06/11/2009 - 12:22

Santon: surpresa na lista da FourFourTwo
São 9 os jogadores italianos na lista dos 100 melhores da atualidade divulgada na edição de novembro da conceituada revista inglesa FourFourTwo. A eles:
30º – De Rossi (Roma)
35º – Buffon (Juventus)
53º – Pirlo (Milan)
54º – Totti (Roma)
60º – Chiellini (Juventus)
67º – Cassano (Sampdoria)
77º – Gilardino (Fiorentina)
82º – Del Piero (Juventus)
99º – Santon (Internazionale)
Entre os 10 primeiros colocados da relação, apenas um joga no futebol italiano: Samuel Eto’o, da Inter, que ocupa a 9ª colocação. A Série A também fica atrás das ligas de Inglaterra e Espanha no número total de jogadores entre os 100: são 23, contra 33 da Premier League e 29 da Liga. Para saber mais sobre a relação, clique aqui.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria
Tags: 100 melhores do mundo, buffon, cassano, chiellini, de rossi, del piero, four four two, gilardino, pirlo, santon, totti
14/10/2009 - 17:13
Itália 3 x 2 Chipre. O jogo deveria servir para reservas como Santon, Gamberini, Bocchetti, Pepe, Rossi e D’Agostino ficarem mais perto de garantir uma vaga no grupo que disputará a Copa do Mundo pela Itália. Pois não ficaram.
Foi Gilardino (foto Getty), o homem que já havia garantido a vaga para o Mundial no jogo anterior, contra a Irlanda, a carimbar seu passaporte para a África do Sul: marcou, em 15 minutos, os três gols da virada sobre os cipriotas, que venciam por 2 x 0 até os 33 minutos do segundo tempo.
Foi feio, bem feio, mesmo já classificada para a Copa, a Itália sair perdendo por 2 x 0 para o Chipre, jogando em casa. Perdia com o time cheio de reservas? Beleza. Mas, como eu já disse, esperava-se que os tais reservas pudessem, também, mostrar serviço e convencer Lippi de que devem ir à Copa.
Não mostraram. E não só porque perdiam o jogo contra um adversário bem mais fraco — o que acontece —, mas porque perdiam com justiça. Os três gols de Gilardino, aliás, só saíram depois que Pepe, Rossi e D’Agostino foram substituídos por Di Natale, Camoranesi e De Rossi.
Portanto, se o grupo de titulares da seleção italiana é praticamente “imexível”, para relembrar o saudoso (?) ministro Magri, o de reservas não deveria sê-lo.
E então, quem sabe, depois do semi-tropeço desta quarta-feira, Lippi não decida modificá-lo, garantindo o espaço que, aqueles que gostam de bom futebol sabem, deve ser de Francesco Totti e, eu não quero perder as esperanças (mas deveria), de Antonio Cassano.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo
Tags: cassano, copa 2010, grupo aberto, marcelo lippi, reservas, totti
13/10/2009 - 20:08

Não foi uma campanha brilhante. As exibições também não foram para o técnico Marcelo Lippi dar piruetas, como fez no treino de hoje. Mas a Itália está classificada para defender seu título mundial na Copa do Mundo da África do sul, no ano quem vem.
O jogo contra o Chipre, nesta quarta, em Parma, não vale para nada. Tanto que Lippi prometeu escalar um time recheado de reservas, só para premiar e unir todo o grupo — e isso, façamos justiça, é algo que ele sabe fazer.
Até pela obsessão que tem com “o grupo”, é normal imaginar que serão poucas, se não inexistentes, as mudanças que o treinador fará no elenco da Azzurra para a disputa da Mundial sul-africano.
Dos 23 nomes que chamará para a Copa, me parece que Lippi precisa oficializar apenas mais 11 — e entre eles, os de dois goleiros, Marchetti e De Sanctis, são quase certos. Faltará, portanto, escolher 9 jogadores. Muito provavelmente, 4 defensores, 2 meio-campistas e 3 atacantes.
Na defesa, quatro dos cinco entre Santon, Bocchetti, Gamberini, Legrotaglie e Criscito parece ter amplo favoritismo sobre rivais que hoje correm bem por fora.
