A Bola na Bota - Part 5

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sábado, 5 de dezembro de 2009 azzurra, campeonato italiano, milan | 17:54

Hora do filé

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Comentei há pouco Milan 3 x 0 Sampdoria na ESPN. Ótimo, mas ótimo mesmo, começo de Ronaldinho, que deixou o campo com uma leve contratura aos 34 do primeiro tempo. O jogo já estava 3 x 0, dois passes seus, para Boriello e Seedorf. Thiago Silva, Pirlo e Pato também foram bem. E a Samp, com Cassano e Pazzini sumidos, depois dos 3 x 0 sofridos no derby contra o Genoa, parece que sentiu o baque.  Pena para o Italiano.

Mas não é a rodada que me traz aqui, e sim a coluna da última sexta do Jornal Placar. Esqueci de publicá-la por aqui, como faço de costume. Então lá vai. E vamos à TV seguir Juventus x Inter, deixando para um outro dia, quem sabe, os comentários sobre a teoricamente baba de grupo que coube à Italia para o Mundial 2010. Adesso me ne vado.  Ciao. A coluna:

HORA DO FILÉ

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Zidane e Thuram já fizeram o mesmo pela França. Henrik Larsson agiu assim com a Suécia. Marcos, de certa forma, é um representante brasileiro. Mas, talvez, nenhum jogador no mundo simbolize melhor a categoria dos que comem-o-filé-mas-não-roem-o-osso como Francesco Totti.

Refiro-me à declaração dada nesta semana pelo ótimo meia da Roma e (será?) da seleção italiana: “Os veteranos pediram meu retorno, mas em abril vou conversar com o (técnico Marcelo) Lippi. Dependendo das minhas condições, se acharmos que é o caso, eu irei à Copa”.

Como se sabe, após o título mundial com a Azzurra em 2006, Totti abandonou a seleção. Bons motivos não lhe faltavam: a intenção de se dedicar exclusivamente ao time da Roma, sua grande paixão, e, principalmente, a série de problemas físicos que lhe impediam de jogar tantas partidas de alto nível em uma temporada. Só que o tempo passou e, com ele, além das eliminatórias e da Euro 2008, passaram uma dura e cansativa Eliminatória Européia para o Mundial e alguns amistosos aborrecidos.

Totti não roeu estes ossos, mas, ao que parece, estará pronto para saborear o filé da Copa. Ainda há, na Itália, quem torça o nariz para sua atitude. Mas não se trata da maioria: esta sabe bem que, com a qualidade de Totti, o filé sul-africano pode ser bem mais saboroso. 

JÁ NESTA…
Caso oposto ao de Totti ocorre com o zagueiro Nesta, do Milan. Apesar do bom início de temporada, ele foi claro: “Passei por várias cirurgias, consegui voltar a jogar, mas tenho que ter consciência das minhas limitações”. Apesar dos pedidos, Nesta já afirmou: não vai à Copa nem em sonho.

 E O DERBY
O “derby d’Italia” entre Juventus e Internazionale, que ocorre neste sábado, em Turim, completou 100 anos no último dia 14. A Inter é o time que a Juve mais enfrentou em sua história. Nas estatísticas dos 211 jogos, 94 vitórias juventinas, 65 triunfos interistas, 52 empates e 569 gols marcados.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009 azzurra, milan | 04:32

Pazzini x Amauri

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pazzoamauri

 
Na semana passada, o atacante da Sampdoria e da seleção italiana Giampaolo Pazzini não teve dúvidas ao criticar a possível convocação do brasileiro Amauri, da Juventus, para defender a Azzurra: “A situação me deixa incomodado. Posso entender quando alguém é meio brasileiro e meio italiano, mas não quando não tem nada de italiano”. A resposta não tardou: “Escolhi jogar pela Itália há um ano. Sempre respeitei a opinião de todos, inclusive as de Pazzini, e peço que respeitem a minha”.

Talvez Pazzini tenha razão. Talvez as convocações de atletas cuja opção de defender uma nova pátria esteja atrelada à recusa de sua seleção ‘de nascimento’ sejam discutíveis. Talvez. Ainda assim, as declarações do atacante italiano soam mal, muito mal. Pazzini, como concorrente direto de Amauri por um posto na Copa do Mundo, deveria ficar calado. A discussão, se é que deve existir, não deveria contar com sua participação. Pazzini tem 25 anos e Amauri, 29. Pazzini é cidadão italiano, coisa que Amauri só deve conseguir ser por volta de março. Pazzini, me parece, tem até mais futebol. E já tem tido a chance de mostrá-lo na seleção, ao contrário do atacante da Juventus. Pazzini, portanto, não deveria tentar ganhar a vaga no grito. Mas no campo.

