E “nóis” aqui?
“Barreira na distância correta? Um spray vai ajudar os árbitros“. É essa, acreditem, a manchete do site da Gazzetta dello Sport neste exato momento.
Até aí, tudo bem. A gente já se conformou com o fato de que os europeus, com razão ou não, não costumam assistir aos nossos campeonatos. Então até passa que noticiem esse útil sprayzinho, o mesmo que usamos por aqui há tanto tempo, como a se fosse a invenção da roda (gosto particularmente dessa foto quase indecifrável!).
O que fica difícil de engolir, convenhamos, é o textinho logo após a manchete: “A inovação chega da Argentina, onde foi testada na segunda divisão e passará a ser adotada no início do Clausura”.
Eu nem sei se o tal do Pablo Silva, um jornalista argentino que segundo a Gazzetta teria inventado o spray com a ajuda de engenheiros químicos, é mesmo o professor pardal dono da ideia.
Mas, convenhamos, a experiência tão antiga e positiva na primeira divisão do futebol brasileiro é bem mais relevante do que esse alardeado “sucesso” na segunda divisão argentina. Ou não?
Duas atualizações: pela primeira, um link para uma entrevista do Zero Hora com o verdadeiro inventor do spray — um mineiro —, agradeço ao leitor Flavio. Pela segunda, mais uma divertida charge (abaixo), obrigado ao nosso Milton Trajano.


