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07/10/2009 - 12:02

Perdido por Adriano

nazionale_primaParece que não era só um boato. Como informa o Corriede dello Sport de hoje, Ariedo Braida, dirigente do Milan, estava mesmo no Rio de Janeiro para “analisar o desempenho e a forma física de Adriano”. Pirou.

Os milanistas já não conhecem o atacante do Flamengo, que, caso tenham esquecido, é aquele mesmo da rival Inter? Não sabem que não é sua forma física e tampouco sua qualidade técnica que precisam de análise (e a palavra veio a calhar)? Vieram analisar o que? Se Adriano está fazendo gols? Se está magrinho? Se está jogando bem?

Tudo isso pouco importa, e o exemplo do ano passado, do bom desempenho de Adriano no São Paulo seguido pelo enésimo fiasco na Inter de Milão, já deveria valer como lição.

Para sair do buraco em que se encontra, a escolha de Adriano como reforço parece a mais infeliz que o já conturbado Milan poderia fazer hoje. A não ser que se dispusesse, a partir de agora, a começar seu ano disputando a Taça Guanabara e encerrá-lo jogando o Brasileirão.

E que também viesse a permitir certos privilégios como, por exemplo, faltar em treinos — coisa que talvez não seja tão “bem encarada” por jogadores como Nesta, Pirlo e Seedorf como é pelos atuais colegas de Adriano do Fla.

O interesse do Milan em Adriano só comprova que o clube está mais perdido do que nunca, atingindo níveis maradonianos. Seu Braida, quer um conselho? Deixe o Adriano quietinho no Rio de Janeiro. E vai gastar sua (hoje pouca) grana no Luis Fabiano, vai…

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, milan Tags: , , ,
03/07/2009 - 13:02

Eles gostam…

Adriano faltou a mais um treino do Fla. Já é a terceira vez, apesar do pouco tempo do atacante no Rio, e daqui a pouco isso não vai mais ser notícia nem aqui no Brasil.

Mas os italianos, pode ser impressão minha, estão “se divertindo” por Adriano continuar igualzinho, cá como lá. Não fosse assim, o brasileiro não mereceria a capa do site Gazzetta dello Sport, como agora:

Adriano, na Gazzetta

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
18/05/2009 - 13:51

O post da campeã

Não foi a suína, mas uma gripe feia me pegou de jeito. Motivo pelo qual apareço por aqui apenas dois dias depois de anunciado o tetracampeonato italiano da Inter. Ainda assim, vamos a algumas breves observações sobre o incontestável título nerazzurro e uma análise rápida sobre a importância de todos aqueles que participaram com pelo menos um joguinho da conquista.

O PESO DE CADA UM
Gostaria de dedicar uma ou duas linhas a cada um dos jogadores. Mas por enquanto, para não atrasar ainda mais o posta da campeã, vamos apenas com a classificação ‘galáctica’, por estrelas. Se vocês discordarem demais, coloco as justificativas depois, combinado?

* * * * *
Ibrahimovic e Júlio César

* * * *
Maicon, Cambiasso, Stankovic, Zanetti e Balotelli

* * *
Córdoba, Maxwell, Figo, Santon, Chivu, Mancini, Muntari, Samuel e Burdisso

* *
Materazzi, Crespo, Obinna, Adriano, Quaresma, Vieira e Júlio Cruz

*
Dacourt, Orlandoni, Toldo, Gimenez e Rivas

COISA DE AMIGO
Correu sites, jornais e TVs do mundo todo a imagem do goleiro Júlio César comemorando o tetracampeonato italiano da Internazionale com duas camisas de Adriano: uma que ele próprio vestia e outra que exibia à torcida para que ela aplaudisse seu ex-companheiro de time. E os torcedores aplaudiam. Um pouco, claro, porque torcida campeã aplaude até poste. E muito porque era Júlio César, talvez o segundo jogador mais importante do título, depois de Ibrahimovic, quem lhes pedia para aplaudir.

Mas que não se iludam aqueles que viram as cenas daqui do Brasil: não deve haver um torcedor da Inter, um italiano sequer que classifique como contribuição ao título os 12 jogos e 3 gols que Adriano fez na campanha do tetra. Seu feito mais impressionante na temporada talvez tenha sido o de tirar do sério e arrancar palavras duras de Massimo Moratti, o elegante dono da Inter cuja principal característica na relação com seus contratados é o paternalismo e o dom de perdoar (como pudemos ver, aliás, com o próprio Adriano).

