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Arquivo da Categoria inter

06/11/2009 - 17:50

A situação dos italianos

Se não falei das últimas rodadas, olhemos para frente ao voltar a tratar do futebol do dia-a-dia. Com exceção da Lazio, que está em situação muito complicada, a rodada do meio de semana foi ótima para os clubes italianos nas copas europeias. Confira como ficou confortável (ou quase) a situação das outras seis equipes que ainda estão na disputa da Liga dos Campeões ou da Liga Europa.

LIGA DOS CAMPEÕES

Milan
Uma vitória em casa contra o Olympique Marselha, na penúltima rodada, lhe garante classificação para as oitavas. Se apenas empatar, para não depender de nenhum outro resultado, terá somente que vencer o Zurique na rodada final.

Inter
É líder do seu grupo e se classifica por antecipação se conseguir uma improvável vitória sobre o Barcelona, na Espanha. Um empate também seria bom, porque neste caso uma vitória na rodada final, em casa contra o Rubin Kazan, lhe garante o 1º lugar da chave.

Juventus
Se vencer o Bordeaux na França, na próxima rodada, garante a vaga antecipadamente. Mesmo que isso não aconteça, precisará no máximo de um empate com o Bayern de Munique, em Turim, na última rodada. Mas ganhar do Bordeaux seria importante para ficar em 1º.

Fiorentina
Batendo o Lyon na 5ª rodada, em Florença, não apenas se classifica como fica muito perto da primeira colocação final em seu grupo — na última rodada pega o Liverpool, fora de casa, mas o time inglês estará fora do páreo em caso de vitória dos italianos sobre o Lyon.

LIGA EUROPA

Genoa
Primeiro pega o lanterna Slavia Praga fora de casa. Mesmo em caso de derrota (improvável), deve depender apenas de uma vitória sobre o Valencia, em casa na última rodada, para se classificar (isso só poderia não acontecer se vencesse os espanhois levando ao menos 3 gols).

Roma
Precisa apenas de uma vitória em casa na próxima rodada, contra o Basel, para garantir matematicamente sua classificação. Já para ficar em primeiro sem depender de nenhum outro resultado terá que ganhar também do lanterna CSKA Sofia, fora de casa.

Lazio
É o único italiano em situação mais complicada: para ter chances reais de classificação, precisa de duas vitórias nas rodadas que faltam, contra o líder Salzburg (fora) e o lanterna Levski Sofia (em Roma). Mesmo assim, pode ficar fora se o Villareal vencer suas duas partidas.

Para saber qual a rodada do Italiano no fim de semana, clique aqui (comento Catania x Napoli às 15h de sábado, na ESPN; e Genoa x Siena às 12h de domingo, na ESPN Brasil).

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): copa da uefa, inter, juventus, liga dos campeões, milan, roma Tags: ,
06/10/2009 - 16:59

Foi sem querer querendo?

Ingênua ou esperta? Hein?

Susana: ingênua ou esperta? (Foto: TV Jam)

Resolvi hoje, pela primeira vez em 35 anos, dar uma espiada no blog da Susana Werner, modelo, atriz e mulher de Júlio César, goleiro da Inter e da seleção brasileira. Fui pra lá instigado pela notícia “Mulher de Júlio César revela que goleiro está na mira de ‘grande clube‘”, que recebemos aqui no iG pela agência Gazetapress.

O post do blog de Susana diz assim (desse ‘jeitinho’ mesmo, tudo com caixa alta):

“ESTOU PASSANDO POR UMA SEMANA CHEIA DE GRANDES EMOÇÕES : MEU FILHO COMPLETOU 7 ANOS E MEU MARIDO TEM SIDO “ASSEDIADO” POR UM GRANDE CLUBE … BOM, EU NÃO TENHO INTENÇÀO DE SAIR DAQUI, MAS FUTEBOL TEM DESSAS COISAS NÉ, A GENTE NUNCA SABE O QUE PODE ACONTECER E EU NÃO SEI DE NADA DA PARTE PROFISSIONAL DO JU, NÃO ME METO, MAS NÃO SÓ TENHO ESCUTADO ESSA HISTÓRIA COMO LI EM ALGUNS SITES…”

O clube, Susana não escreve, mas escancara nos links que indica na sequência em seu blog, é o Manchester United, da Inglaterra.

Deixarei de lado aqui a emoção sobre os 7 anos do pimpolho.

Mas, ao escrever no blog que seu marido tem sido assediado por um grande clube, Susana transformou em destaque de alguns dos principais sites esportivos do planeta uma informação que até então era apenas boato em sites de credibilidade discutível.

Pode ter sido ingenuidade? Pode. Mas só sendo muito ingênuo para ter certeza disso. Porque o post de Susana, convenhamos, pode muito bem ter sido um jeito de começar a arrancar alguns euros a mais de Massimo Moratti, o proprietário da Inter.