No meio, uma recuperação física de Aquilani poderia significar chances menores para Montolivo, Palombo e D’Agostino, todos jogadores hoje bem cotados com Lippi (embora um deles deva ficar fora de qualquer jeito, mesmo sem Aquilani na lista).
E no ataque é que está a esperança de que a Azzurra possa se apresentar com um pouco mais de qualidade técnica do que tem mostrado. Não, nada de Cassano, pois suas chances parecem a cada dia menores. É que, hoje, Lippi deu a entender que são boas as chances de vir a chamar Francesco Totti. E, como a disputa no ataque ainda é a mais aberta, as possibilidades de o camisa 10 da seleção campeã mundial voltar a ser convocado, agora para jogar mais adiantado, são realmente consideráveis.
Veja a lista com os jogadores garantidos, aqueles que têm boas chances e aqueles que correm por fora (em alguns casos, beeeem por fora):
GOLEIROS (3 vagas)
Garantido: Buffon
Boas chances: Marchetti e De Sanctis
Corre por fora: Amelia
DEFENSORES (8 vagas)
Garantidos: Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso
Boas chances: Santon, Bocchetti, Legrottaglie, Gamberini e Criscito
Correm por fora: Motta, Materazzi, Dossena e Bonera
MEIO-CAMPISTAS (7 vagas)
Garantidos: Camoranesi, De Rossi, Pirlo, Gattuso e Marchisio
Boas chances: Montolivo, Palombo, D’Agostino e Aquilani
Correm por fora: Marchioni e Brighi
ATACANTES (5 vagas)
Garantidos: Gilardino e Iaquinta
Boas chances: Quagliarella, Di Natale, Pepe, Rossi, Pazzini e Totti
Correm por fora: Amauri, Cassano
Consideremos todos os jogadores acima disponíveis. Num exercício de imaginação, ou melhor dizendo, de diversão, eu montaria a minha seleção italiana com: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso; Camoranesi, De Rossi e Marchisio; Pirlo; Totti e Cassano. Mas esta, a gente sabe, é uma seleção impossível de vermos em campo em 2010.
E a sua seleção ideal, qual seria?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra
Tags: a lista dos 23, cassano, convocação, copa 2010, marcelo lippi, totti
06/10/2009 - 10:56

Este é o Mustacchio, não o Mazzarani
O anúncio da Olimpíada no Rio já foi, assim como o plantão do fim de semana. Com eles, passaram também a última rodada do Italiano e nada menos que cinco dias sem posts, pelos quais, se não perceberam, estou me justificando. Mas, se ficou tarde para tratar da rodada do Italiano, podemos tratar brevemente das duas seleções italianas.
A sub-20 surpreendeu o mundo ao eliminar a favoritíssima Espanha, com uma vitória por 3 x 1, nas oitavas-de-final do Mundial da categoria. De novo, brilhou o goleiro Fiorillo — que pegou um pênalti quando a partida estava 2 x 1.
Mas brilharam ainda mais o meia Andrea Mazzarani, do Crotone (mas que pertence à Udinese), e o atacante Mattia Mustacchio, do Ancona (mas que pertence à Sampdoria). Dois nomes que não eram apontados, no início do torneio, como possíveis estrelas do futuro italiano.
Mas que depois de ontem passam a integrar, pelo menos, a lista de candidatos a tal. A conferir o próximo capítulo em jogo contra a Hungria ou a República Tcheca, que se enfrentam hoje para definir quem pega a Itália nas quartas.
Já na seleção principal, um dia depois de Marcelo Lippi anunciar seus convocados para enfrentar a Irlanda em jogo decisivo que ocorre neste sábado, pelas Eliminatórias da Copa (um empate basta para assegurar a vaga), Cassano deu uma sábia declaração: “Tenho a sensação de que, quanto mais se fala da minha convocação, menores são minhas chances de ser convocado”.
Hoje, em sua coletiva de imprensa sobre o que considera “a semana mais importantes dois últmos dois anos da seleção”, Lippi respondeu da seguinte maneira sobre a enésima pergunta a respeito de Cassano: “Chega, vocês já me encheram com essa história!”.
A resposta de Lippi dá a entender que Cassano tem razão na sua declaração. E a convocação, que reproduzo abaixo, que o atacante da Sampdoria não deve mesmo fazer parte do grupo na Copa de 2010. Uma pena.
