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terça-feira, 24 de agosto de 2010 inter, roma | 11:58

Mais do mesmo

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Júlio César operando belas e decisivas defesas. Maicon jogando bem na Inter mesmo depois de tentar forçar uma ida para o Real Madrid. Lúcio fazendo mais do que lhe cabe e criando belas jogadas no ataque. Francesco Totti e Wesley Sneijder deliciando o público presente com passes e finalizações precisas e surpreendentes. Adriano entrando em campo visivelmente fora de forma e sem condições de jogo.  Eto’o resolvendo jogos com gols quando porventura Milito não os fizer.  Torcedores organizados protestando contra novas medidas de segurança. Os mesmos torcedores atirando fogos de artifício e outros objetos em campo. Inter e Roma decidindo um título. Um jogo equilibrado, bom e divertido entre as duas equipes. O time de Milão levando a melhor no placar final. A Roma entregando partidas bem jogadas em falhas individuais ou lances de nervosismo. A Inter levantando uma taça como campeã.

Se a final da Supercopa italiana entre Inter e Roma, vencida pela Inter por 3 a 1 no último sábado, foi um aperitivo do que vem por aí no Campeonato Italiano, já sabemos que o próximo torneio não terá muito de novo. Terá mais do mesmo, para o bem e para o mal.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010 Sem categoria | 11:41

A escolha de Hernanes

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Contratado pela Lazio por cerca de 13 milhões de euros, o meio-campista Hernanes, ex-São Paulo e hoje jogador da seleção brasileira, não escondeu: “Conheço pouco sobre o time, mas vou me informar. Perguntei ao André Dias [brasileiro da Lazio] e ele só me falou coisas boas: que a Lazio é organizada e que Roma é um cidade linda para se viver!”.

Roma, de fato, é linda e deliciosa para se viver. Já quanto à Lazio…  Hernanes talvez não saiba, mas chegará num clube conturbado, com um presidente duramente questionado. Encontrará um time que passou boa parte do último campeonato brigando para não cair e que pouco se reforçou, motivo pelo qual o quarto lugar que o brasileiro estipulou como meta em sua chegada parece utopia.

“Além da capacidade técnica, ele tem uma personalidade que entusiasmará a torcida”, disse Claudio Lotito, o questionado presidente, sobre seu novo reforço. Tem razão. Tanto que, hoje, o time da capital italiana parece ser um destino aquém da qualidade de Hernanes. 

“Eu posso fazer a diferença”, garantiu o jogador. Não só pode como terá, se quiser cumprir seu objetivo. Caso contrário, Hernanes conhecerá apenas o lado bom de viver em Roma. E talvez se arrependa de ter se informado pouco sobre o clube ao qual chega.

Autor: Gian Oddi Tags: , , , ,

terça-feira, 10 de agosto de 2010 azzurra, técnicos | 10:16

O ABC DA NOVA ITÁLIA

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“Prandelli começa pelo ABC”. Foi este o título da Gazzetta dello Sport sobre a primeira convocação do novo técnico da seleção italiana, Cesare Prandelli (foto), que fará hoje sua estreia pela Azzurra em um amistoso contra a Costa do Marfim, em Londres.

O “ABC” se refere a Amauri, Balotelli e Cassano. Três jogadores ignorados por Marcelo Lippi na última Copa do Mundo, mas que passam a representar a mudança de mentalidade no comando desta nova Itália.
 
O ítalo-brasileiro Amauri, que pela má fase que atravessava foi a ausência menos contestada pela opinião pública italiana na África, significa maior espaço a jogadores estrangeiros; a nova Itália deve, a partir de agora, abrir sua seleção aos oriundi, seguindo o modelo do que já é feito – com sucesso – pela Alemanha.
 
Balotelli, que com apenas 19 anos é uma das maiores promessas do futebol italiano, representa o olhar no futuro: em um país onde o temor de escalar jovens predomina até mesmo no campeonato nacional, ao convocar o polêmico Balotelli para a seleção principal, Prandelli indica que, em prol da qualidade, não terá medo de “queimar etapas”.
 