Hoje, Júlio César, cujo contrato vai até 2013, recebe da Inter 4 milhões de euros por ano. Mesmo valor daquilo que Dida recebe no Milan e 1,5 milhão de euros a menos daquilo que Buffon ganha na Juventus.

Aliás, se a gente olhar só por esse aspecto, a reivindicação (voluntária ou não) de Susana é mais do que justa. Afinal, hoje, Júlio César está bem mais para Buffon que para Dida.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores Tags: , , , , ,
29/09/2009 - 15:49

E agora, José?

mourinhoDepois do empate por 1 x 1 com o Rubin Kazan, agora há pouco, a Internazionale de José Mourinho completou sete jogos seguidos sem vitória na Liga dos Campeões — um recorde do clube. A série é negativa, mas o resultado, pelo que aconteceu em campo, entre bolas na trave e defesas de Júlio César, foi para os italianos comemorarem.

Mourinho ainda não falou, mas provavelmente se eximirá de qualquer culpa e sairá dando patadas em quem ousar questionar sua competência.

Nos últimos dias, tem sido assim. Quando lhe perguntaram, depois da derrota para a Sampdoria, se o técnico Gigi Del Neri seria sua “asa-negra”, o português respondeu com ironia, agredindo desnecessariamente o treinador italiano e fazendo uma ilação descabida: Del Neri foi demitido do Porto alguns meses depois que ele, Mourinho, venceu a Liga dos Campeões com o mesmo time. Por isso, no raciocínio torto do português, Del Neri não poderia ser sua “asa-negra”, mesmo que lhe derrote ano após ano, década após década, século após século.

Zdenek Zeman, importante técnico tcheco com enorme tradição no futebol italiano, Mourinho disse desconhecer. Não é verdade. É que o português se irritou quando Zeman disse que a Inter não mostrou nada de novo desde a chegada de seu badalado treinador. “Mourinho só está na Inter porque é um grande gestor de jogadores”, disse o tcheco.

Para Zeman, a única novidade que Mourinho trouxe ao futebol italiano foi “na comunicação, com a qual esconde a própria mediocridade”.

Talvez seja exagero, mas o fato é que a Inter de José Mourinho, por enquanto, não tem jogado o futebol que deveria jogar com o ótimo elenco que tem. E se alguém contesta alguma de suas decisões incompreensíveis, como tirar Balotelli (que hoje bobeou ao ser expulso) do jogo contra a Sampdoria, o português diz que o fez porque “é o técnico e é quem manda”.

Enquanto seu time ganhava e correspondia em campo, as respostas atravessadas de Mourinho tinham um lado cômico (eu gostava), do técnico mal-humorado por natureza, que externava sua pouca paciência com a imprensa através da própria. Acho até que Mourinho fez a Itália repensar seus programas de TV, suas entrevistas, suas intermináveis discussões sobre arbitragem.

Mas, se a Inter não voltar a jogar bola, as respostas do técnico ganharão mais importância para torcedores, dirigentes e acionistas do clube. E aí, antes de atacar os outros, ser irônico ou exibir seu mau humor, o técnico terá que explicar por que esse milionário elenco da Inter não está jogando nada.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, liga dos campeões, técnicos Tags: , , , ,
22/09/2009 - 12:16

Quanto ganham os jogadores na Itália

No começo do mês, o jornal La Gazzetta dello Sport divulgou os salários anuais de todos os jogadores que atuam na Série A do Campeonato Italiano. Levei um tempinho, mas enfim consigo colocar por aqui algumas observações curiosas (ou simplesmente relevantes) a respeitos das cifras reveladas.

* Primeiro, vale citar a seleção dos mais bem pagos do Italiano 2009-10. O time, que conta com os jogadores de melhores salários em suas posições, é formado por (ganho líquido anual, em milhões de euros, entre parênteses): Buffon (5,5), Maicon (4,5), Lúcio (4,5), Nesta (4) e Chivu (3,5); Pirlo (5), Vieira (5,5), Sneijder (4) e Totti (5,4); Ronaldinho (7,5) e Eto’o (10,5).

* Se considerarmos os valores brutos consumidos pelos 20 clubes da Série A apenas em salários, a Inter gasta mais que 8 times somados: Atalanta, Chievo, Livorno, Catania, Siena, Udinese, Cagliari e Bologna. Confira na lista abaixo quanto gastam os 20 clubes da Série A em salários de jogadores (sempre por ano, em milhões de euros):

1) Inter, 150
2) Milan, 125,5
3) Juventus, 115
4) Roma, 69,7
5) Fiorentina, 40
6) Genoa, 38
7) Napoli, 37
8) Lazio, 32,9
9) Palermo, 30
10) Parma, 26
11) Sampdoria, 24
12) Bari, 20
13) Bologna, 20
14) Cagliari, 19
15) Udinese, 18
16) Siena, 17,5
17) Catania, 17,5
18) Livorno, 14,3
19) Chievo, 13
20) Atalanta, 13

* A disparidade entre alguns clubes é tão grande que os ganhos de todos os jogadores do Bari, somados, não chegam à cifra que Samuel Eto’o, sozinho, recebe da Internazionale. Obviamente, o mesmo vale para os jogadores de Bologna, Cagliari, Udinese, Siena, Catania, Livorno, Chievo e Atalanta em relação ao camaronês.

