nos valores”.
Palpite do blog: Essa negociação ainda vai se arrastar por um bom tempo, mas vai acabar sendo fechada, ainda que seja uma das últimas da pré-temporada (vou me abster, por ora, de palpitar se Milan e LF viverão felizes para sempre).
Felipe Melo na Juventus
O meio-campista (aí do lado fazendo exames em seu novo clube) deixou a Fiorentina e chegou nesta semana à Juventus com um status que era inimaginável há menos de dois anos. Pediu a camisa 88, mas o pessoal da Juve disse que isso é número de NBA (gostei). Deve usar a 4. Os juventinos, acho, tem razão em celebrar a chegada de mais esse brasileiro. Sua contratação, ao lado da de Diego (e mesmo de Cannavaro, se ele puder contar com uma boa pré-temporada) eleva demais o nível da Juve para a próxima temporada. Se já deu algum trabalhinho à Inter no campeonato passado, faz sentido a tese que começa a se propagar na imprensa italiana de que, pelo menos por enquanto, é a Velha Senhora a principal rival dos interistas na briga pelo próximo scudetto.
Palpite do blog: Felipe Melo vai bem na Juventus e, apesar das declarações de amor aos torcedores viola, levará vaias ensurdecedoras da sua ex-torcida em Florença (pelo jeito, ele ainda não sacou bem o que é a rivalidade entre Juve e Fiorentina na Itália…)
Lúcio na Internazionale
O Bayern anunciou que o zagueiro trocará o clube pela Inter. A Inter até negou que o negócio esteja fechado, mas o próprio Lúcio, talvez sem saber do comunicado da Inter, desembarcou hoje em Milão falando como mais novo contratado da atual campeã italiana: “Estou feliz por poder jogar em um clube top como a Inter e orgulhoso de ser treinador por José Mourinho e jogar ao lado de um campeão como Ibrahimovic”. Precisa mais pra confirmar o negócio
Convenhamos: demorou para que um dos dois times de Milão, ambos com problemas na zaga, contratassem o zagueirão que dava sopa desde o final da Copa das Confederações. A Inter tem hoje um ótimo zagueiro, que é Chivu; mas ele, desde os tempos de Roma, está sempre machucado. Samuel e Materazzi não são mais o que já foram. Já Rivas nunca foi. Burdisso e Cordoba são bons reservas. Então… Lúcio é mais do que bem vindo, ainda que seja mais um jogador com perfil, digamos, estouradinho no elenco.
Palpite do blog: Será uma das melhores contratações do Italiano. Dará segurança e liderança à defesa interista e, quem sabe, de vez em quando, até uma forcinha no ataque. Com tanta eficiência (e um pouco mais de classe) quanto Materazzi em 2006-07.
Rubinho na Roma
Essa pintou hoje: o time da capital italiana, não satisfeito ao contar com três goleiros brasileiros em seu elenco (Doni, Arthur e Júlio Sérgio), estaria pensando em contratar o ex-corintiano Rubinho, que foi muito bem jogando pelo Genoa nas últimas temporadas. Sinceramente? Por melhor que tenha jogado Rubinho (e ele jogou bem mesmo), não me parece que a eventual troca de Doni por Rubinho trouxesse muita vantagem à Roma. Se não é para trazer alguém do nível de Frey, pelo menos (esse sim seria um ganho), acho melhor a Roma guardar suas (poucas) economias para contratar reforços em outras posições…
Palpite do blog: Esse negócio não vinga.


