Adriano Galliani | A Bola na Bota

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009 Sem categoria, campeonato italiano, milan | 19:11

O Milan é bom. Só não é favorito

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Pato vibra após gol contra a Juve: ele jogar um pouco mais do que no ano passado é uma das muitas condições pra esse Milan (que não é ruim como dizem) dar liga

Eu estava para escrever há algum tempo. Para não parecer oportunista, não queria fazê-lo justamente depois de o Milan ganhar, enfim, alguma coisa. Ainda que esta “coisa” seja o troféu Luigi Berlusconi, e nos pênaltis (clique aqui para ver como foi o triunfo sobre a Juve). Bom… mesmo parecendo oportunista, direi: há um baita exagero sobre o que se fala em relação às deficiências desse time.

É óbvio que hoje a Inter é o melhor time da Itália. Também é evidente que, ao lado da Juventus, a equipe nerazzura foi a que melhor contratou. E que isso faz de Inter e Juve, sem dúvida e para mim nesta ordem, os favoritos à conquista do Campeonato Italiano 2009-2010.

Mas daí a dizer que esse time do Milan é “muito fraco”, como tanta gente tem dito, vai um longo caminho.

Até é possível entender como e por que nasceram críticas tão contundentes. Recapitulemos:

Primeiro o Milan vende Kaká, seu melhor jogador, e por isso começa a temporada cercado de compreensíveis protestos da torcida. Ao contrário da Inter, que “trocou” Ibrahimovic por Eto’o,  o time demora para trazer um reforço  de peso e, quando o faz, anuncia Huntelaar — que, convenhamos, não empolga. Em meio a esse clima, e talvez esteja aí o motivo das críticas terem crescido tanto nas últimas semanas, o Milan coleciona uma sequência de 10 amistosos sem vitória (incluo na lista o jogo de hoje).

É evidente que as chances de o Milan vencer o próximo Italiano são menores das de Inter e Juventus. É evidente que a perda de Kaká, chegasse quem chegasse, seria muito sentida. Só não é evidente, para mim, que essa batelada de amistosos signifique alguma coisa (são tantos os exemplos de pré-temporadas passadas…). Assim como não é evidente que esse time do Milan é “muito fraco”, como já ouvi tanto, especialmente na imprensa brasileira.

Vale uma olhada na provável escalação titular da equipe de Leonardo:

Abbiati (Dida), Zambrotta, Thiago Silva, Nesta e Jankulovski; Gattuso, Pirlo e Flamini (Ambrosini); Pato, Huntelaar e Ronaldinho.

O amigo há de concordar, não é um time tão ruim assim (os goleiros, vá lá…). Pode-se criticar a idade dos laterais, mas, em termos de qualidade, é uma dupla superior, por exemplo, à da Juventus (Zebina e Molinaro). Na zaga, a dupla Thiago Silva e Nesta não deve nada a nenhuma outra da Itália (Mexes e Juan, talvez?). O meio-campo, que além dos três escalados (dois campeões do mundo) ainda conta com opções como Seedorf, Ambrosini e o promissor Abate, também não parece “muito ruim”. E no ataque, se o desempenho do trio ainda é uma incógnita (ao contrário do de Inzaghi, o grosso que sempre satisfaz), não há tantas dúvidas sobre sua qualidade técnica.

Esse Milan precisa dar liga. Precisa que o bom Thiago Silva dê certo e que Nesta esteja realmente recuperado de suas infinitas lesões (deu esperanças de estar). Precisa que seus veteranos, que ainda não são poucos, tenham condições de jogar toda uma temporada. Precisa que Pato faça só um pouco mais do que mostrou ser capaz de fazer na temporada passada. E que Ronaldinho jogue mais ou menos a metade do que já mostrou saber jogar.

Precisa de muita coisa, é verdade. Mas não é um time, pela qualidade dos jogadores que tem, que pode ser descartado de antemão, pelo menos no futebol italiano (e na Europa a vida é dura para todos os italianos).

O Milan só não é favorito. O que, por se tratar do Milan e do seu histórico — o clube mais vencedor dos últimos 20 anos no planeta —, acaba fazendo todo esse barulho. E virando, para alguns, um time “muito ruim”.

 PS: A vibração do Adriano Galliani e a expressão do Leonardo depois de Thiago Silva converter o pênalti decisivo contra a Juve mostraram que, para o Milan, o torneio de hoje era menos “amistoso” que para a Juve.

PS2: O Italiano está mesmo em baixa. Na enquete que está na home do iG Esporte, 45% dos internautas preferem o Espanhol; 35%, o Inglês; e apenas 18% optam pelo Italiano como “o preferido”. Dá pra entender…

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 16 de julho de 2009 campeonato italiano, inter, jogadores, juventus, mercado, milan, roma | 18:33

Quatro para quatro

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O poder de compra dos times italianos não está lá grande coisa, é verdade. Apesar disso, nesta semana, não faltaram notícias envolvendo algumas das principais equipes do futebol italiano e alguns dos principais jogadores brasileiros. São notícias de temperaturas diferentes, mas que valem o registro aqui e agora (até porque, eu sei, ando meio ausente). Aproveito para colocar um palpite ou análise do desfecho de cada um dos casos.