* Antonio Cassano, principal astro da líder Sampdoria e melhor jogador do Italiano até aqui, recebe 2,8 milhões de euros anuais em salários. Menos que o interista Suazo (3,5), o milanista Boriello (3) ou o juventino Poulsen (3,3). Já o artiheiro do Campeonato, Di Natale, da Udinese, ganha 1 milhão — o mesmo que Orlandoni, terceiro goleiro da Inter.

* Entre os técnicos, José Mourinho é de longe o mais rico. Recebe, limpos, 11 milhões de euros por ano da Inter, superando até mesmo seu comandado Eto’o, jogador mais bem pago do torneio (10,5). A diferença do português em relação aos demais técnicos é enorme: na segunda colocação aparece Cesare Prandelli, da Fiorentina, com 1,8 milhão/ano. Em terceiro está Claudio Ranieri, da Roma, com 1,6. E depois, empatados, vêm Gasperini (Genoa), Ferrara (Juventus), Leonardo (Milan) e Donadoni (Napoli), todos com um ganho anual de 1,2 milhão. Os outros 13 técnicos da Série A recebem menos de 1 milhão.

Quanto ganham os brasileiros no Italiano 2009-10? A lista abaixo mostra que Dida, dono do terceiro melhor salário do Milan, recebe o mesmo que Júlio César. E Ronaldinho, hoje um reserva milanista, lidera a relação com folgas:  

1) Ronaldinho (Milan) 7,5
2) Maicon (Inter) 4,5 e Lúcio (Inter) 4,5
4) Dida (Milan) 4 e Júlio César (Inter) 4
6) Diego (Juventus) 3,8
7) Amauri (Juventus) 3,5 e Mancini (Inter) 3,5
9) Thiago Motta (Inter) 3
10) Felipe Melo (Juventus) 2,6
11) Thiago Silva (Milan) 2,5
12) Júlio Baptista (Roma) 2,25 e Juan (Roma) 2,25
14) Doni (Roma) 1,9
15) Cicinho (Roma) 1,85
16) Taddei (Roma) 1,1
17) Pato (Milan) 1
18) Matuzalém (Lazio) 0,9
19) Fábio Simplício (Palermo) 0,85
20) Adaíton (Bologna) 0,85 e Rubinho (Palermo) 0,85
22) Barreto (Bari) 0,75
23) Felipe (Udinese) 0,6
24) Jeda (Cagliari) 0,55 e Nenê (Cagliari) 0,55
26) Piá (Napoli) 0,5
27) Reginaldo (Siena) 0,45
28) Ferreira Pinto (Atalanta) 0,4, Mozart (Livorno) 0,4 e Cribari (Lazio) 0,4
31) Arthur (Roma) 0,35 e Luciano (Chievo) 0,35
33) Filipe (Siena) 0,16
34) Ariel (Chievo) 0,15 e Rafael Santos (Bologna) 0,15
36) Marcus Plínio (Livorno) 0,1

N/D: Júlio Sérgio (Roma), Wellington (Udinese), Alemão (Udinese) e Wilker (Genoa)

Os recortes e observações que coloquei acima são só algumas das muitas possibilidades de análise sobre as listas divulgadas pela Gazzetta. Quem quiser tirar suas próprias conclusões (e dividi-las conosco nos comentários abaixo, claro), pode fazê-las analisando as listas dos seis clubes que mais gastam com salários, publicadas na imagem abaixo.

salariositaliano
Se desejar ver também as relações dos demais clubes, vá ao site da Gazzetta dello Sport.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, jogadores, milan, técnicos Tags: , , , , , ,
21/09/2009 - 18:43

Jogo por jogo

Um pouco tarde — eu sei —, a quarta rodada em linhas. 

Cassano: de novo, melhor em campo

Antonio Cassano: de novo, o melhor em campo

Napoli 0 x 0 Udinese
Várias chances, nenhum gol. Ou melhor, um gol mal anulado de Di Natale, que chegaria a 7 na artilharia do Italiano. No Napoli, Lavezzi foi o melhor: criou, criou, mas Hamsik, duas vezes cara a cara, desperdiçou. E Donadoni, cada dia mais pressionado, já começa a balançar de acordo com parte da imprensa italiana.

