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segunda-feira, 19 de maio de 2008 Sem categoria, campeonato italiano, hinos, inter, vídeos | 13:37

mais sobre “a final”

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Primeiro, justa homenagem, volto a colocar aqui o hino da campeã italiana. Como ainda não há disponível a versão 2008, vamos na de 2007 mesmo — aquela que já postei por aqui em abril, na “seção hinos”. Até porque os protagonistas-cantores são praticamente os mesmos.

Posto isso, vamos a algumas notas curtinhas sobre o tricampeonato interista (o mais “legítimo” e, portanto, o mais comemorado dos três títulos) e sua repercussão:

>> Foi emocionante a emoção (?) de Massimo Moratti quando, logo depois da conquista, ainda no estádio de Parma, a torcida interista cantava: “Un presidente, cè solo un presidente!”. O Mino Carta não gosta, porque Moratti é da “elite branca italiana” e tal e coisa. Mas eu, sem me aprofundar sobre as preferências políticas de Moratti, vou com a cara do presidente.

>> Mesmo depois da conquista, as apostas da imprensa italiana são por volta de 70% (segundo o DataOddi) na saída do técnico Roberto Mancini, que, dizem, deve treinar um clube inglês.

>> Talvez colabore para isso o seguinte: é quase consenso entre a imprensa italiana que o futebol mais bonito da Itália foi jogado pela Roma de Luciano Spalletti. Mancini, para alguns, não fez mais que a obrigação (e com sofrimento demasiado) com o milionário elenco que tinha em mãos.

>> As notas da Gazzetta dello Sport para os interistas no jogo decisivo foram: Júlio César 6,5, Maicon 6,5, Rivas 6,5, Materazzi 6, Maxwell 6, Vieira 5,5, Zanetti 7, Stankovic 5,5, Balotelli 6, César 5, Ibrahimovic 8, Cruz 5,5 e Roberto Mancini 6,5.

>> Impressionou-me como a imprensa italiana achou normal a invasão do campo de Parma após a vitória da Inter, assim como os 4.321 tapinhas na cabeça e os 1.244 beijinhos que Javier Zanetti recebeu na comemoração, ainda no gramado (mas, verdade seja dita, Zanetti não reclamou).


O capitão Zanetti é erguido por torcedores, depois de levar muitos beijinhos

>> Pelo menos no Domenica Sportiva, programa da RAI, o pessoal já não achou tão normal, na festa feita no estádio San Siro, os torcedores levarem pra casa placas de grama enroladas como tapete — e quebrarem as traves para levar uma “lembrancinha” do tri (e o jogo do título nem foi lá…).

>> Romanistas como De Rossi deixaram o campo de Catania reclamando da “ajuda” que a Inter teria recebido durante o campeonato. E as críticas, que deveriam diminuir com a cabeça mais fria, aumentaram depois que um suposto pênalti não marcado de Júlio César sobre Lucarelli, no jogo de Parma, foi exaustivamente repetido em programas de TV.

>> Consolo: apesar do empate em Catania, cerca de 5 mil torcedores da Roma receberam o time com aplausos no aeroporto romano, depois da partida na Sicília.

Por enquanto, é isso. Num próximo post, aí sim, falaremos dos outros times e faremos um balanço desse bom campeonato.

Autor: Gian Oddi Tags: , , ,

domingo, 18 de maio de 2008 Sem categoria, campeonato italiano, charges, fotos, inter | 17:10

ibracadabra… e a inter é campeã!

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Milton Trajano


Reuters


AFP


AFP


AFP


AP

Passei a mensagem?

Não gosto daquelas frases do tipo “Maradona ganhou uma Copa do Mundo sozinho” ou “Romário, só, conquistou o tetra para o Brasil”. Em futebol, ninguém é campeão sozinho, óbvio, e não é preciso gastar muitas linhas para defender essa tese — por isso, paro por aqui.

Agora, convenhamos, seria injusto não abrir o post do tricampeonato interista com as fotos que abri. Afinal, vale lembrar, antes de se machucar, Ibrahimovic fazia a Inter liderar com folga o Italiano e era, não há dúvidas, o melhor do campeonato (para isso tinha que superar nomes como Kaká, Totti e Del Piero).

Aí, Ibra se machucou. A Inter até continuou no seu ritmo vitórias, embora com mais dificuldades. Depois, quando começou a derrapar de vez na reta final, o sueco não estava lá para resolver.

Hoje, a rodada começou com a Inter “campeã” e Ibrahimovic no banco de reservas. Embora tivesse treinado bem durante a semana, estava fora de forma e arriscaria uma nova lesão se jogasse. Não seria, portanto, o caso de Mancini arriscar escalá-lo desde os minutos iniciais. Para ganhar do Parma, dizia a lógica, deveriam bastar nomes como Júlio César, Materazzi, Zanetti, Maicon, Stankovic, Vieira, Julio Cruz e esse ótimo Balotelli. Deveriam, pero…

O fato é que a Roma marcou muito rápido seu golzinho contra o Catania, um golaço de Vucinic, e pressionou a Inter a marcar seu gol — caso contrário, todos sabemos, o título iria para a capital italiana. Pois bem, mas não foi o gol de Vucinic, e sim a quase uma hora seguinte, que fez os romanistas acreditarem no título.

Porque a Inter, aquela versão sem Ibrahimovic, estava nervosa, pressionada, vinha de resultados ruins e não conseguia chegar com grande perigo ao gol do fraquíssimo (e justamente rebaixado) Parma. Até que Ibrahimovic, há meses sem jogar (quantos eu ainda vou pesquisar), entrou em campo no comecinho do segundo tempo.

Impressionou-me como, para ele, tudo parecia mais fácil. A sensação que tive, logo no primeiro lance do sueco, é que ele entrara em campo com a certeza de que resolveria. Livrou-se de um zagueiro e chutou de longe — errado, é verdade. Mas deve ter pensado: “Bom, vou fazer isso aí mais uma ou duas vezes e pronto, a gente encerra logo essa parada. Coisa chata esse negócio de ficar adiando o scudetto”. Dito (ou melhor, pensado) e feito.

Na segunda ou terceira bola seguinte que recebeu, Ibra livrou-se do marcador com a mesma facilidade, soltou um belo chutinho no canto e pronto, fim de papo. Inter 1 x 0, Inter campeã, porque nem é preciso falar do seu segundo gol, tamanha a importância do primeiro.

Repito: jamais, muito menos em um campeonato de pontos corridos, pode-se dizer que alguém foi campeão sozinho. Mas alguém ser mais determinante do que Ibrahimovic foi nesse título da Inter é difícil. Muito difícil mesmo.

Há muito mais a falar da decisão do título e das demais decisões da última rodada. Há também que se falar das sensações finais de Roma e Milan (será que foram tão ruins?). Há o feito europeus da Fiorentina de Prandelli, a tristeza dos rebaixados… Enfim, falta muita coisa, eu sei. Mas isso vai ficar para depois, provavelmente para amanhã. Por enquanto, este espaço se rende exclusivamente a Zlatan Ibrahimovic.

* Título do post descaradamente “inspirado” de uma antiga manchete da Gazzetta dello Sport

Autor: Gian Oddi Tags: ,