GOLEIROS: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli) e Marchetti (Cagliari)
DEFENSORES: Cannavaro (Juventus), Chiellini (Juventus), Bocchetti (Genoa), Gamberini (Fiorentina), Grosso (Juventus), Legrottaglie (Juventus), Santon (Inter) e Zambrotta (Milan)
MEIO-CAMPISTAS: Camoranesi (Juventus), D’Agostino (Udinese), De Rossi (Roma), Gattuso (Milan), Marchisio (Juventus), Palombo (Sampdoria), Pepe (Udinese) e Pirlo (Milan)
ATACANTES: Di Natale (Udinese), Gilardino (Fiorentina), Iaquinta (Juventus), Quagliarella (Napoli) e Rossi (Villarreal).
Olhando a lista de convocados acima, e lembrando que Cannavaro está suspenso, pergunto: que time deve jogar contra a Irlanda?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, jogadores
Tags: andrea mazzarani, cassano, copa 2010, irlanda x itália, marcelo lippi, mattia mustacchio, mundial sub-20
21/09/2009 - 18:43
Um pouco tarde — eu sei —, a quarta rodada em linhas.

Antonio Cassano: de novo, o melhor em campo
Napoli 0 x 0 Udinese
Várias chances, nenhum gol. Ou melhor, um gol mal anulado de Di Natale, que chegaria a 7 na artilharia do Italiano. No Napoli, Lavezzi foi o melhor: criou, criou, mas Hamsik, duas vezes cara a cara, desperdiçou. E Donadoni, cada dia mais pressionado, já começa a balançar de acordo com parte da imprensa italiana.
Juventus 2 x 0 Livorno
Mais uma vez nesta temporada, Buffon mostrou que voltou a ser o velho Buffon. Mas, convenhamos, algo não vai bem se o goleiro está se destacando em todos os jogos — especialmente em um contra o Livorno, em Turim. Sem Diego, Camoranesi assumiu a função de garçom: deu os dois passes dos gols de Iaquinta e desse ótimo Marchisio, que é a cada dia menos promessa e mais realidade.
Milan 1 x 0 Bologna
Seedorf resolveu de novo, mas desta vez nem jogava tanto como fez em Marselha, na Liga dos Campeões. No jogo pouco empolgante contra um candidato ao rebaixamento, houve também duas bolas na trave para os milanistas: uma num chute de Pato, outra em outro de Inzaghi. Ronaldinho Gaúcho? Leia o post abaixo, só dele…
Bari 4 x 1 Atalanta
Jogo de um time só, o Bari. Candidato ao rebaixamento no início do torneio, a equipe está invicta no Italiano, com três empates e uma vitória. Já a pobre a Atalanta, com seu astro Doni inicialmente no banco (recuperando-se de lesão), ainda não pontuou e já demitiu o técnico Gregucci. Antonio Conte assume seu lugar.
Cagliari 1 x 2 Inter
De novo, a Inter sofreu demais para ganhar. E só ganhou, de virada, graças a duas bobeiras da defesa do Cagliari em menos de5 minutos. Bobeiras que o argentino Milito soube aproveitar. O atacante brasileiro Nenê até que estreou bem entrando no meio do jogo para o time da casa, que teve seu gol marcado por outro brasileiro, o bom e velho Jeda, de pênalti.
Catania 1 x 1 Lazio
Em uma Lazio dilacerada, Foggia foi, de novo, o melhor — nasceu dele a jogada do gol de empate, marcado pelo ex-interista Julio Cruz, que saiu do banco. Para o Catania, o resultado foi ingrato: o time perdeu muitas chances tanto quando vencia por 1 x 0 como quando o jogo já estava 1 x 1. Poderiam ter sido três, e não apenas um, seus primeiros pontinhos no torneio.
Chievo 3 x 1 Genoa
Foi a única surpresa da rodada. Mesmo em Verona, a derrota para os até então líderes do Italiano não era esperada. Pelo menos não era até a escalação inicial, com seis mudanças em relação ao time que estreou com o pé direito na Liga Europa. O resultado foi justo, e o grande confronto entre Genoa e Juve, na próxima quinta, perdeu um pouco da graça.