Cassano x Lippi
Semanas atrás, Cassano afirmou que, quanto mais se falava dele, mais ele via como improvável sua convocação à seleção italiana. A edição desta sexta-feira da revista L’Espresso publica entrevista com o técnico da Azzurra, Marcelo Lippi, que praticamente comprova a tese: “Fico triste por Cassano, porque se trata de um bom garoto. Mas criou-se uma situação inacreditável”.

Gattuso x Leonardo
“Não quero esperar que alguém jogue mal ou se machuque para ser utilizado”. A frase, dita ontem pelo volante Gattuso, do Milan, mostra que Leonardo está enfrentando algumas dificuldades para gerenciar o renomado (mas envelhecido) elenco do clube. Coisa que Carlo Ancelotti, justiça seja feita, sempre fez com maestria. No seu tempo, reclamações do tipo eram raríssimas.

* Texto publicado nesta sexta-feira, 27/11, no Jornal Placar.


PS
: Peço perdão aos fiéis leitores deste blog pelas raras atualizações nas últimas semanas. Mudanças e novas atribuições profissionais me impedem de estar mais presente. Mas quem sabe aos poucos, como Ronaldinho Gaúcho, a gente não vai recuperando o velho desempenho?

PS2: Neste fim de semana comento Udinese x Livorno, a partir das 14h55 de sábado, com narração de Luiz Carlos Largo, e Internazionale x Fiorentina, a partir das 11h30 de domingo (com Abre o Jogo), narraçao de João Palomino. Ambos na ESPN Internacional.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , ,

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 imprensa, jogadores, milan | 10:26

Generosos com o Gaúcho

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gaúcho
Ronaldinho no Milan: críticas e elogios, para ele, são sempre mais intensas

Há certa generosidade no ar com Ronaldinho Gaúcho. Um ou dois bons passes durante um jogo já viram “Dinho show” em título do jornal La Gazzetta dello Sport. A mesma torcida que há pouco mais de um mês vaiava o brasileiro durante empate por 0 x 0 com o Bari agora aposta no ex-melhor-do-mundo como trunfo para “conseguir algo” na temporada. E, claro, até o presidente Lula deu seu pitaco, ao afirmar que Ronaldinho pode ser a “arma letal” da seleção brasileira na África do Sul.

Ronaldinho, é evidente, está longe dos tempos em que dava show. Assim como ainda não é o trunfo do Milan ou, principalmente, “arma letal” para Dunga na Copa do Mundo. É compreensível, porém, que torcedores, colegas, dirigentes e até parte da imprensa se empolguem com o mínimo indício de retorno do velho Gaúcho. Todos os que gostam de futebol torcem para voltar a vê-lo fazer o que fazia nos tempos de Barcelona. E transformam essa torcida numa espécie de aposta.

A torcida geral, no fim, pode ajudá-lo. Porque se Ronaldinho queixava-se das duras críticas que recebia por seu desinteresse pela bola, a atual generosidade para com seu atual futebol, ainda mediano, deve fazê-lo ver que as críticas eram reflexo do inconformismo de quem ama futebol.

Mas que as velhas críticas ao Gaúcho não se virem para Dunga. Porque ele não tem (ainda?) motivos para convocar Ronaldinho.

Testes e descartes
Marcelo Lippi resolveu testar dois novos meio-campistas, o ótimo Candreva (Livorno) e Biondini (Cagliari), nos jogos contra Holanda e Suécia. Para o ataque, em vez de fazer testes, voltou a chamar Pazzini, da Sampdoria. Assim, ficaram pequenas as chances de o ítalo-brasileiro Amauri jogar a Copa 2010.

Lesões eternas
O zagueiro Nesta, enfim, voltou a jogar com frequência no Milan. Mas o futebol italiano continua a sofrer com as eternas lesões e lentas recuperações de seus grandes jogadores: Totti, da Roma, e Del Piero, da Juventus, são os dois melhores exemplos — o segundo tem apenas um jogo na temporada.