Nem mesmo Júlio César, autor da generosa homenagem, deve achar que Adriano foi importante para a conquista. Seu gesto no domingo foi apenas o gesto de um grande amigo. E os aplausos da torcida um gesto de gratidão… a Júlio César.

MUDOU POR QUE?
Perguntado sobre qual teria sido o valor agregado pela chegada de José Mourinho em relação a Roberto Mancini, já que ambos tiveram o mesmo resultado (título italiano e derrota na Liga), Moratti saiu-se com essa: “Manter no grupo a vontade de vencer, o que não é fácil após três títulos seguidos”. Saiu-se bem.

ÁGUA NO VINHO
O jogo deveria ser só de festa, mas… Contra o Siena, Ibrahimovic ficou bravo com Balotelli porque este preferiu fazer o segundo gol da Inter ao invés de tocar a bola para o sueco, que briga pela artilharia do Italiano. Irritado, Ibrahimovic pediu para sair. Mourinho se recusou a tirá-lo. E, final feliz, como tinha que ser num jogo de festa, Ibra acabou marcando o terceiro.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter Tags: , , , , ,
12/05/2009 - 13:10

Os piores brasilianos

Vamos à coluninha de hoje (em versão estendida) do Jornal Placar.

O Brasil que dá errado

Semana passada, já em clima de fase final de campeonato (decidido), usamos este espaço para eleger os 10 principais brasileiros do Italiano. Como o panorama não mudou, faremos agora o inverso, escolhendo os 10 que, de um jeito ou de outro, deixaram seus torcedores a ver navios. Vamos a eles:

1) Adriano (Inter):
Como a paciência do clube parecia infinita, ele mesmo tratou de pedir o boné, consolidando a queda definitiva de seu “império” em Milão;

2) Ronaldinho (Milan):
No início, até lembrou o velho jogador do Barcelona. Rapidinho, porém,voltou a ser o Ronaldinho da seleção. Temporada decepcionante, tanto que sua saída já é cogitada;

3) Mancini (Inter):
No início da temporada, era para ser um dos principais reforços do time de José Mourinho. Virou um reserva pouco prestigiado;

4) Emerson (Milan):
Em sua segunda temporada pelo time de Milão, apesar da lesão de Gattuso, atuou apenas em mais 12 joguinhos (a maioria entrando do banco) e anunciou seu adeus. Não deixará saudades;

5) Doni (Roma):
Na temporada passada foi um dos destaques do torneio, chegando a ser convocado para a seleção. Neste ano, falhou bem mais e passou a ser um goleiro discutido para o próximo Italiano;

6) Kerlon (Chievo):
Mais uma vez, sofreu com lesões. Mas para quem esperava muitos malabarismos…. Foram só três jogos do Foquinha no Italiano, todos saindo do banco;

7) Coelho (Bologna):
No início do ano, o lateral-direito disse “não” ao Palmeiras porque se diz feliz na Itália. Mas jogos como titular pelo ameaçado time de Bolonha foram só dois;

8) César (Bologna):
Está definitivamente em decadência. Lembrou muito mais os recentes tempos de Internazionale do que os bons momentos de destaque na Lazio;

9) Cicinho (Roma):
Para quem chegou com status de superstar, recebido por centenas de torcedores no aeroporto do Roma, deixou a desejar (e ainda criou algumas confusões);

10) Dida (Milan):
Quando Abbiati se machucou, viu uma pequena chance de voltar a ser titular da equipe. Mas… logo voltou ao banco, de Kalac, que foi o primeiro titular do ano e também havia deixado a posição por causa de lesão.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores Tags: , , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 17:36

Giro d’Italia

Ciao, ragazzi. Enfim, consegui voltar. Então vamos correr. Primeiro, com a coluna de ontem no jornal Placar, que também voltou. Falando de Inter (e um pouquinho de Milan e Marilungo, sabem quem é?).

reprodução Jornal Placar
reprodução Jornal Placar
 

Aí, pra dar uma passada corrida em outros (ou nos mesmos) temas, vale também dizer que:

* O Milan na verdade, talvez devesse ver com bons olhos o confronto que tem contra a Roma. Afinal, entre os adversários mais importantes que enfrentou no Italiano, o time da capital já tomou de 4 da Lazio, da Fiorentina, da Inter, da Juventus…

* A informação teve que ser limada por falta de espaço na coluna, mas vale lembrar que o tal do Marilungo foi eleito o melhor jogador do último torneio de Viareggio, uma espécie de ”Copa SP” dos Italianos. É mais uma credencial para acreditar no moleque, tanto ou até mais do que os dois gols do domingo passado. 

