Convocaram ou não, eis a questão

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No domingo, o presidente da Juventus, Cobolli Gigli, já tinha dito que não recebeu nenhum comunicado sobre a suposta convocação de Amauri pela seleção brasileira.
Hoje, três dias depois de a CBF ter anunciado o chamado, o técnico Claudio Ranieri diz o seguinte: “Não houve nenhuma convocação por parte do Brasil. A gente não recebeu nada”.
Dunga e a CBF poderão até argumentar que, como já sabiam da decisão da Juve, antecipada por Cobolli no sábado à televisão italiana, desistiram de fazer a convocação “oficialmente”.
Mas se ninguém entrou em contato com a Juventus em momento algum (não temos por que duvidar disso), por que a CBF escreveu, em nota oficial divulgada no sábado, que “A comisão técnica da Seleção Brasileira manteve contatos com a diretoria da Juventus e aguarda a autorização para concretizar a convocação de Amauri”?
No máximo, a julgar por outra nota divulgada pela mesma CBF ontem, “Amauri comunica à CBF que não conseguiu liberação para jogo contra Itália”, a entidade entrou em contato apenas com o jogador, um procedimento no mínimo estranho.
Diante de tudo isso, fica a pergunta: Dunga queria mesmo contar com Amauri?