Quase já não é uma novidade, mas agora é oficial. Já disse que não acho que o bom ex-atacante do Palermo, um brasileiro quase italiano, seja “a contratação” que vai fazer a diferença — e a maior parte de vocês já concordou comigo.
Achei legal, contudo, uma cláusula do contrato feito pela Juventus e que, em princípio, eu estava pronto para criticar. Explico: a chamada da notícia que li sobre essa cláusula dizia que, se fizesse 20 gols numa temporada, Amauri levaria 250 mil euros a mais nessa temporada além dos 3,5 milhões anuais que receberá independentemente do que faça.
Pela chamada, achei a cláusula contraproducente: dar bônus por número de gols marcados é pedir pro sujeito ser fominha e, eventualmente, atrapalhar o time visando seu próprio benefício. Acontece que a cláusula fala em “20 gols OU ASSISTÊNCIAS” para gol. Ou seja: na verdade, é um convite para Amauri NÃO ser fominha.
Para ele, a partir de agora, gols e assistências valem o mesmo: valem dinheiro. Foi bem a Juve.
Acabou a janela de mercado na Itália, sem nada muito quente ou vibrante. Ainda assim, vou fazer um top 5 contratações, deixando de lado o promissor futuro de Sidny, o baiano de Xique-Xique que jogava no Náutico e foi parar em Livorno:
1) Sissoko, do Liverpool para a Juventus, 11 milhões de euros
2) Lucarelli, do Shakthar para o Parma, 5,7 milhões de euros
3) Bianchi, emprestado do Manchester City para a Lazio, 500 mil euros
4) Maniche, emprestrado do Atlético de Madri para a Inter, 1 milhão de euros
5) Diana, do Palermo para o Torino, por 1,8 milhão de euro
Tem outro top legal: o da média de torcidas mais presentes no Italiano até aqui.
1) Milan – 57.317
2) Inter – 47.639
3) Roma – 40.167
4) Napoli – 39.179
5) Fiorentina – 32.107
6) Palermo – 26.310
>> Ronaldo voltou e parece que não fez muito em campo, visto que sobre ele só se falou para repercutir as declarações de que “sabia do interesse do Fla”, mas que nunca, jamais, em momento algum, pensou em sair do Milan. Será?
>> Alguém lançou, na Itália, a idéia de que Totti poderá jogar as Olimpíadas com a seleção sub-23 de Gentile. Dá pra acreditar?
>> Quem quiser continuar debatendo o caloroso tema do post abaixo e quiser ler um típico exemplo do “outro lado”, o lado que eu chamo de “ufanista besta”, é só ler o blog do meu amigo André Rizek. É. Meu amigo, fazer o quê?
>> E essa? “O diretor geral do Napoli, Pierpaolo Marino, afirmou que algum dia realizará o sonho dos torcedores do time e trará “Lionel Messi e Ronaldinho a este clube” (Agência Ansa).
Voltei para o meu primeiro post de 2008 e agradeço ao Tiago por não ter deixado que este, apenas no dia 7, fosse o primeiro post do ano.
Sem campeonato e com as especulações sobre o mercado ocupando quase 80% do espaço nos jornais e telejornais italianos, será este o tema do recomeço. Nesta segunda, a Gazzetta dello Sport publica uma lista com os 50 jogadores mais desejados leia-se, com chances de mudar de time agora neste intervalo de mercado europeu.
Na relação de 50 nomes, oito são brasileiros. Qual deles seria melhor negócio?
Nome e clube, valor estimado Interessa a
Amauri (Palermo), 15 milhões Juventus, Barcelona, Milan e Liverpool
Mancini (Roma), 15 milhões Lyon e Manchester City
Daniel Alves (Sevilla), 20 milhões Real e Barcelona
Deco (Barcelona), 10 milhões Inter e Tottenham
Ronaldinho (Bercelona), 40 milhões Milan, Inter e Chelsea
Diego (Werder Bremen), 20 milhões Juventus, Tottenham e Bayern M.
Elano (Manchester City), 15 milhões Inter, Atlético de Madri e Tottenham
Gilberto Silva (Arsenal), 10 milhões Juventus e Tottenham
E aí? Considerando esses valores estimados pela Gazzetta, qual a melhor relação custo-benefício?