* A final da Copa será entre Sampdoria e Lazio, dois times dos quais se esperava um pouco mais no Italiano. Ambos tem, portanto, a chance de salvar a temporada. E eu ganho a chance de provar que tinha alguma razão ao escolher a Samp para contar com um destaque especial no último Guia dos Europeus da Placar (houve quem me criticasse por isso). Na verdade, me perdoem a imodéstia, já provei ter alguma razão, porque era um único nome, o de Cassano, que justificava aquele espaço especial. E, não sei se vocês concordam, mas Cassano provou ser, neste campeonato, o melhor jogador italiano da atualidade. Escolhas de Lippi à parte.

* Diiiiiiiizem, como diria Avalone, que o Berlusconi está insistindo para Leonardo ser o próximo técnico do Milan. Dizem que ele quer porque quer! E não só no Milan, mas na Itália, quando Berlusconi quer porque quer…  vale lembrar, porém, que se Leonardo quiser assumir o Milan em breve, terá que contar com um “técnico oficial de fachada” (Tassotti?), porque na Itália só quem tem o “diploma” de treinador pode dirigir times na Série A. E Leonardo é apenas um recém-matriculado na ’scuola para mister’.

* Ao que parece, pelas notícias que chegam da Itália, a Juve resolveu fechar logo a contratação de Diego, nem que para isso tenha que pagar os 25 milhões de euros que o Werder Bremen pede. Não sei se isso é indicação de alguma coisa, mas vale lembrar que Claudio Ranieri, o (hoje contestadíssimo) técnico da Juve, sempre foi um dos menos entusiastas da chegada do meia. Dizia ele que, para contar com Diego, o time teria que “mudar o jeito de jogar”. Então, pelo jeito, vai mudar. Resta saber que técnico definirá essa nova forma. Se o próprio Ranieri ou não…

ps. Não sei se foi uma provocação do pessoal da placar essa bandeirinha na coluna. Mas o Rogério Andrade, presidente do Thank God For Football, me deu uma boa explicação: trata-se de uma homenagem à Inter e sua camisa comemorativa… então tá.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, copa da itália, inter, jogadores, roma Tags: , , , , , , , , , , , , ,
17/04/2009 - 12:54

Rapidinho

Juro, eu nem ia escrever nada. Afinal de contas, muito compreensivelmente, a Mulher Moranguinho disse que não quer “se expor demais”. A gente sabe. Mas não dá pra não reproduzir aqui essa histórica tradução para o italiano da alcunha da nova namorada do Adriano. “Sexy fragolina” é demais. Vejam o site da Gazzetta:

Reprodução

Pronto, parei. Não quero expor demais a rubra fruta.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, jogadores Tags: , , ,
15/04/2009 - 10:19

Adriano pode (será?) ficar na Inter

Gilmar Rinaldi, procurador de Adriano, desembarcou ontem em Milão para definir, com os dirigentes da Inter, o futuro do jogador. Mas o clube italiano adiou o encontro, muito provavelmente para hoje.

Diz a Gazzetta dello Sport que o clube ainda não definiu bem que postura tomar em relação a Adriano, que na última quinta-feira anunciou a decisão de parar de jogar futebol temporariamente. Sabem, porém, que querem definir o assunto rapidamente.

No desembarque em Milão, ainda no aeroporto de Malpensa, Rinaldi falou com a imprensa italiana. E adotou, como já era de se esperar, um tom nada beligerante — a própria Gazzetta analisa a postura como “previsível” já que, provocada, a Inter pode exigir que o rompimento do contrato seja unilateral e que Adriano pague a multa por não cumprir suas obrigações profissionais (hoje o clube admite a rescisão amigável como principal possibilidade).