Parma 1 x 0 Palermo
Gol marcado pelo campeão do mundo Zaccardo ( alguém não lembra dele na Copa? Não culpo). O jovem Paloschi desta vez não marcou, mas acertou o travessão. E, no segundo tempo, com a entrada de Miccoli, o Palermo foi melhor — só não deu para chegar ao empate.
Sampdoria 4 x 1 Siena
Para parecer que sou só eu quem diz, vou reproduzir aqui a frase da Gazzetta dello Sport sobre Cassano, eleito ontem, pela enésima vez, o melhor em campo em mais uma vitória da líder do campeonato. A explicação para a nota 7,5: “O que precisamos explicar? Assistam os highlights do FantAntonio e vocês entenderão. Futebol puro”. Tem sido sempre assim.
Roma 3 x 1 Fiorentina
O que Cassano foi para a Samp ontem, Totti foi para a Roma. Com uma diferença: dois gols marcados. Também ficou claro que o time da capital precisa muito de Vucinic ou de algum “similar”, que hoje, em seu elenco, não há. A Fiorentina sumiu no primeiro tempo. E Mutu, com o problema dos 17 milhões de euros a pagar ao Chelsea, sumiu nas últimas semanas. Preocupante para a equipe de Florença, que não pode prescindir do romeno.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, jogadores, juventus, milan, roma
Tags: antonio conte, buffon, cassano, foggia, jogo por jogo, linhas por jogo, milito, nenê, seedorf, totti, zaccardo
14/09/2009 - 11:14
As breves linhas por jogo, sem perda de tempo:
Lazio 0 x 2 Juventus
Jogo mais fraco do que se esperava e resultado achado pela Juve, com um gol do lateral-direito estreante Cáceres abrindo o placar. Grosso também estreou na outra lateral, a esquerda, e ambos mostraram que devem ser os titulares do time. Diego voltou a se machucar, ficará 15 dias fora e agora só nos resta torcer que isso não vire uma rotina — conhecemos os departamentos médicos dos clubes italianos… Contra o Bordeaux, pela Liga, Del Piero também não terá condições de atuar. Giovinco deve ser titular e, pelo que mostrou contra a Lazio (que, aliás, teve um gol mal anulado quando o jogo estava 0 x 0), pode ser bem útil.
Livorno 0 x 0 Milan
O goleiro Storari, do Milan, talvez tenha sido o melhor em campo na equipe de Leonardo — e isso quer dizer muito. O time melhorou quando Pirlo entrou no lugar de Ronaldinho Gaúcho, com a função de armar as jogadas (a exemplo do que fez bem na seleção italiana; leia coluna no post de baixo). Uma bola no travessão em cobrança de falta de Pirlo foi o que de mais perigoso aconteceu no jogo. De mais curioso, houve o nome escrito errado na camisa do melhor jogador do Livorno: Candreva, rebatizado de “Cadreva” em seu equivocado uniforme.
Inter 2 x 0 Parma
Eto’o fez como Ibrahimovic: quando a Inter tinha sérias dificuldades de chegar ao gol adversário, resolveu. Achou um golaço de fora da área para abrir o placar, que mais tarde seria amplicado com o argentino Milito, após ótimo cruzamento de Balotelli. Vale registrar a ‘dunganização’ de Maicon: depois de um período de convivência com o técnico da seleção, o lateral, no melhor estilo do chefe, irritou-se com um princípio de vaias para Milito — após passe errado do argentino — e não perdoou a torcida: virou-se em direção aos torcedores e, irritadíssimo, bradou em português bem claro: “Não vaia, não! Bate palma pro cara, c…! Vai tomar no c…!” A imagem, por sorte sem tradução, ganhou destaque nos programas de TV do domingo à noite.
Eis o gol de Eto’o (além de seu nome, entendi a palavra ‘calcio’ na narração):
E aqui, o chilique de Maicon:
Siena 1 x 2 Roma
Apesar de sua incompreensível (e covarde) escalação logo na estréia, o técnico Claudio Ranieri conseguiu deixar Siena com uma injusta vitória de virada. O resultado (e o melhor jogo), porém, só veio depois que o treinador colocou em campo Vucinic, para fazer companhia a um até então isolado Totti no ataque, e Riise, para dar mais força ofensiva pela esquerda, onde inicialmente havia escalado o zagueiro Burdisso. De Rossi, que chorou e foi muito abraçado pelos colegas depois do apito final, mostrou bem como estão os nervos dos jogadores romanistas. Vale registro o golaço de Maccarone para o Siena, depois do baile sobre Mexès.