Juventus 2 x 0 Livorno
Mais uma vez nesta temporada, Buffon mostrou que voltou a ser o velho Buffon. Mas, convenhamos,  algo não vai bem se o goleiro está se destacando em todos os jogos — especialmente em um contra o Livorno, em Turim. Sem Diego, Camoranesi assumiu a função de garçom: deu os dois passes dos gols de Iaquinta e desse ótimo Marchisio, que é a cada dia menos promessa e mais realidade.  

Milan 1 x 0 Bologna
Seedorf resolveu de novo, mas desta vez nem jogava tanto como fez em Marselha, na Liga dos Campeões. No jogo pouco empolgante contra um candidato ao rebaixamento, houve também duas bolas na trave para os milanistas: uma num chute de Pato, outra em outro de Inzaghi. Ronaldinho Gaúcho? Leia o post abaixo, só dele…


Bari 4 x 1 Atalanta

Jogo de um time só, o Bari. Candidato ao rebaixamento no início do torneio, a equipe está invicta no Italiano, com três empates e uma vitória. Já a pobre a Atalanta, com seu astro Doni inicialmente no banco (recuperando-se de lesão), ainda não pontuou e já demitiu o técnico Gregucci. Antonio Conte assume seu lugar.

Cagliari 1 x 2 Inter
De novo, a Inter sofreu demais para ganhar. E só ganhou, de virada, graças a duas bobeiras da defesa do Cagliari em menos de5 minutos. Bobeiras que o argentino Milito soube aproveitar. O atacante brasileiro Nenê até que estreou bem entrando no meio do jogo para o time da casa, que teve seu gol marcado por outro brasileiro, o bom e velho Jeda, de pênalti.

Catania 1 x 1 Lazio
Em uma Lazio dilacerada, Foggia foi, de novo, o melhor — nasceu dele a jogada do gol de empate, marcado pelo ex-interista Julio Cruz, que saiu do banco. Para o Catania, o resultado foi ingrato: o time perdeu muitas chances tanto quando vencia por 1 x 0 como quando o jogo já estava 1 x 1. Poderiam ter sido três, e não apenas um, seus primeiros pontinhos no torneio.

Chievo 3 x 1 Genoa
Foi a única surpresa da rodada. Mesmo em Verona, a derrota para os até então líderes do Italiano não era esperada. Pelo menos não era até a escalação inicial, com seis mudanças em relação ao time que estreou com o pé direito na Liga Europa. O resultado foi justo, e o grande confronto entre Genoa e Juve, na próxima quinta, perdeu um pouco da graça.

Parma 1 x 0 Palermo
Gol marcado pelo campeão do mundo Zaccardo ( alguém não lembra dele na Copa? Não culpo). O jovem Paloschi desta vez não marcou, mas acertou o travessão. E, no segundo tempo, com a entrada de Miccoli, o Palermo foi melhor — só não deu para chegar ao empate.

Sampdoria 4 x 1 Siena
Para parecer que sou só eu quem diz, vou reproduzir aqui a frase da Gazzetta dello Sport sobre Cassano, eleito ontem, pela enésima vez, o melhor em campo em mais uma vitória da líder do campeonato. A explicação para a nota 7,5: “O que precisamos explicar? Assistam os highlights do FantAntonio e vocês entenderão. Futebol puro”. Tem sido sempre assim.

Roma 3 x 1 Fiorentina
O que Cassano foi para a Samp ontem, Totti foi para a Roma. Com uma diferença: dois gols marcados. Também ficou claro que o time da capital precisa muito de Vucinic ou de algum “similar”, que hoje, em seu elenco, não há. A Fiorentina sumiu no primeiro tempo. E Mutu, com o problema dos 17 milhões de euros a pagar ao Chelsea, sumiu nas últimas semanas. Preocupante para a equipe de Florença, que não pode prescindir do romeno.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, jogadores, juventus, milan, roma Tags: , , , , , , , , , ,
18/09/2009 - 11:19

Ibra e Kaká: foi tão diferente?

Coluna desta sexta no jornal Placar.

coluna2

 

 

 

O preço da ‘onesta’
De volta a Milão para enfrentar a Inter, time do qual foi o astro na conquista dos últimos Italianos, o atacante Zlatan Ibrahimovic, agora no Barcelona, foi vaiado por seus antigos fãs. Não foi uma surpresa. Mesmo quando ainda vestia a camisa da Inter, já campeão, o sueco havia recebido apupos por parte de sua torcida, irritada com as constantes declarações de que queria sair para jogar na Espanha.

Kaká, hoje no Real Madrid, também voltará ao estádio San Siro, onde brilhou com a camisa do Milan — as duas equipes se enfrentarão ali no dia 3/11. Sobre a reação dos milanistas para com o antigo ídolo, não há dúvidas: ouviremos aplausos e veremos faixas externando “saudade”, nossa palavra que os italianos mais apreciam. Críticas, quase certas, só para Berlusconi, por ter vendido o brasileiro.