Talvez seja só isso mesmo, mas Rinaldi não descartou a possibilidade de Adriano ficar na Inter, e isso não pode ser ignorado. Disse ele: “O Adriano ainda tem um ano e dois meses de contrato e não podemos excluir sua permanência na Inter. Até porque não existem outras ofertas e, por respeito, a Inter deve ser o primeiro time com o qual devemos falar: qualquer outra avaliação só acontecerá depois disso”.

Rinaldi também afirmou que o jogador precisa apenas de “um ou dois meses parar se reencontrar” e repetiu a velha máxima dos jogadores da Inter, segundo a qual Adriano precisa esfriar a cabeça para “reencontrar primeiro o homem e depois o jogador”.

Gilmar Rinaldi, como sempre, está fazendo tudo certinho, tentando arrumar as pisadas na bola de Adriano.

Não acho que o atacante tenha errado ao anunciar seu “afastamento temporário dos campos”: pelo contrário, foi sua atitude mais honesta nos últimos anos de carreira. Mas, se Adriano tivesse avisado a Inter antecipadamente ao invés de simplesmente não voltar a Milão e informar o clube da decisão “via coletiva de imprensa”, Gilmar Rinaldi provavelmente não precisaria, hoje, adotar um discurso pacificador.

Porque a história recente da Inter comprova: pedindo com jeitinho, o clube provavelmente teria aceitado a decisão do jogador, assim como perdoou seus inúmeros deslizes.

Mas Adriano não pediu, e agora cabe a Gilmar Rinaldi reparar os danos. Aliás, é uma pena para Adriano que Gilmar não possa jogar em seu lugar.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter Tags: ,
07/04/2009 - 15:18

Mais de Adriano

Certamente é discutivel o bom gosto da piada. Mas vou me eximir de comentar para apenas reproduzir a frase do “Il Rompi Pallone” de hoje, na capa da Gazzetta dello Sport, o jornal esportivo mais lido do mundo. Para quem não conhece, a seção do jornal tem apenas uma frase por dia, sempre tirando sarro de alguma personalidade ou fato ligado ao futebol italiano. E a de hoje é a seguinte:

“Adriano adiou novamente seu retorno porque está deprimido: sua namorada quer voltar a ser homem.”

Na parte de dentro do jornal, o capitão interista Javier Zanetti também comenta o tema Adriano. Diz ele ao responder uma pergunta sobre o atacante: “Hoje só me interessa o homem, espero que ele reencontre a serenidade. Fiquei assustado quando disseram que ninguém sabia dizer onde ele estava. Agora, por sorte, a situação parece sob controle”.

Sei que eles só “querem ajudar”, mas me impressiona como esse é o tom de todos os jogadores da Inter. Todos dizem se preocupar apenas com “o homem” Adriano. Do jogador, e das contribuções que ele poderia dar à Inter, parecem já ter desistido.

PS1: O Manchester acaba de entrar em campo para enfrentar o Porto. E as câmeras focalizam… Macheda, que, pasmem, vai ficar no banco.  É um consolo italiano nesta Liga.

PS2: Outra piada que rola na Itália, enviada pelo amigo Maurício Teixeira: “Domingo passado foi um dia incrível: alguém espalhou boatos de que Adriano estava morto e Shevchenko estava vivo”.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): imprensa, jogadores Tags: , ,
03/04/2009 - 17:42

Adriano, a doença e a infantilidade

Mais de uma vez recebemos de algumas agências noticiosas, aqui no iG Esporte, textos ironizando ou fazendo graça sobre os reincidentes problemas disciplinares de Adriano. Como quando, por exemplo, ele teria chegado a um treino da Internazionale alcoolizado. Sempre pedi que mudássemos esses textos, que tirássemos a pitada de ironia ou humor que eles pudessem conter. Adriano, afinal, tem assumidamente problemas com álcool. E o alcoolismo, assim como suas consequências, não me parece motivo pra piada…

Só que esse não é o único problema de Adriano. Sua infantilidade é um outro, tão grave quanto. Não é compreensível que vez sim e outra não ele atrase a reapresentação na Itália quando vem ao Brasil. Não quero acreditar que seu chororozinho dizendo que “não sabe se vai renovar com a Inter” tenha mesmo como finalidade o rompimento com o clube, como especula a Gazzetta dello Sport.