Luis Fabiano no Milan
Como eu já havia dito na coluna da Placar, foi amor à primeira sondagem: o Milan diz que não pensa em outro atacante. Luis Fabiano garante que só deseja o Milan. Mas a grana que os italianos ofereceram ao Sevilla, 14 milhões de euros, foi considerada “irrisória” pelo presidente do clube espanhol, José Maria Del Nido. “Sorte do presidente do Sevilla que pode considerar irrisória uma oferta de 14 milhões”, respondeu o dirigente milanista Adriano Galliani.

O empresário de Luis Fabiano, José Fuentes, tratou de minimizar a polêmica e, espertamente, sugerir um limite para esse pedido do Sevilla: “Entendo o Del Nido e compreendo que 14 milhões não é o valor de um atacante da seleção brasileira, porque o preço de mercado de Luis Fabiano é de 20 milhões, segundo minha opinião. O Milan tem que voar para Sevilha e fazer um pequeno sacrifício para aumentar a oferta”.

Aparentemente, pelo que disse Galliani, isso pode mesmo acontecer: “As negociações vão prosseguir, ainda que a gente esteja bem distante nos valores”.

Palpite do blog:  Essa negociação ainda vai se arrastar por um bom tempo, mas vai acabar sendo fechada, ainda que seja uma das últimas da pré-temporada (vou me abster, por ora, de palpitar se Milan e LF viverão felizes para sempre).

Felipe Melo na Juventus
O meio-campista (aí do lado fazendo exames em seu novo clube) deixou a Fiorentina e chegou nesta semana à Juventus com um status que era inimaginável há menos de dois anos. Pediu a camisa 88, mas o pessoal da Juve disse que isso é número de NBA (gostei). Deve usar a 4. Os juventinos, acho, tem razão em celebrar a chegada de mais esse brasileiro. Sua contratação, ao lado da de Diego (e mesmo de Cannavaro, se ele puder contar com uma boa pré-temporada) eleva demais o nível da Juve para a próxima temporada. Se já deu algum trabalhinho à Inter no campeonato passado, faz sentido a tese que começa a se propagar na imprensa italiana de que, pelo menos por enquanto, é a Velha Senhora a principal rival dos interistas na briga pelo próximo scudetto.

Palpite do blog: Felipe Melo vai bem na Juventus e, apesar das declarações de amor aos torcedores viola, levará vaias ensurdecedoras da sua ex-torcida em Florença (pelo jeito, ele ainda não sacou bem o que é a rivalidade entre Juve e Fiorentina na Itália…)

Lúcio na Internazionale
O Bayern anunciou que o zagueiro trocará o clube pela Inter. A Inter até negou que o negócio esteja fechado, mas o próprio Lúcio, talvez sem saber do comunicado da Inter, desembarcou hoje em Milão falando como mais novo contratado da atual campeã italiana: “Estou feliz por poder jogar em um clube top como a Inter e orgulhoso de ser treinador por José Mourinho e jogar ao lado de um campeão como Ibrahimovic”. Precisa mais pra confirmar o negócio

Convenhamos: demorou para que um dos dois times de Milão, ambos com problemas na zaga, contratassem o zagueirão que dava sopa desde o final da Copa das Confederações. A Inter tem hoje um ótimo zagueiro, que é Chivu; mas ele, desde os tempos de Roma, está sempre machucado. Samuel e Materazzi não são mais o que já foram. Já Rivas nunca foi. Burdisso e Cordoba são bons reservas. Então… Lúcio é mais do que bem vindo, ainda que seja mais um jogador com perfil, digamos, estouradinho no elenco.

Palpite do blog: Será uma das melhores contratações do Italiano. Dará segurança e liderança à defesa interista e, quem sabe, de vez em quando, até uma forcinha no ataque. Com tanta eficiência (e um pouco mais de classe) quanto Materazzi em 2006-07.

Rubinho na Roma
Essa pintou hoje: o time da capital italiana, não satisfeito ao contar com três goleiros brasileiros em seu elenco (Doni, Arthur e Júlio Sérgio), estaria pensando em contratar o ex-corintiano Rubinho, que foi muito bem jogando pelo Genoa nas últimas temporadas. Sinceramente? Por melhor que tenha jogado Rubinho (e ele jogou bem mesmo), não me parece que a eventual troca de Doni por Rubinho trouxesse muita vantagem à Roma. Se não é para trazer alguém do nível de Frey, pelo menos (esse sim seria um ganho), acho melhor a Roma guardar suas (poucas) economias para contratar reforços em outras posições…

Palpite do blog:
Esse negócio não vinga.

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