A principal diferença nas histórias de Ibra e Kaká está nos discursos. Na prática, ambos deixaram as equipes onde reinavam para brilhar e/ou ganhar mais na Espanha — embora a Inter estivesse mais disposta a segurar o sueco do que o Milan a permanecer com o brasileiro. Mas Ibra assumiu seu desejo de sair. E Kaká disse que partia triste, por necessidade.

Não à toa, na última quarta, entre a minoria de torcedores da Inter que não vaiou Ibrahimovic, uma faixa se destacava: “Ibra, melhor sua ‘onesta’ que o jogo de cena do Kaká!”.

Ausência decisiva
Ronaldinho Gaúcho estar fora do time titular do Milan foi determinante para a vitória sobre o Olympique de Marselha pela Liga dos Campeões. Inzaghi, que ganhou um lugar na equipe graças à saída do brasileiro, marcou os dois gols. E Seedorf, que jogou na função em que Ronaldinho vinha tentando jogar, foi o melhor em campo.

Ausência sentida
Diego Armando Maradona Júnior, o filho italiano de Maradona, conquistou o scudetto de futebol de areia com o US Boys Caivanese. E se lamentou: “Todos da minha família argentina ligaram para me cumprimentar. Todos, menos meu pai. De agora em diante, também não vou mais procurá-lo”, disse o garoto, que tem 22 anos.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores, milan Tags: , , , ,
16/09/2009 - 17:45

O 0 x 0 entre Ibra e Eto’o

Ibrahimovi, era óbvio, foi vaiado pela torcida da (covarde) Inter

Ibrahimovic, era óbvio, foi vaiado pela torcida da medrosa Inter de Milão

Havia quem tivesse dúvidas sobre as vaias da torcida da Inter para seu ex-ídolo Ibrahimovic, hoje em campo com a camisa do Barcelona. Não sei bem por que. Ibra, grande responsável pelas últimas conquistas do time de Milão, já havia sido vaiado no último Campeonato Italiano, mesmo vestindo a camisa nerazzurra, porque declarava com insistência que queria se mandar.

As sonoras vaias que o sueco recebeu hoje em Milão, portanto, não surpreendem. Assim como não surpeenderia se o atacante tivesse comemorado um gol contra seu ex-clube. Só não o fez, tenho certeza, porque não marcou.

Não marcou, mas esteve mais perto de marcar do que Eto’o, ex-ídolo do Barça certamente sedento de vingança pelo “desprezo” de Guardiola. Não é que Ibra tenha jogado muito mais que o camaronês, mas o Barcelona, mesmo jogando em Milão, parecia estar atuando contra, no máximo no máximo, um Sporting. Daí o fato de o sueco ter chegado mais perto do gol…

A postura da Inter, ainda que enfrentando o atual campeão europeu, foi de um time que não tem direito de sonhar com a Liga dos Campeões. Porque sua preocupação com a defesa revelou muito mais um excesso de respeito (medo, no popular) do que uma estratégia de jogar recuada para buscar a vitória em um contra-ataque.

Na partida em que todas as atenções estavam voltadas para Eto’o e Ibra, não deixa de ser irônico o placar terminar com um 0 x 0. Que foi um bom resultado para a Inter, diga-se.

Em Lyon, a Fiorentina teve Gilardino expulso por uma cotovelada ainda no primeiro tempo, até que se segurou por um bom tempo, mas terminou seu confronto diante dos franceses com o resultado mais esperado: uma derrota — 1 x 0.

O placar era esperado, mas o prejuizo foi enorme, porque os italianos ainda perderam seu principal jogador para a próxima partida, contra o Liverpool, em Florença.

Assim, considerando-se as estreias de Milan, Juve, Inter e Fiorentina, podemos dar, no máximo, uma nota 6 para este começo dos italianos nessa Liga dos Campeões. E só não é menos, quem diria, graças ao Milan de Leonardo.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, liga dos campeões Tags: , , , , ,
15/09/2009 - 12:29

Quais italianos avançam?

Maria Perussi, Miss Itália 2009, torce pela Juve na Liga (forcei?)

Maria Perussi, Miss Itália 2009, torce pela Juve na Liga (forcei?)

E hoje começa a Liga dos Campeões. Para os times italianos, mais do que a disputa pelo título, o campeonato se inicia sob a perspectiva de espantar a “ameaça alemã”, que terá três representantes no torneio — Wolfsburg, Bayern e Stuttgart. Como vêm decepcionando nas últimas edições da Liga, os times da Itália precisam fazer bonito nesta para não correr sério risco de perder uma de suas quatro vagas na milionária competição para os alemães.

A missão, contudo, não será fácil. Os italianos estão longe do favoritismo. Com exceção da Inter, à qual ainda se atribui alguma chance de conquista nas casas de apostas, ninguém tem porque sonhar alto:  nem o Milan aos pedaços, nem a Juventus ainda em formação (embora boa) e nem a Fiorentina que já terá superado suas expectativas se conseguir passar da primeira fase, na qual terá que ficar à frente de pelo menos um time entre Liverpool e Lyon.

