As supercopas
Com um poquinho de atraso, porque o fim de semana foi de descanso absoluto, vamos às Supercopas de Itália e Inglaterra (que, afinal, também teve sua pitada italiana). Enfim, o futebol voltou!

Certo, a Lazio venceu a Inter por 2 x 1 na final da Supercopa, no sábado. Se olharmos para frente, porém, a Lazio pode até comemorar, mas não tem muitos motivos para se empolgar. Assim como a Inter pode até lamentar, mas parece ter motivos para comemorar.
A começar pela boa partida dos “estreantes” (digo em jogos que contam) Lúcio, Eto’o e Milito. Os três foram muito bem e só não saíram do gramado campeões porque, realmente, o destino conspirou contra. “Com essa sorte, a Lazio é candidata ao scudetto”, afirmou, irônico e com alguma razão, José Mourinho após o jogo.
Já Thiago Motta não foi bem. Ficou evidente que não está acostumado a jogar mais aberto, em linha com outros dois meio-campistas. Só que isso pode ser resolvido em breve se a Inter conseguir mesmo contratar um meia para jogar ao lado de Stankovic — nesse caso, Motta e Cambiasso jogariam como uma “clássica dupla de volantes”, se ém que isso existe.
Diante do que parece ser uma ótima dupla de ataque, formada por Milito e Eto’o, as opções de Balotelli e do recém-contratado Arnautovic têm tudo para ser isso mesmo: opções. Com a chegada de um bom meia, a Inter pode passar a jogar num tradicionalíssimo 4-4-2, daqueles sem muitas invenções e nem numerinnhos no meio.
Lembram dele? Se o tal meia não vier, a opção de Eto’o aberto de uma lado, Balotelli ou Arnautovic do outro e Milito centralizado continua sendo a melhor opção.
Pode ser precipitado (e é) falar isso de um time que conquistou os últimos quatro campeonatos italianos e que perdeu sua principal estrela dos últimos anos. Mas minha impressão é que esta Inter pode ser ainda melhor que as anteriores.
Enquanto isso, em Londres
E o fim de semana, pelo menos em termos de resultados, não foi mesmo de José Mourinho. Eu pagaria para ver o técnico português assistindo (e estou, certo, torcendo contra) o ’seu’ Chelsea na final da Supercopa da Inglaterra contra o Manchester.
Desde que chegou à Itália, Mourinho deixou claro (à sua maneira) o respeito que tem pelo trabalho de Carlo Ancelotti. Quando o italiano desembarcou na Inglaterra, o português quis deixar claro que, mesmo que Carleto venha a ganhar um título relevante com o Chelsea, o fará depois de um tempo muito menor de jejum — disse que seu feito, portanto, seria menos relevante do que o do próprio Mourinho.
Rixa besta, provocação sem sentido.
Ancelotti levantou sua primeira (e pouco relevante, é verdade) taça na Inglaterra com o Chelsea. Mas venceu o Manchester depois de um grande confronto, no domingo. Já se livrou, pelo menos, de ser estigmatizado, a exemplo do que ocorreu com Felipão, como um técnico que não ganha clássicos.
Depois das finais das duas Supercopas, Mourinho teve uma boa e uma má notícia em relação ao resto da temporada. A boa é que a Inter promete. A má é que o Chelsea de seu ‘rival’ Ancelotti também.