* Coluna publicada nesta sexta-feira, 13/11, no Jornal Placar

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009 copa da uefa, inter, juventus, liga dos campeões, milan, roma | 17:50

A situação dos italianos

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Se não falei das últimas rodadas, olhemos para frente ao voltar a tratar do futebol do dia-a-dia. Com exceção da Lazio, que está em situação muito complicada, a rodada do meio de semana foi ótima para os clubes italianos nas copas europeias. Confira como ficou confortável (ou quase) a situação das outras seis equipes que ainda estão na disputa da Liga dos Campeões ou da Liga Europa.

LIGA DOS CAMPEÕES

Milan
Uma vitória em casa contra o Olympique Marselha, na penúltima rodada, lhe garante classificação para as oitavas. Se apenas empatar, para não depender de nenhum outro resultado, terá somente que vencer o Zurique na rodada final.

Inter
É líder do seu grupo e se classifica por antecipação se conseguir uma improvável vitória sobre o Barcelona, na Espanha. Um empate também seria bom, porque neste caso uma vitória na rodada final, em casa contra o Rubin Kazan, lhe garante o 1º lugar da chave.

Juventus
Se vencer o Bordeaux na França, na próxima rodada, garante a vaga antecipadamente. Mesmo que isso não aconteça, precisará no máximo de um empate com o Bayern de Munique, em Turim, na última rodada. Mas ganhar do Bordeaux seria importante para ficar em 1º.

Fiorentina
Batendo o Lyon na 5ª rodada, em Florença, não apenas se classifica como fica muito perto da primeira colocação final em seu grupo — na última rodada pega o Liverpool, fora de casa, mas o time inglês estará fora do páreo em caso de vitória dos italianos sobre o Lyon.

LIGA EUROPA

Genoa
Primeiro pega o lanterna Slavia Praga fora de casa. Mesmo em caso de derrota (improvável), deve depender apenas de uma vitória sobre o Valencia, em casa na última rodada, para se classificar (isso só poderia não acontecer se vencesse os espanhois levando ao menos 3 gols).

Roma
Precisa apenas de uma vitória em casa na próxima rodada, contra o Basel, para garantir matematicamente sua classificação. Já para ficar em primeiro sem depender de nenhum outro resultado terá que ganhar também do lanterna CSKA Sofia, fora de casa.

Lazio
É o único italiano em situação mais complicada: para ter chances reais de classificação, precisa de duas vitórias nas rodadas que faltam, contra o líder Salzburg (fora) e o lanterna Levski Sofia (em Roma). Mesmo assim, pode ficar fora se o Villareal vencer suas duas partidas.

Para saber qual a rodada do Italiano no fim de semana, clique aqui (comento Catania x Napoli às 15h de sábado, na ESPN; e Genoa x Siena às 12h de domingo, na ESPN Brasil).

Autor: Gian Oddi Tags: ,

Sem categoria | 12:22

9 entre 100

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Santon: jovem surpresa na lista da FourFourTwo

Santon: surpresa na lista da FourFourTwo

São 9 os jogadores italianos na lista dos 100 melhores da atualidade divulgada na edição de novembro da conceituada revista inglesa FourFourTwo. A eles:

30º – De Rossi (Roma)
35º – Buffon (Juventus)
53º – Pirlo (Milan)
54º – Totti (Roma)
60º – Chiellini (Juventus)
67º – Cassano (Sampdoria)
77º – Gilardino (Fiorentina)
82º – Del Piero (Juventus)
99º – Santon (Internazionale)

Entre os 10 primeiros colocados da relação, apenas um joga no futebol italiano: Samuel Eto’o, da Inter, que ocupa a 9ª colocação. A Série A também fica atrás das ligas de Inglaterra e Espanha no número total de jogadores entre os 100: são 23, contra 33 da Premier League e 29 da Liga. Para saber mais sobre a relação, clique aqui.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 jogadores | 16:40

Mais sobre gratidão

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Apesar de emocionante, não surpreendeu ninguém a bela reação da torcida do Milan em relação a Kaká no jogo de ontem, contra o Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa.

Surpreende mais que Zico, 24 anos depois de ter jogado as temporadas 1983-84 e 1984-85 com a camisa da Udinese, continue colhendo frutos e reconhecimento por sua passagem pelo futebol italiano.

No próximo domingo, quando a Udinese estiver entrando em campo para enfrentar a Fiorentina pelo Campeonato Italiano, Zico receberá a cidadania honorária da pequena cidade italiana de Premariacco.