Já a convocação de Antonio Cassano, da Sampdoria, indica o óbvio: em uma seleção devem estar os melhores. Aos 28 anos, Cassano, se não é o melhor, está entre os três melhores jogadores do futebol italiano. Seu temperamento, por ora, não foi impedimento para sua convocação: “Na minha apresentação, quis apostar na qualidade”, justificou Prandelli.
 
Amauri não é craque. Balotelli e Cassano são malucos (beleza?). Os três, portanto, podem até não dar certo na seleção. Mas, nesta primeira convocação, são eles os símbolos da “nova Itália”.

A LISTA DE PRANDELLI

Goleiros:
Marchetti (Cagliari), Sirigu (Palermo), Viviano (Bologna)

Defensores
Antonini (Milan), Astori (Cagliari), Bonucci (Juventus), Cassani (Palermo), Chiellini (Juventus), Lucchini (Sampdoria), Molinaro (Stoccarda), Motta (Juventus)

Meio-campistas
De Rossi (Roma), Lazzari (Cagliari), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Palombo (Sampdoria), Pepe (Juventus)

Atacantes
Amauri (Juventus), Balotelli (Inter), Borriello (Milan), Cassano (Sampdoria), Quagliarella (Napoli), Rossi (Villarreal)

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sexta-feira, 25 de junho de 2010 azzurra, copa do mundo | 09:46

A derrota do clichê

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O clichê, desta vez, não prevaleceu. Depois de quase um mês ouvindo que “a Itália começa mal, mas acaba dando muito trabalho” nas Copas, vimos a Azzurra cair. O campeão voltou, mas voltou para casa. Em um grupo que contava com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia, os italianos conseguiram a façanha de ficar na última colocação. Cair na primeira fase, para a Itália, era um feito inédito desde 1974.

Não há empenho, final emocionante, contestação de gol anulado, lágrimas ou comparação com a França que salve a medíocre seleção italiana de Marcelo Lippi. Não comento pelo resultado. Escrevi em coluna publicada no Jornal Placar, há duas semanas:  “Com um time envelhecido e fraco tecnicamente, restaria à Itália torcer pelo peso de sua camisa e pelo triunfo do imponderável. O problema é que o imponderável, que tantas vezes prega peças em times mais fortes para premiar os mais fracos, não costuma entrar em ação muitas vezes seguidas. Motivo pelo qual a Itália não deve ir longe nesta Copa.”

Os motivos da eliminação italiana não são novidades, portanto. A única novidade é que Marcelo Lippi passou a admitir erros. “Se você se apresenta com medo na perna e na cabeça, significa que o técnico não preparou bem o grupo”, disse após a queda. Pois Lippi erra até ao apontar seus erros. Porque o que ficou evidente nesta Copa é que o técnico optou por levar “seus amigos” à África, mesmo que sem condições físicas. Para isso, abriu mão da qualidade (que existe, sim, no futebol italiano).

Resta à torcida o consolo de lembrar que Cesare Prandelli será o novo técnico da Azzurra. Um técnico que costuma dar valor a bons jogadores. Simples assim, como deveria ser.

*** Peço desculpas aos que reclamam pela ausência. A culpa não é da Jabulani. Mas o ritmo deste blog, até o fim do Mundial, não deve melhorar. Apenas para registro por aqui, deixo o link do texto que escrevi sobre Marchetti (Há cinco anos, novo titular da Itália estava desempregado), no canal de Copa do iG.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010 jogadores, mercado, roma | 10:30

Imperador de Roma

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“É um risco que estamos dispostos a correr” foi o comentário do técnico da Roma, Claudio Ranieri, a respeito da contratação de Adriano. A frase dá boa dimensão de quão difícil é fazer qualquer previsão a respeito do desempenho do atacante na capital italiana.

Hoje, pode parecer difícil apostar no sucesso do jogador, embora motivos para isso não faltem. Cito quatro:

1) Em Roma, Adriano se juntará a um elenco que, apesar da derrapada inicial no último Campeonato Italiano, mostrou força e qualidade para brigar de igual para igual com a poderosa Internazionale, campeã européia — lutou até a última rodada pelo título.