Atalanta 0 x 1 Sampdoria
Vão anotando. Cassano, de novo, criou praticamente todas as jogadas do time de Gênova. Incluindo o lance do gol, em que driblou dois adversários (um deles com um toque por baixo das pernas) e chamou a marcação de nada menos que cinco (!) adversários antes de tocar para Mannini marcar, no segundo tempo, quando a Samp já tinha um jogador a menos em campo — Tissone foi expulso. O empate, contudo, só não veio porque a trave, por duas vezes, ajudou a equipe genovesa.
Palermo 1 x 1 Bari
Após longo tempo longe do time, afastado por lesão, Budan voltou a marcar, nos acréscimos, garantindo o (mau) empate pros donos da casa. Antes, Miccoli já tinha criado uma série de chances para a equipe de Zenga empatar, mas sem conseguir superar o goleiro belga Gillet.
Bologna 0 x 2 Chievo
No jogo que parecia ser uma espécie de “decisão antecipada contra o rebaixamento”, os visitantes levaram a melhor com justiça. Dominaram praticamente todo o jogo, com exceção dos minutos finais. Di Vaio, estrela do Bologna, jogou, mas ainda não está em forma. E outra opção de gols era Zalayeta….
Udinese 4 x 2 Catania
Di Natale, para mim o segundo melhor atacante italiano do momento, marcou 3 gols (um deles num pênalti inexistente) e chegou a 6 na liderança isolada da artilharia do Campeonato Italiano. O golaço do dia, contudo, foi justamente o outro da Udinese, marcado por Floro Flores.
Fiorentina 1 x 0 Cagliari
Não sei exatamente o que isso indica, mas a Fiorentina não poupou ninguém visando o jogo de quarta-feira, contra o Lyon, pela Liga dos Campeões. E foi justamente por não ter poupado seu principal jogador, Gilardino, que o time de Florença chegou à vitória em um estádio apenas parcialmente tomado (coisa rara na cidade): o atacante marcou o gol da vitória, após (outra) bela jogada de Vargas pela esquerda. O presidente Della Valle, especula-se que temendo críticas da torcida florentina, não deu as caras no Artemio Franchi.
Genoa 4 x 1 Napoli
Apesar da arbitragem contestada, a briga entre dois dos candidatos a vaga na Liga dos Campeões foi o melhor jogo da rodada — e o placar, é preciso dizer, foi exagerado pelo primeiro tempo que fez o Napoli. As novidades do time de Gênova para a temporada continuam mandando bem: depois de Moretti e Zapater, agora foi a vez de Palacio, ex-Boca Juniors, fazer boa partida ao lado de Crespo, que marcou seu primeiro gol pelo time. Kharja, outra novidade, entrou e também marcou o seu, de pênalti. Mas o golaço do dia foi de Mesto. Hoje, este Genoa pode ser apontado como um favorito para chegar à Liga de 2010-11.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma, vídeos
Tags: budan, cáceres, cassano, crespo, de rossi, della valle, di natale, di vaio, Diego, eto'o, gilardino, gillet, giovinco, grosso, kharja, maicon, mesto, miccoli, palacio, pirlo, ranieri, ronaldinho gaúcho, storari
05/09/2009 - 17:01

Foi uma vitória com a cara desta seleção de Marcelo Lippi. Uma vitória sem brilho, sem criação alguma e com dois gols contra – ambos marcados, pelo menos, por um jogador que atua no futebol italiano desde 2001.
Assim como eu, Cassano e Totti deviam estar quase dormindo em seus sofás até os 10 minutos do segundo tempo, quando uma defesa espetacular de Buffon evitou que a Itália levasse o primeiro gol de uma seleção como a Geórgia, com poder ofensivo bem perto do nulo.