Como este blog não é de ficar em cima do muro, eis os palpites para a primeira fase: a Juventus passa em primeiro no seu grupo, à frente do Bayern; a Inter também avança, mas na segunda colocação, atrás do Barcelona; o Milan, apesar de tudo, também seguirá para as oitavas, superando o Olympique, mas ficando atrás do Real Madrid, claro. E a Fiorentina, depois de garantir seus 20 milhões de euros com a classificação para a primeira fase, para por aqui. Eu sei, não ousei.

Se quiser, pode ousar. Para deixar também o seu palpite sobre quais italianos avançam (e em quais posições), confira abaixo os adversários e os jogadores inscritos na Liga dos Campeões por cada um dos clubes da Bota:

JUVENTUS (grupo A, com Bayern, Bordeaux e Maccabi Haifa)
Goleiros: 1 Gianluigi Buffon, 12 Antonio Chimenti, 13 Alexander Manninger e 41 Carlo Pinsoglio
Defensores: 2 Martín Cáceres, 3 Giorgio Chiellini, 5 Fabio Cannavaro, 6 Fabio Grosso, 15 Jonathan Zebina, 19 Cristian Molinaro, 21 Zdeněk Grygera, 23 Lorenzo Ariaudo* e 33 Nicola Legrottaglie
Meio-campistas: 4 Felipe Melo, 7 Hasan Salihamidžić, 8 Claudio Marchisio, 16 Mauro Camoranesi, 18 Christian Poulsen, 22 Mohamed Sissoko, 28 Diego, 29 Paolo De Ceglie, 30 Tiago, 35 Simone Esposito*, 37 Fausto Rossi* e 39 Luca Marrone*
Atacantes: 9 Vincenzo Iaquinta, 10 Alessandro Del Piero, 11 Amauri, 17 David Trezeguet, 20 Sebastian Giovinco e 40 Ciro Immobile*


MILAN (grupo C, com Real Madrid, Olympique Marselha e Zurich)
Goleiros: 1 Dida, 12 Christian Abbiati, 30 Marco Storari, 31 Flavio Roma
Defensores: 4 Kakha Kaladze, 5 Oguchi Onyewu, 13 Alessandro Nesta, 15 Gianluca Zambrotta, 18 Marek Jankulovski, 33 Thiago Silva, 44 Massimo Oddo e 77 Luca Antonini
Meio-campistas: 8 Gennaro Gattuso, 10 Clarence Seedorf, 16 Mathieu Flamini, 20 Ignazio Abate, 21 Andrea Pirlo e 23 Massimo Ambrosini
Atacantes: 7 Pato, 9 Filippo Inzaghi, 11 Klaas Jan Huntelaar, 22 Marco Borriello, 49 Davide Di Gennaro e 80 Ronaldinho


INTERNAZIONALE (grupo F, com Barcelona, Dínamo de Kiev e Rubin Kazan)
Goleiro: 1 Francesco Toldo, 12 Júlio César, 21 Paolo Orlandoni e 51 Vid Belec*
Defensores: 2 Iván Córdoba, 4 Javier Zanetti, 6 Lucio, 13 Maicon, 23 Marco Materazzi, 25 Walter Samuel, 26 Cristian Chivu, 39 Davide Santon, 45 Luca Caldirola*
Meio-campistas: 5 Dejan Stanković, 7 Ricardo Quaresma, 8 Thiago Motta, 10 Wesley Sneijder, 11 Sulley Muntari, 14 Patrick Vieira, 15 René Krhin*, 19 Esteban Cambiasso, 20 Joel Chukwuma Obi, 30 Mancini, 52 Antonio Esposito e 53 Luca Tremolada*
Atacantes: 9 Samuel Eto’o, 18 David Suazo, 22 Diego Milito, 45 Mario Balotelli, 49 Mattia Destro*


FIORENTINA (grupo E, com Liverpool, Lyon e Debreceni)
Goleiros:
1 Sébastien Frey, 35 Vlada Avramov e 90 Andrea Seculin
Defensores: 2 Per Kroldrup,3 Dario Dainelli, 5 Alessandro Gamberini, 6 Juan Vargas, 14 Cesare Natali, 23 Manuel Pasqual, 25 Gianluca Comotto, 29 Lorenzo De Silvestri, 41 Ramzi Aya*, 42 Andrea Bagnai*, 43 Samuele Bettoni*, 44 Michele Camporese*, 48 Federico Masi*
Meio-campistas: 4 Marco Donadel, 15 Cristiano Zanetti, 18 Riccardo Montolivo, 19 Massimo Gobbi, 20 Martin Jorgensen, 24 Mario Santana, 32 Marco Marchionni, 45 Federico Carraro*, 47 Giacomo Lepri*,
Atacantes: 8 Stevan Jovetić, 9 José Ignacio Castillo, 10 Adrian Mutu, 11 Alberto Gilardino, 46 Pietro Iemmello*

