iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

29/09/2009 - 15:49

E agora, José?

mourinhoDepois do empate por 1 x 1 com o Rubin Kazan, agora há pouco, a Internazionale de José Mourinho completou sete jogos seguidos sem vitória na Liga dos Campeões — um recorde do clube. A série é negativa, mas o resultado, pelo que aconteceu em campo, entre bolas na trave e defesas de Júlio César, foi para os italianos comemorarem.

Mourinho ainda não falou, mas provavelmente se eximirá de qualquer culpa e sairá dando patadas em quem ousar questionar sua competência.

Nos últimos dias, tem sido assim. Quando lhe perguntaram, depois da derrota para a Sampdoria, se o técnico Gigi Del Neri seria sua “asa-negra”, o português respondeu com ironia, agredindo desnecessariamente o treinador italiano e fazendo uma ilação descabida: Del Neri foi demitido do Porto alguns meses depois que ele, Mourinho, venceu a Liga dos Campeões com o mesmo time. Por isso, no raciocínio torto do português, Del Neri não poderia ser sua “asa-negra”, mesmo que lhe derrote ano após ano, década após década, século após século.

Zdenek Zeman, importante técnico tcheco com enorme tradição no futebol italiano, Mourinho disse desconhecer. Não é verdade. É que o português se irritou quando Zeman disse que a Inter não mostrou nada de novo desde a chegada de seu badalado treinador. “Mourinho só está na Inter porque é um grande gestor de jogadores”, disse o tcheco.

Para Zeman, a única novidade que Mourinho trouxe ao futebol italiano foi “na comunicação, com a qual esconde a própria mediocridade”.

Talvez seja exagero, mas o fato é que a Inter de José Mourinho, por enquanto, não tem jogado o futebol que deveria jogar com o ótimo elenco que tem. E se alguém contesta alguma de suas decisões incompreensíveis, como tirar Balotelli (que hoje bobeou ao ser expulso) do jogo contra a Sampdoria, o português diz que o fez porque “é o técnico e é quem manda”.

Enquanto seu time ganhava e correspondia em campo, as respostas atravessadas de Mourinho tinham um lado cômico (eu gostava), do técnico mal-humorado por natureza, que externava sua pouca paciência com a imprensa através da própria. Acho até que Mourinho fez a Itália repensar seus programas de TV, suas entrevistas, suas intermináveis discussões sobre arbitragem.

Mas, se a Inter não voltar a jogar bola, as respostas do técnico ganharão mais importância para torcedores, dirigentes e acionistas do clube. E aí, antes de atacar os outros, ser irônico ou exibir seu mau humor, o técnico terá que explicar por que esse milionário elenco da Inter não está jogando nada.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, liga dos campeões, técnicos Tags: , , , ,
18/12/2008 - 17:01

Amauri joga nas duas

Quando vi a notícia de que Amauri, da Juventus, disse à Radio Jovem Pan não saber de onde vêm os comentários sobre suas chances de jogar na seleção italiana, confesso que estranhei. Afinal, recentemente ouvi o próprio atacante falar orgulhoso dessa possibilidade, em entrevista à RAI.

Hoje, contudo, ele abusou. Duas entrevistas para dois veículos: um do Brasil, a rádio Jovem Pan, outro da Italia, a Sky Sport 1. Compare-as:

À Rádio Jovem Pan, do Brasil:
“Estão falando no jornal que chegou meu passaporte, que eu vou jogar aqui, que vou jogar lá. Mas não tem nada definido. Não sei o porquê desses comentários. São vozes sem fundamento, não sei o porquê dessas vozes. São coisas que os jornais escrevem só para dar noticia. Sou brasileiro. Quando chegar minha oportunidade na seleção brasileira, com certeza o meu sonho se realizará”, disse.
(Para ler a nota completa, no iG Esporte, clique aqui)

À Sky Sport 1, da Itália:
“Estou orgulhoso e muito honrado de saber que todos os torcedores italianos torcem por mim, para que possa chegar o meu passaporte e para que eu possa vestir a camisa da Itália. Vocês não podem imaginar, para mim é um orgulho imenso”, disse. E completou, ao comentar a chance de jogar pela Azzurra: “Não se sabe, o destino nos reserva as mais belas surpresas. É possível, como também não é, veremos”.
(Para ler a notícia em italiano, no Yahoo Italia, clique aqui)

Nas entrelinhas, acho que até dá pra pegar que a preferência do atacante é mesmo pelo Brasil — como, aliás, ele havia afirmado há algum tempo. Mas, convenhamos, não fica bem dar duas entrevistas tão distintas (não chegam a ser opostas…) sobre o mesmo tema no mesmo dia. Até porque é ignorar demais o poder da internet e da globalização da informação nos dias de hoje.

Não seria melhor se calar sobre o assunto? Acho até que ele sacou isso, tardiamente, porque na entrevista à Sky disse que só pretende voltar a falar do tema em 2009. Quando, se convocado por Dunga e por Lippi ao mesmo tempo, terá triunfado.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, jogadores Tags: , , , , , , ,
Voltar ao topo