Premariacco, que tem pouco mais de 4 mil habitantes, fica na província de Udine, perto da fronteira italiana com a Eslovênia, e concederá a homenagem a Zico por ser a cidade vizinha (e, acredite, maior) de Orsaria, sede do “Udinese Club Arthur Zico d’Orsaria“.

Até hoje, quem acompanha as transmissões do Campeonato Italiano pela TV volta e meia se depara com uma enorme faixa — 36 metros — com o nome de Zico: trata-se justamente de uma homenagem do “Udinese Club Arthur Zico d’Orsaria”, um grupo de torcedores do clube fundado no distante dia 12 de dezembro 1984.

Zico participou de uma festa da fundação do grupo, em 1985 (a foto acima é daquela época). Agora, mais de 24 anos depois, o Galinho deixa a pequena cidade em polvorosa ao confirmar sua presença para receber o seu título de cidadão honorário.

É muito legal, depois de tanto tempo, o reconhecimento dos torcedores em relação a Zico. Mas sua presença em Premariacco é uma baita demonstração de gratidão pela gratidão — coisas que só caras generosos como Zico são capazes de fazer.

Para ter um ideia do tamanho de Premariacco, vale uma espiada na janelinha do Google Maps abaixo:


Exibir mapa ampliado

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terça-feira, 3 de novembro de 2009 liga dos campeões, milan | 19:58

Grazie de arrepiar

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Antes mesmo do jogaço que marcava a volta de Kaká ao San Siro começar, a torcida do Milan já dava uma pista de como se comportaria em relação ao antigo ídolo, que agora veste a camisa do Real Madrid. “Grazie Kaká: 6 anni di emozioni non si possono dimenticare, ma stasera siamo venuti fin qua per vedere segnare il Milan“, dizia a enorme faixa acima, entre os torcedores milanistas.

Traduzindo a brincadeira, uma alusão à “extinta” musiquinha que dizia “siamo venuti fin qua per vedere segnare Kaká“: “Obrigado, Kaká: 6 anos de emoções não podem ser esquecidos, mas esta noite nós viemos aqui para ver o Milan marcar”.

Antes de a bola rolar, Kaká entrou em campo para se aquecer com os demais jogadores e foi aplaudidíssimo. Durante o jogo, não.

Mas, em sua velha casa, Kaká bem que fez por merecer mais aplauso: fez como costumava fazer nos tempos de Milan e, com uma belíssima jogada, deu início ao gol de Benzema. Justíssimo pelo que jogavam os dois times até então. O brasileiro, que já tinha deixado clara a intenção de não comemorar um gol contra seu ex-time caso marcasse, celebrou o do colega francês, ainda que discretamente.

Vieram então, ainda no primeito tempo, as trapalhadas do árbitro alemão: um pênalti inventado para o Milan — convertido por Ronaldinho — e um gol de Pato, que viraria o jogo, injustamente anulado.

O primeiro tempo, espetacular, terminou com o 1 x 1 no placar. Na segunda etapa, a superioridade do Real deixou de existir, mas o jogo continuou ótimo — e com o 1 x 1 no placar (leia o relato). Um resultado melhor para o antigo time de Kaká, mas nenhuma tragédia para sua nova equipe, apesar da aproximação do Olympique de Marselha.

Ninguém, portanto, deixou o campo decepcionado. Muito menos Kaká, que depois do apito final voltou a ouvir calorosos aplausos da torcida do Milan. E um “olê olê olê, Kaká Kaká!” de arrepiar.

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Kaká aplaude a torcida do Milan que, definitivamente, não o esqueceu

Autor: Gian Oddi Tags: ,

quarta-feira, 28 de outubro de 2009 charges, jogadores | 17:40

Vieri no Fogão

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Quinta-feira passada, com vários quilinhos a mais, o italiano Christian Vieri anunciou o fim de sua carreira. Uma semana depois, o Botafogo de Ribeirão Preto anuncia sua contratação. Portanto, embora pareça maldade, pode-se dizer que o clube ganhou um novo ex-jogador. Nada que incomode seu presidente, Luiz Antônio Pereira, que num arroubo de sinceridade afirmou à ESPN Brasil: “É mais pelo marketing mesmo”.