A Itália, como de costume nos últimos jogos, vivia exclusivamente dos lançamentos e uma ou outra boa jogada de Pirlo. Mas, quando a ilha de inteligência no meio-campo acertava, Iaquinta e Rossi não conseguiam brilhar o suficiente para levar a Azzurra perto do gol.
Enquanto isso, Marchionni e Palombo, como já era de se esperar, faziam figuração no meio-campo. Participavam do jogo tanto quanto Totti e Cassano, que dormiam em seus sofás.
Mas tinha um Kaladze no meio do caminho. No meio do caminho de um chute de Palombo; um daqueles que em nada dariam. O milanista, capitão da seleção da Georgia, ainda marcaria o segundo, “completando” um cruzamento de Criscito.
A vitória serviu para deixar a Itália mais perto da Copa de 2010. Mas não chegou nem perto de servir para que os italianos passassem a acreditar em sua seleção.
Até porque, quando o zagueiro do Milan (é, Milan…) garantiu a vitória com seus dois gols contra, a maioria dos italianos já devia estar dormindo em seus sofás.
Assim como Totti e Cassano, que não podem ficar fora de uma seleção com a qualidade desta Itália que entrou em campo hoje.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo
Tags: cassano, georgia 0 x 2 itália, kaladze, marcelo lippi, post corneta, totti
04/09/2009 - 10:15
Coluna desta sexta no Jornal Placar:

Em tempos de crise, o futebol italiano caiu na real. É o que mostra o saldo entre quanto os 20 times da Série A gastaram para comprar e quanto receberam por vender jogadores no último mercado. A cifra foi negativa, mas de apenas 13 milhões de euros: foram gastos, no total, 452 milhões, mas entraram no caixa dos clubes nada menos que 439 milhões. O balanço quase neutro, não tantos anos atrás, era algo impensável em um país que se notabilizava por torrar o que fosse preciso para contratar os melhores jogadores do planeta.
Tiveram peso decisivo nesse número o balanço final dos antes gastões clubes de Milão, Inter e Milan, que venderam Ibrahimovic e Kaká por 75 e 67 milhões de euros, respectivamente. A Inter ainda consumiu boa parte do dinheiro amealhado, encerrando o mercado com um saldo de pouco mais de 37 milhões; já o Milan preferiu deixar em seus cofres 55 milhões.
Como a Roma recebeu 20 milhões pela venda de Aquilani ao Liverpool e só gastou 3,5, foi a Juventus, entre os quatro principais times do país na última década, o único a gastar mais do que recebeu. Seu saldo foi de – 37,3 milhões e, destes, 24,5 foram gastos para tirar o meia Diego do Werder Bremen. Um investimento que, a julgar pelas duas primeiras rodadas do Italiano, será muito bem justificado.
***
Ao pedir demissão da Roma, Luciano Spalletti abriu mão dos 7,2 milhões de euros que ainda receberia até o fim do seu contrato, em 2011. Deixou de lado, também, a chance de trabalhar na Série A de 2009-10: na Itália, para evitar o troca-troca de técnicos, um treinador não pode dirigir duas equipes no mesmo campeonato.
***
Após dois ótimos jogos nas duas primeiras rodadas da Série A, cresceu o clamor pela convocação do atacante Cassano, da Sampdoria, para a seleção italiana. Em enquete promovida pelo site do jornal La Gazzetta dello Sport, 86% dos leitores disseram discordar da opção do técnico Marcelo Lippi de não convocá-lo.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, campeonato italiano, jogadores
Tags: balanço financeiro, cassano, contas, Diego, jornal placar, luciano spalletti
01/09/2009 - 10:32
Mal chegou para dar início aos trabalhos com a seleção italiana, Marcelo Lippi já teve que dar explicações sobre… a ausência de Cassano na lista de convocados, claro. Disse o seguinte:
“Não tenho absolutamente nada conta ele. Ele é um ótimo profissional e um bom garoto. Respeito as opiniões de todos e as sondagens sobre quem deve jogar na seleção. Mas seria bom que os outros também respeitassem a minha opinião”.
Aí fica difícil respeitar: o único argumento que Lippi poderia usar para não convocar Cassano é o de que o atacante da Sampdoria não é um bom profissional, embora seja tecnicamente estupendo. Mas, a partir do momento em que Lippi chama Cassano de “um ótimo profissional”, é duro engolir sua não convocação.
