O problema da geração e o exemplo brasileiro
A entrevista de José Mourinho é de sexta-feira passada, antes da vitória da Inter por 2 x 1 sobre o Catania — pelo menos por enquanto, já aviso, não vou falar da rodada. É aquela entrevista em que o técnico português não poupou críticas ao garoto Mario Balotelli (1′30” do vídeo abaixo), dizendo que só o escala porque, hoje, não tem outras opções.
Na entrevista, que repercutiu bastante por toda a Europa e chegou a ser noticiada no Brasil, o português diz coisas interessantes e afirma ter “quase” chegado à conclusão de que o problema de Balotelli é um problema de geração (2′30”):
“Um problema das pessoas que cercam os jogadores dessa geração. E os jogadores são mais vítimas que qualquer coisa”. Para ele, hoje, é uma exceção e um milagre “um jogador de 19 ou 20 anos que tem os pais equilibrados e que não pensam em dinheiro, que tem um irmão e uma irmã que seguem sua vida sem atrapalhar ninguém, que tem um procurador que lhe dá toda traqulidade e que tem a qualidade de trabalhar e ser muito feliz de guiar um carro pequeno sem pensar em Ferrari”.
Isso tudo, como eu disse, já tinha saído mais ou menos por aqui. O que não vi divulgado foi o exemplo brasileiro que Mourinho utilizou nesta mesma entrevista (5′30”):
“Olha, eu tive um jogador que até hoje é o mais jovem a ter marcado um gol na Liga dos Campeões. Não sei onde ele joga hoje. Sei que ganhou a Champions de 2004, que em 2005 foi ao Corinthians, que em 2006 jogou no Werder Bremen, que em 2007 voltou ao Corinthians e em 2008 foi para Flamengo ou Fluminense. Não sei onde joga hoje, mas é um jogador espetacular. Carlos Alberto”.
Ainda que tenha omitido as passagens por São Paulo e Botafogo, Mourinho mostrou vir acompanhando bem a carreira de Carlos Alberto. Que aliás, depois dessa, poderia até tentar cavar uma vaguinha na poderosa Inter de Milão.
Se não acredita que o vascaíno tenha sido utilizado como exemplo por José Mourinho, pode conferir no vídeo abaixo (no minuto 5′30”, como já disse).