* Jogadores inscritos nas listas B, só entram em caso de corte nos principais jogadores.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, juventus, liga dos campeões, milan Tags: , ,
14/09/2009 - 11:14

A terceira rodada

As breves linhas por jogo, sem perda de tempo:

Lazio 0 x 2 Juventus
Jogo mais fraco do que se esperava e resultado achado pela Juve, com um gol do lateral-direito estreante Cáceres abrindo o placar. Grosso também estreou na outra lateral, a esquerda, e ambos mostraram que devem ser os titulares do time. Diego voltou a se machucar, ficará 15 dias fora e agora só nos resta torcer que isso não vire uma rotina — conhecemos os departamentos médicos dos clubes italianos… Contra o Bordeaux, pela Liga, Del Piero também não terá condições de atuar. Giovinco deve ser titular e, pelo que mostrou contra a Lazio (que, aliás, teve um gol mal anulado quando o jogo estava 0 x 0), pode ser bem útil.

Livorno 0 x 0 Milan
O goleiro Storari, do Milan, talvez tenha sido o melhor em campo na equipe de Leonardo — e isso quer dizer muito. O time melhorou quando Pirlo entrou no lugar de Ronaldinho Gaúcho, com a função de armar as jogadas (a exemplo do que fez bem na seleção italiana; leia coluna no post de baixo). Uma bola no travessão em cobrança de falta de Pirlo foi o que de mais perigoso aconteceu no jogo. De mais curioso, houve o nome escrito errado na camisa do melhor jogador do Livorno: Candreva, rebatizado de “Cadreva” em seu equivocado uniforme.

Inter 2 x 0 Parma
Eto’o fez como Ibrahimovic: quando a Inter tinha sérias dificuldades de chegar ao gol adversário, resolveu. Achou um golaço de fora da área para abrir o placar, que mais tarde seria amplicado com o argentino Milito, após ótimo cruzamento de Balotelli. Vale registrar a ‘dunganização’ de Maicon: depois de um período de convivência com o técnico da seleção, o lateral, no melhor estilo do chefe, irritou-se com um princípio de vaias para Milito — após passe errado do argentino — e não perdoou a torcida: virou-se em direção aos torcedores e, irritadíssimo, bradou em português bem claro: “Não vaia, não! Bate palma pro cara, c…! Vai tomar no c…!” A imagem, por sorte sem tradução, ganhou destaque nos programas de TV do domingo à noite. 

Eis o gol de Eto’o (além de seu nome, entendi a palavra ‘calcio’ na narração):

E aqui, o chilique de Maicon:

Siena 1 x 2 Roma
Apesar de sua incompreensível (e covarde) escalação logo na estréia, o técnico Claudio Ranieri conseguiu deixar Siena com uma injusta vitória de virada. O resultado (e o melhor jogo), porém, só veio depois que o treinador colocou em campo Vucinic, para fazer companhia a um até então isolado Totti no ataque, e Riise, para dar mais força ofensiva pela esquerda, onde inicialmente havia escalado o zagueiro Burdisso. De Rossi, que chorou e foi muito abraçado pelos colegas depois do apito final, mostrou bem como estão os nervos dos jogadores romanistas. Vale registro o golaço de Maccarone para o Siena, depois do baile sobre Mexès.

Atalanta 0 x 1 Sampdoria
Vão anotando. Cassano, de novo, criou praticamente todas as jogadas do time de Gênova. Incluindo o lance do gol, em que driblou dois adversários (um deles com um toque por baixo das pernas) e chamou a marcação de nada menos que cinco (!) adversários antes de tocar para Mannini marcar, no segundo tempo, quando a Samp já tinha um jogador a menos em campo — Tissone foi expulso. O empate, contudo, só não veio porque a trave, por duas vezes, ajudou a equipe genovesa.

Palermo 1 x 1 Bari
Após longo tempo longe do time, afastado por lesão, Budan voltou a marcar, nos acréscimos, garantindo o (mau) empate pros donos  da casa. Antes, Miccoli já tinha criado uma série de chances para a equipe de Zenga empatar, mas sem conseguir superar o goleiro belga Gillet.

Bologna 0 x 2 Chievo
No jogo que parecia ser uma espécie de “decisão antecipada contra o rebaixamento”, os visitantes levaram a melhor com justiça. Dominaram praticamente todo o jogo, com exceção dos minutos finais. Di Vaio, estrela do Bologna, jogou, mas ainda não está em forma. E outra opção de gols era Zalayeta….

Udinese 4 x 2 Catania
Di Natale, para mim o segundo melhor atacante italiano do momento, marcou 3 gols (um deles num pênalti inexistente) e chegou a 6 na liderança isolada da artilharia do Campeonato Italiano. O golaço do dia, contudo, foi justamente o outro da Udinese, marcado por Floro Flores.