Adriano precisa crescer. Porque embora recorra sempre aos seus problemas particulares e à sua infância difícil para justificar seus erros, alguns dos deslizes que comete lembram muito mais os de uma criança mimada.

Onde Adriano acha que será mais bem tratado? Onde ele acredita que encontrará um time tão forte quanto a Inter, que lhe dê espaço para jogar como titular? Onde terá um presidente de clube generoso e cuja marca principal é o paternalismo com seus atletas? Onde achará um técnico de ponta que, apesar das inúmeras pisadas de bola, continua lhe dando confiança. Em que outra cidade terá mais de dez jogadores brasileiros ao seu lado para matar essa saudade que ele mesmo diz tanto atrapalhá-lo? Onde terá uma torcida ansiosa para voltar a chamá-lo de imperador no primeiro indício de que ele pode voltar a ser o que já foi um dia?

Em 2007, ainda editor da Placar, fiz uma matéria sobre Adriano para a revista. Após várias entrevistas, fiquei impressionado com a dedicação que Gilmar Rinaldi, procurador de Adriano, dedicava ao atacante. Ele parecia, como já tinham me dito, um “segundo pai” para o jogador – seu verdadeiro pai havia morrido pouco mais de um ano antes. Mas depois de um longo papo com Rinaldi, lembro-me de ter ficado, também, com a impressão de certa descrença, de falta de esperança por sua parte.

Gilmar, claro, não me disse nada diretamente, nem podia. Mas todas suas respostas, juntas, me deram a impressão de que a cada resposta ele gostaria de acrescentar: “O que mais eu posso fazer?!”. Rinaldi lembrava um pai a ponto de desistir do filho. A cada mês que se passa, entendo melhor o porquê.

Porque os inúmeros perdões de Moratti, a constante confiança de Mourinho e a eterna dedicação de Rinaldi não bastarão, sozinhos, para Adriano voltar a ser um jogador de verdade. Infelizmente.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores Tags: , , , , ,
17/02/2009 - 01:06

Adriano, o erro e a punição

Por Milton Trajano

O amigo Maurício Barros, ex-Placar e hoje na revista Runners, costuma dizer: não queiram consertar o mundo através do futebol. Sua argumentação é a de que, às vezes, exige-se no campo um tipo de reação que as pessoas não têm no dia-a-dia.

Talvez seja o caso da suspensão que a Federação Italiana pode (e provavelmente irá) aplicar a Adriano por ele ter marcado, com o braço, um dos gols da Inter na vitória sobre o Milan.

Se Adriano não teve a intenção de colocar a mão na bola – sobre o que tenho dúvidas – acho que a tese do Maurício se aplica. Por que será que daria, nesse caso, para exigir que Adriano chegasse ao árbitro e dissesse: “Olha, seu juiz, anula aí esse gol porque foi com a mão, tá? Foi mal.”?

Qual seria a reação dos torcedores da Inter? Isso não prejudicaria sua trajetória no clube, sua carreira, seu futuro? Não é muita hipocrisia exigir de um jogador uma atitude do gênero? Não sei, mas acho que é, no mínimo, para se discutir o tema antes de aplicar uma punição desse tipo.

No caso de Adriano ter tido a intenção de fazer o gol com a mão, acho que a tese cai. Aí sim, punir pode ter um efeito positivo. Porque, cada vez mais, jogadores pensarão duas vezes antes de bancar os espertalhões. E isso não será ruim para o futebol – não, eu não sou daqueles que acha que o futebol depende dos erros de arbitragem pra ser legal.

Para finalizar o tema (de minha parte, pelo menos), só espero que o árbitro não venha argumentar que viu o lance e o considerou regular (o que, aliás, absolveria Adriano). Porque a gente sabe: juiz nenhum consideraria aquele gol regular, fosse ele intencional ou não.

Quer rever o lance? Lá vai:

   

PS: Fiquei devendo algumas respostas e comentários, como a confirmação ou não da queda no acento do pôde (se a Josy diz que não caiu, não deve ter caído). Só que estou no Equador, sem tempo para muitas pesquisas. Então prometo “pagar as dívidas” até sexta-feira, combinado?

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores, opinião Tags: , , , ,
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