Arbitragem: lá como cá

Collina, hoje, comanda a arbitragem na Itália
A escola de arbitragem italiana é talvez a melhor e mais tradicional do mundo. Mas está em crise. E, na Itália, os erros de árbitros ganham eco desproporcional, tanta é a obsessão dos programas de TV do país com a “moviola” — como são conhecidos por lá os replays de lances polêmicos. A crise atual, aliada à desconfiança suscitada com os comprovados casos de manipulação de alguns anos atrás, levou os responsáveis pelo calcio a cogitar uma inovação no sistema de arbitragem italiano: o sorteio de árbitros antes dos jogos. Os sorteios, para quem não sabe, já ocorrem no Brasil. E há quem defenda sua extinção com a (boa) argumentação de que, dessa forma, pode-se ter o melhor árbitro do país apitando um Bambala x Arimatéia, enquanto um clássico decisivo pode ficar sob o comando de um ilustre desconhecido. Mesmo no caso do sorteio dirigido, como no Brasileirão, há um problema: escolhe-se três bons árbitros como candidatos para um bom jogo e, dessa forma, dois deles ficarão de fora da rodada. Parece claro, portanto, que o problema da arbitragem no futebol não está na forma como se definem os árbitros de cada jogo, mas em sua natureza. Errar faz parte da arbitragem mais do que faz parte de outras atividades. E só deixará de fazer parte quando algumas pessoas se convencerem que o futebol não é legal porque os árbitros erram. Nesse dia, enfim, a tecnologia será aceita pela Fifa.
Rei da marra
O jovem Mario Balotelli, da Inter, é imbatível no quesito marra. Na quarta, questionado sobre o motivo de não ter comemorado o gol marcado no empate por 1 x 1 com o Parma, respondeu: “Vou comemorar quando marcar numa final de Copa, ok?”.
Sinal amarelo
Depois de um ótimo início de temporada, Totti, com problema no joelho, voltou a alternar uma presença e algumas ausências nos jogos da Roma. Dessa forma, sua vaga na Copa — que ele mesmo atrela a boas condições físicas — parece mais longe.