2) Chegará a uma cidade mais quente, bela, alegre e permissiva que Milão, a uma cidade onde até um doidão como o talentoso Antonio Cassano triunfou. Ao mesmo tempo, não viverá a anarquia do Flamengo, onde ele tudo podia e nada devia. Roma, neste caso, parece um meio termo saudável ao atacante.

3) Estará ao lado de muitos brasileiros que poderão minimizar a saudade da terra natal — Doni, Juan, Taddei, Júlio Baptista, Júlio Sergio e Artur —, mas nenhum deles, até onde sei, costuma andar empunhando metralhadoras por aí.

4) Não será a vedete-mor da companhia, posto que sempre coube e continuará cabendo a Francesco Totti. O que diminuirá o assédio da imprensa, com o qual ele sempre mostrou grande desconforto, sobretudo quando abordada sua vida pessoal.

Dentro e fora de campo, para acreditar que Adriano dará certo na Roma, bons motivos não faltam. Resta saber se bastam.

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terça-feira, 25 de maio de 2010 inter, liga dos campeões | 16:08

O choro de Mourinho

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Para quem duvidou de Massimo Moratti, dono da Internazionale, quando ele disse que José Mourinho tinha “chorado muito” depois da final da Liga dos Campeões contra o Bayern, no Santiago Bernabéu, eis a prova em vídeo. Aliás, o abraço e o choro comovido no adeus a Marco Materazzi também dão boa dimensão da ligação do técnico português com seus jogadores.

A emoção, Mourinho explicou logo na coletiva depois da partida, era um misto de felicidade pela tão sonhada conquista da Liga e tristeza pelo adeus, que já era uma certeza. Assista:

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sábado, 22 de maio de 2010 inter, liga dos campeões | 18:02

Inter ao cubo

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A ótima sacada do site da Inter depois da conquista da Liga dos Campeões. Comentários, depois.

A manchete de versão em italiano do site da Uefa também não é ruim:

E a versão em alemão certamente não foi perfekt (entendo muito) para os alemães, que com o resultado continuarão com apenas 3 vagas na Liga dos Campeões 2011-12, na qual a Itália seguirá com 4 representantes:

Na imprensa italiana, Gazzetta e Corriere dello Sport (abaixo, respectivamente), seguiram a mesma linha:

Na espanhol Marca, claro, o foco foi outro: José Mourinho, o provável-novo-técnico do Real:

Assim como a visão argentina não poderia ser outra que não esta (se bem que a atuação de Cambiasso…):

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sexta-feira, 21 de maio de 2010 campeonato italiano, inter, jogadores, liga dos campeões, técnicos | 11:19

O peso dos campeões

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A Inter chegou lá. Depois de ganhar a Copa da Itália, e com mais dificuldade do que há algum tempo aparentava que teria, conquistou o pentacampeonato italiano no último domingo. Um clichê, “a força do conjunto”, tem sido apontado pela imprensa italiana como a principal qualidade do time.

Pode até ser, mas o jornal La Gazzetta dello Sport não se eximiu de atribuir notas a todos os jogadores que participaram da conquista. Um exercício que nos ajuda bem a entender a importância individual de cada um dos campeões italianos.

Vamos às notas: o artilheiro Milito, único “perfeito”, 10. Sneijder ficou com um 9,5, seguido pelo 9 do capitão Zanetti, que completou o “pódio” dos mais importantes. Depois do trio, vieram, juntos, Eto’o, Maicon, Samuel e Lúcio, todos com nota 8. Júlio César e Thiago Motta ficaram com 7,5. Balotelli, Cordoba, Chivu, Pandev e Stankovic receberam 7. Materazzi, Mariga e Vieira, 6,5. Tanto a Muntari como a Santon coube um 6. Quaresma ficou com 5,5 e, por fim, o brasileiro Mancini, que não deixou saudades ao trocar o time pelo rival Milan, 5. Khrin, Arnautovic, Suazo e Stevanovic, que jogaram pouco, e os goleiros Toldo e Orlandoni, que nem jogaram, não receberam notas.

