Pobre líder
Passadas três rodadas, o Campeonato Italiano tem o Cesena como um de seus líderes, com 7 pontos em três jogos –nos quais já enfrentou Roma e Milan. Recém-chegado da Série B, é o clube que menos gasta com salários em toda a Série A: sua diretoria desembolsa anualmente 8,3 milhões de euros com a folha salarial da equipe. A soma é inferior aos 9 milhões de euros que o sueco Ibrahimovic, sozinho, recebe por ano para defender o Milan. O time milanês, aliás, é quem mais gasta com salários na Itália: 130 milhões anuais, mais de 15 vezes o valor desembolsado pelo Cesena.
Entre os maiores salários do Cesena está o do goleiro brasileiro Diego Cavalieri, que chegou do Liverpool, mas hoje é apenas reserva do time: convertido, seu pagamento é próximo de 60 mil reais mensais, cifra viável até mesmo para clubes brasileiros e bem mais que os cerca de 11 mil reais que recebe o meia grego Panagiotis Tachtsidis, hoje o salário mais baixo da equipe.
Ok, apesar do ótimo começo no Italiano, nem o mais otimista dos torcedores do Cesena sonha ver seu time terminar a Série A à frente dos gigantes e entre os quatro primeiros colocados para garantir assim uma vaga na Liga dos Campeões da Europa. Ainda assim, hoje, a tabela da Série A é a prova de que, por sua imprevisibilidade, o futebol é o esporte coletivo mais democrático do mundo.