Não cabem críticas ao clube ou ao jogador. O barulho que queria fazer, o Botafogo conseguiu antes mesmo da assinatura do contrato, com valioso espaço dedicado ao episódio na mídia brasileira. Quando (e se) o italiano chegar, jogar e marcar (?), então…

Vieri, menos que um bom emprego, conseguiu vir jogar no Brasil, coisa que, sabe-se lá por que, diz ser um sonho. Para sorte dos corintianos, em vez de recorrer ao seu velho e grande amigo Ronaldo, deve trazer um personal-parceiro-de-baladas, o ex-lateral-esquerdo Francesco Coco, que, apesar de ter jogado a Copa de 2002 pela Itália, notabilizou-se mais pela beleza do seu time de ex-namoradas — entre elas Gisele Bündchen — e por ter anunciado, aos 30 anos (hoje tem 32), o prematuro fim de sua carreira para “virar ator”.

A vinda de Coco, parece evidente, é um pedido de Vieri: fizéssemos aqui a seleção dos maiores baladeiros do futebol mundial, ambos seriam candidatíssimos ao time titular. Se serão titulares também no Botafogo, não sei — e nem parece o caso, por ora, de entrar na questão técnica.

Há quem aposte que o Pingüim, famosa choperia de Ribeirão Preto, será a principal beneficiada pelas contratações. Pode até ser, mas não quero saber. Vieri em Ribeirão Preto já é uma das mais divertidas histórias do futebol brasileiro em 2009. Tomara que continue a ser em 2010, quando o italiano, eleito pela World Soccer um dos 100 melhores jogadores do século 20, ostentar a camisa do Botinha em jogos palpitantes contra Mirassol e Monte Azul…

Abaixo, a ótima charge de Milton Trajano sobre o tema.

vieri-botafogo

Para ler a notícia sobre a contratação de Vieri pelo Botafogo, clica qui.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009 Sem categoria | 11:01

Rock interista

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César Arruda perguntou, no post de baixo, qual é a música que a torcida da Inter canta depois de marcados os gols da equipe. Aproveito o gancho para colocar a resposta neste post, com um videoclipe gravado durante um show na Arena de Verona. A música é “Urlando contro il Cielo”, de Luciano Ligabue. Que eu recomendo.

Neste outro vídeo, Ligabue, interista fanático, toca no San Siro na comemoração depois da conquista do scudetto 2007-08.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009 entrevistas, técnicos, vídeos | 18:44

O problema da geração e o exemplo brasileiro

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A entrevista de José Mourinho é de sexta-feira passada, antes da vitória da Inter por 2 x 1 sobre o Catania — pelo menos por enquanto, já aviso, não vou falar da rodada. É aquela entrevista em que o técnico português não poupou críticas ao garoto Mario Balotelli (1′30” do vídeo abaixo), dizendo que só o escala porque, hoje, não tem outras opções.

Na entrevista, que repercutiu bastante por toda a Europa e chegou a ser noticiada no Brasil, o português diz coisas interessantes e afirma ter “quase” chegado à conclusão de que o problema de Balotelli é um problema de geração (2′30”):

“Um problema das pessoas que cercam os jogadores dessa geração. E os jogadores são mais vítimas que qualquer coisa”. Para ele, hoje, é uma exceção e um milagre “um jogador de 19 ou 20 anos que tem os pais equilibrados e que não pensam em dinheiro, que tem um irmão e uma irmã que seguem sua vida sem atrapalhar ninguém, que tem um procurador que lhe dá toda traqulidade e que tem a qualidade de trabalhar e ser muito feliz de guiar um carro pequeno sem pensar em Ferrari”.

Isso tudo, como eu disse, já tinha saído mais ou menos por aqui. O que não vi divulgado foi o exemplo brasileiro que Mourinho utilizou nesta mesma entrevista (5′30”):

“Olha, eu tive um jogador que até hoje é o mais jovem a ter marcado um gol na Liga dos Campeões. Não sei onde ele joga hoje. Sei que ganhou a Champions de 2004, que em 2005 foi ao Corinthians, que em 2006 jogou no Werder Bremen, que em 2007 voltou ao Corinthians e em 2008 foi para Flamengo ou Fluminense. Não sei onde joga hoje, mas é um jogador espetacular. Carlos Alberto”.

Ainda que tenha omitido as passagens por São Paulo e Botafogo, Mourinho mostrou vir acompanhando bem a carreira de Carlos Alberto. Que aliás, depois dessa, poderia até tentar cavar uma vaguinha na poderosa Inter de Milão.

Se não acredita que o vascaíno tenha sido utilizado como exemplo por José Mourinho, pode conferir no vídeo abaixo (no minuto 5′30”, como já disse).

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