Gozando merecida folga nessa primeira semana de 2008, Gian Oddi me concedeu uma dupla honra. A primeira delas, é desejar a todos que visitam este espaço um grande auguri e um 2008 incrível!
A segunda já é um pouco mais carregada de responsabilidade, postar aqui as primeiras notas do ano. Alguns assuntos, embora ainda seja dia 3, já começam a ficar velhos. Ronaldo treinar com o Milan previsivelmente deixando a torcida do Flamengo chupando o dedo, por exemplo. Ou a gigantesca expectativa pela estréia italiana de Alexandre Pato, outro tema já bem explorado.
Sobre Ancelotti, enfim, revelar que não confia tanto assim no Dida acho que ainda dá tempo. Embora o Kalac ainda precise de muita Nutella para alcançar o brasileiro. Ou será que o tempo de Dida num dos maiores clubes do mundo já passou?
Mas chega de Milan, a grande graça agora é ficar caçando brasileiros espalhados pela bota. O Sidny Feitosa, ou apenas Sidny por aqui, conseguiu uma boquinha no Livorno. A recuperação do Náutico no segundo turno do Brasileirão é prova da força desse lateral-direito.
Outro que chega em alta à Itália é Bóvio, o ex-santista que vinha sendo sondado por Corinthians e Cruzeiro. Na Europa, o habilidoso volante desfilou seu futebol sem firulas na Grécia (Panathinaikos) e na Espanha (Málaga). Agora, é a vez do Catania.
E ainda o atacante Piá, que pode ir parar no Rimini numa negociação com o Treviso envolvendo ainda o ala D’Agostino e um “troco” de até 3 milhões de euros.
Fiorentina sem medo
Outro destaque das contratações da semana é, na verdade, um destaque pessoal. Menos pelo futebol de Daniele Cacia, um calabrês de Catanzaro de 24 anos de idade, quanto pelo gosto musical do atacante.
Contratado pela Fiorentina por 4,5 milhões de euros, o ex-jogador do Piacenza é a nova aposta do técnico Cesare Prandelli. “Um atacante moderno que sabe ocupar os espaços”.
Bom, isso eu não sei dizer. Mas sei que ele gosta do cantor italiano Luciano Ligabue. Apresentou-se com uma camiseta onde se lia “Niente paura, niente paura, niente paura Cacia mi hanno detto cosí”.
Para quem quiser conferir de onde ele tirou a frase, recomendo o vídeo abaixo!
Ballotta falha: seu lugar pode ser de Cavalieri (foto AFP)
O goleirão Ballotta, da Lazio, é até um bom goleiro. Mas, aos 43 anos, cometeu uma falha bizarra no jogo de sábado (veja vídeo), contra a Fiorentina, pelo Campeonato Italiano. Para tentar evitar um escanteio depois de um recuo sem vergonha do zagueiro brasileiro Cribari, ele deixou a bola nos pés do atacante Pazzini, que fez o gol do 1 x 0 final.
Nem tanto pela falha, mas principalmente pela idade bem avançada (até para um goleiro), a Lazio já queria contratar outro jogador para a posição antes do início da temporada. Uma fonte bem quente do Palmeiras me disse que, na última pré-temporada, foi por questão de dias que o goleirão palmeirense Diego Cavalieri não foi negociado com a equipe da capital romana. E, segundo essa mesma fonte, são grandes, para não dizer enormes, as chances de que o negócio aconteça no fim deste ano.
Aí, quem diria, a lista de goleiros brasileiros nos principais times italianos aumentaria ainda mais: Diego se juntaria a Dida, do Milan; Júlio César, da Inter; Doni (e o reserva Júlio Sérgio), da Roma; e Rubinho, do Genoa. Se é que Dida continuará por lá no ano que vem…
Diego é um bom negócio para a Lazio? E a negociação dele é boa para o Palmeiras?
É editor-executivo do iG, para onde voltou em 2007, após seis anos na revista Placar. Num destes anos, morando em Roma, aprendeu a fazer spaghetti alla carbonara e viu crescer a paixão pelo calcio que herdou do nonno Léo.