E o técnico Luciano Spalletti pediu o boné. Vai deixar a Roma, depois de duas derrotas nas duas primeiras rodadas do Italiano, contra Genoa (fora de casa) e Juventus (em casa).
Se a demissão tivesse partido da Roma, seria passível de críticas. Nenhum clube decente demite um técnico depois de apenas duas rodadas do campeonato (e jogos contra dois dos seis times mais fortes do torneio). Mas não foi o caso: Spalletti pediu para sair, e a Roma nada pôde fazer.
O melhor caminho para a Roma seria investir em um dos novos e promissores técnicos do futebol italiano. Mas, mesmo que quisesse, ela não conseguiria fazê-lo, porque na Itália um técnico não pode dirigir dois times no mesmo campeonato. Aliás, mesmo que isso fosse possível, dificilmente um treinador escolheria abandonar sua equipe na segunda rodada do campeonato — por lá, ao contrário daqui, o cara que faz isso se queima com Deus e o mundo.
Essa regra, eu até discutia com o PVC na ESPN outro dia (e ele discordava do que vou dizer), tem também seu lado cruel: Luciano Spalletti, por exemplo, só poderá trabalhar no exterior. E o mesmo valeria caso ele tivesse sido demitido pela Roma. Será que no Brasil uma regra dessas seria positiva?
Diante das opções que tem, a Roma deve anunciar Claudio Ranieri nas próximas horas. Um técnico que, convenhamos, não lhe permite sonhar muito alto.
PS: No post de baixo fiquei devendo a análise dos grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Mas vou deixar para quando tiver o gancho do começo dos torneios, fechado?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, roma
Tags: cassano, luciano spalletti, marcelo lippi
14/08/2009 - 19:09
Depois da acalorada (e de bom nível) discussão três posts atrás, voltei ao tema “seleção italiana e seus craques (nessa não estou com você, Cow!)” na coluninha de hoje do jornal Placar. Aí vai.

Alessandro Del Piero tem 34 anos e nunca mostrou na seleção italiana o mesmo ótimo futebol que cansou de exibir na Juventus; mas é um craque. Francesco Totti pode ter incomodado muita gente ao pedir para abandonar a Azzurra e, com a aproximação da Copa, ter dado a entender que toparia voltar; mas é um craque. Antonio Cassano se transforma em um maluco quando entra num campo de futebol; mas é um craque. Eles são hoje, provavelmente, os únicos três craques que a Itália pode chamar de seus.
Depois do fiasco na Copa das Confederações, falou-se muito sobre a necessidade de renovação na atual seleção campeã do mundo. Faz sentido, não só porque o grupo italiano tem média de idade acima das demais seleções, mas também porque a Itália conta hoje com uma boa geração de jovens jogadores, como, entre outros, Giovinco, Balotelli, Criscito e Marchisio — os dois últimos estrearam como titulares no empate por 0 x 0 com a Suíça, quarta-feira.
Além de renovar, porém, falta à Itália de Marcelo Lippi fazer valer o sentido da palavra “seleção”. Porque, mesmo num país onde a obviedade de convocar os melhores jogadores não é tradição (até Roberto Baggio já foi ignorado), não chamar para uma Copa do Mundo ao menos um dos três melhores jogadores à disposição parece ser um tremendo exagero.
Bruxa prematura
A temporada nem começou e a Juventus já teve uma série de problemas físicos com seu elenco: Diego, Sissoko, Giovinco, De Ceglie e Zebina são alguns exemplos. Num país em que nenhum dos grandes clubes tem primado pela qualidade de seus departamentos médicos, é bom a torcida da Juve começar a se preocupar.
Eterno sucessor
O jornal Le Parisien informou ontem que a Inter teria feito uma oferta de 25 milhões de euros para contratar o meia Yoann Gourcuff, aquele “eterno sucessor de Zidane” que fracassou no Milan, mas que está comendo a bola no Bordeaux. Ficará legal o humor dos já cabisbaixos milanistas se ele estourar no rival?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, inter, juventus, milan
Tags: cassano, del piero, gourcuff, lesões na juventus, marcelo lippi, totti
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