Fiorentina 1 x 0 Cagliari
Não sei exatamente o que isso indica, mas a Fiorentina não poupou ninguém visando o jogo de quarta-feira, contra o Lyon, pela Liga dos Campeões. E foi justamente por não ter poupado seu principal jogador, Gilardino, que o time de Florença chegou à vitória em um estádio apenas parcialmente tomado (coisa rara na cidade): o atacante marcou o gol da vitória, após (outra) bela jogada de Vargas pela esquerda.  O presidente Della Valle, especula-se que temendo críticas da torcida florentina, não deu as caras no Artemio Franchi.

Genoa 4 x 1 Napoli
Apesar da arbitragem contestada, a  briga entre dois dos candidatos a vaga na Liga dos Campeões foi o melhor jogo da rodada — e o placar, é preciso dizer, foi exagerado pelo primeiro tempo que fez o Napoli. As novidades do time de Gênova para a temporada continuam mandando bem: depois de Moretti e Zapater, agora foi a vez de Palacio, ex-Boca Juniors, fazer boa partida ao lado de Crespo, que marcou seu primeiro gol pelo time. Kharja, outra novidade, entrou e também marcou o seu, de pênalti. Mas o golaço do dia foi de Mesto. Hoje, este Genoa pode ser apontado como um favorito para chegar à Liga de 2010-11.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma, vídeos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
19/08/2009 - 15:51

Thiago Motta, um italiano


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“Meio-campista completo, pura classe, personalidade indiscutível e uma extraordinária temporada passada jogando pelo Genoa”. 

Parece um pouco de exagero, mas se depender da descrição na abertura da entrevista publicada ontem pela Gazzetta dello Sport, o brasileiro Thiago Motta, um dos reforços da Inter de Milão para a próxima temporada, tem todos os motivos para acreditar numa futura convocação para a seleção italiana — que ele disse preferir em relação à seleção brasileira, como foi discretamente divulgado ontem, aqui no Brasil.

Digo “discretamente” porque a nota da agência Efe que serviu de base para as notícias dos portais, ontem, e jornais brasileiros, nesta quarta-feira, deixou de lado partes interessantes da entrevista.

Como a paixão que Thiago Motta diz ter pelo Palmeiras (alguém sabia? informam-me que ele já havia dito), a necessidade de mostrar que ele tem mesmo “sangue italiano” (na linha César Cielo) e a gafe que a Gazzetta cometeu (mas não omitiu) ao confundir o Juventus com o Juventude.  Por isso, reproduzo abaixo alguns trechos da entrevista:

Avô paterno de Polesella (província de Rovigo), domingos de macarronada em casa, grande paixão pelo Palmeiras (time fundado por italianos em 1914) e Roberto Baggio como ídolo…
Sim. Ainda que breve, esta foi a Itália da minha infância, vivida em São Paulo.

Você está fazendo campanha pela sua convocação?
Tenho sangue italiano, me sinto italiano e peço somente para ser considerado na corrida por uma vaga na Azzurra: o passaporte eu sempre tive, antes mesmo de vir morar na Europa, e portanto não se pode usar certos argumentos contra minha convocação. Quero ganhar essa vaga naturalmente, no campo. Não estou pedindo presentes a ninguém.

Mas se amanhã Marcelo Lippi e Dunga oferecessem uma vaga nas suas respectivas seleções, qual você escolheria?
Hoje eu escolheria a Itália. O Brasil sempre me teve à disposição, joguei em várias seleções de base, da sub-17 à sub-23, mas nunca pensaram em mim para fazer parte da seleção principal.

Você sonhava jogar no Palmeiras?
Sim, joguei lá por apenas um mês, mas depois tive que mudar de clube porque para chegar aos treinos pegar dois ônibus e um metrô não eram suficientes.

Por isso passou para o Juventude?
Não. Para o Juventus. Como a Juventus italiana, mas com as cores do Torino.

Está claro que Thiago Motta aprendeu com o recente episódio do atacante Amauri, que, embora não tenha sido descartado pelo técnico Marcelo Lippi, hoje sofre rejeição no grupo da seleção italiana por ter “esperado o Brasil” antes de se dizer disposto a jogar pela Azzurra.

Nesse sentido, agindo espertamente ou não (afinal, suas chances na seleção brasileira são pequenas), Thiago Motta sai à frente de Amauri, porque nenhum italiano poderá contestar sua “italianidade”.  Motta também sai à frente por já ter um passaporte disponível e contar, hoje, com a generosidade da imprensa italiana com seu futebol.

Dessa forma, seu principal entrave para jogar a próxima Copa do Mundo com a camisa azul é provavelmente a grande quantidade de bons meio-campistas que a Itália tem. Nada que um grande campeonato pela Inter não possa superar…

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, imprensa, inter Tags: , , ,
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