As avaliações referem-se apenas ao Campeonato Italiano. Não levam em conta os jogos da Liga dos Campeões, cuja final acontece no sábado, em Madri, entre Inter e Bayern. E não se enganem: em caso de vitória italiana no torneio europeu, pelo qual a Inter é absolutamente obcecada após 45 anos sem título, a maior nota não será atribuída a um jogador. Mas a um técnico que, definitivamente, não precisaria de mais elogios…

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sexta-feira, 14 de maio de 2010 azzurra, copa do mundo, jogadores | 10:30

Lippi pior que Dunga

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Marcelo Lippi garante que não deixou de chamar Totti pela falta desleal em Balotelli (ver post abaixo)

 
Técnicos de seleções, às vésperas de uma Copa, têm em geral duas opções: convocar os melhores ou convocar aqueles que atravessam melhor momento — a Copa, afinal, é um torneio de tiro curto. Marcelo Lippi, bom técnico campeão mundial com a seleção italiana, conseguiu não fazer nem uma coisa nem outra. Não convocou os que são melhores, casos de Francesco Totti, Alessandro Del Piero ou Antonio Cassano, e tampouco aqueles que estão melhores, como Fabrizio Miccoli, do Palermo.

Sua lista de 30 jogadores tem como base, com 8 convocados, a Juventus de Turim, time que protagonizou o maior fiasco na temporada entre os grandes clubes da Itália. Além de levar à África jogadores que atravessam má fase técnica, Lippi incluiu em seu grupo pelo menos cinco atletas em condições físicas duvidosas. Tudo em nome da “unidade do grupo”, fator considerado pelo próprio Lippi a principal virtude da Itália tetracampeã mundial em 2006.

Priorizar o conjunto em detrimento do talento não é privilégio de Lippi, claro. O leitor, a esta altura, já deve estar pensando em Dunga. Mas os casos são diferentes: Dunga abriu mão de Ronaldinho, Ganso e Neymar, mas tem Kaká e Robinho; tem dois jogadores diferenciados, capazes de decidir, de improvisar, de surpreender. Lippi poderia, mas não tem ninguém assim em seu elenco. Tem De Rossi e Pirlo, dois ótimos volantes, como seus melhores jogadores. A seleção italiana irá à África sem nenhum jogador daqueles que, na Itália, são chamados de fuoriclasse, os fora de série.

Dunga priorizou o conjunto. Lippi ignorou o talento.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010 copa da itália, inter, jogadores, roma | 11:24

Maus perdedores

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Primeiro, o vídeo:

O lance em que Francesco Totti aplicou um maldoso chute por trás em Mario Balotelli, a poucos minutos do fim da decisão da Copa da Itália contra a Internazionale, é mais um indício de que o time da Roma não sabe perder. Totti, capitão do time, e De Rossi, conhecido no clube como Capitan Futuro, são os melhores exemplos disso: são excepcionais, mas não suportam perder. E, pior, consideram os jogos perdidos antes mesmo de finalizados.

Foi assim no clássico contra a Lazio, quando ambos levaram cartões amarelos ainda no 1º tempo — a Roma perdia por 1 x 0. Nervosos, foram bem substituídos no intervalo, e a Roma virou o jogo. Na final contra a Inter, o time da capital ainda pressionava e restavam alguns minutos quando Totti agrediu Balotelli e foi expulso. A chance de empatar foi por água abaixo. O desequilíbrio dos líderes, não raro, contamina outros jogadores. Na final contra a Inter, foi o caso de Taddei, que saiu distribuindo bordoadas sem dó, inclusive no compatriota Thiago Mota.

Totti foi muito criticado e, diz a Gazzetta dello Sport, depois do episódio viu suas chances de jogar a Copa diminuírem muito. O capitão assumiu o erro, mas reclamou das críticas: afirmou que Balotelli é um “provocador sistemático”. É verdade. Mas um jogador de 33 anos, capitão da Roma e campeão do mundo, não deveria cair nas “provocações sistemáticas” de um adolescente. No time da Roma, a aversão por perder diminui a chance de vencer.

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