Já vi muita camisa de time pequeno inspirada em camisa de time famoso. Escudos, então… não devem existir mais que cinco ou seis formas-padrão; aí, sobre estas formas, mudam as cores, as letras e as datas.
Agora, hino plagiado, confesso, eu ainda não conhecia. A palavra plágio, aliás, é até sutil demais para o que o tal do Futebol Clube do Crato, campeão distrital 2007-08 de algum distrito português (clique aqui para conhecê-los a fundo!), fez com o hino da Roma.
Eu não achei (pasmem!) o hino do Futebol Clube do Crato no Youtube. Mas vocês podem conferir sua letra e música inteirinhas clicando aqui. Não sem antes, só pra relembrar, ouvir o hino da Roma no vídeo abaixo.
Grazie ao Renan Rodrigues pela dica. E em breve, que sabe com a classificação da Udinese na Uefa, a gente volta pro futebol propriamente dito. Ou não.
10 horas do domingão e deveríamos estar todos acordando para assistir à rodada do Italiano. Mas, como o campeonato acabou, nessa hora eu continuo dormindo e faço aqui minha parte deixando um modesto post agendado. Serve?
Depois dos hinos de Inter, Milan, Roma e Juventus, chegou a vez do hino da Lazio o último dos pedidos que recebi para a nossa seção hinos. E agora? Qual o próximo?
PS: o agendamento, claro, não funcionou (ingênuo eu…). Por isso a publicação com uma horinha e pouco de atraso.
Primeiro, justa homenagem, volto a colocar aqui o hino da campeã italiana. Como ainda não há disponível a versão 2008, vamos na de 2007 mesmo — aquela que já postei por aqui em abril, na “seção hinos”. Até porque os protagonistas-cantores são praticamente os mesmos.
Posto isso, vamos a algumas notas curtinhas sobre o tricampeonato interista (o mais “legítimo” e, portanto, o mais comemorado dos três títulos) e sua repercussão:
>> Foi emocionante a emoção (?) de Massimo Moratti quando, logo depois da conquista, ainda no estádio de Parma, a torcida interista cantava: “Un presidente, cè solo un presidente!”. O Mino Carta não gosta, porque Moratti é da “elite branca italiana” e tal e coisa. Mas eu, sem me aprofundar sobre as preferências políticas de Moratti, vou com a cara do presidente.
>> Mesmo depois da conquista, as apostas da imprensa italiana são por volta de 70% (segundo o DataOddi) na saída do técnico Roberto Mancini, que, dizem, deve treinar um clube inglês.
>> Talvez colabore para isso o seguinte: é quase consenso entre a imprensa italiana que o futebol mais bonito da Itália foi jogado pela Roma de Luciano Spalletti. Mancini, para alguns, não fez mais que a obrigação (e com sofrimento demasiado) com o milionário elenco que tinha em mãos.
>> As notas da Gazzetta dello Sport para os interistas no jogo decisivo foram: Júlio César 6,5, Maicon 6,5, Rivas 6,5, Materazzi 6, Maxwell 6, Vieira 5,5, Zanetti 7, Stankovic 5,5, Balotelli 6, César 5, Ibrahimovic 8, Cruz 5,5 e Roberto Mancini 6,5.
>> Impressionou-me como a imprensa italiana achou normal a invasão do campo de Parma após a vitória da Inter, assim como os 4.321 tapinhas na cabeça e os 1.244 beijinhos que Javier Zanetti recebeu na comemoração, ainda no gramado (mas, verdade seja dita, Zanetti não reclamou).
O capitão Zanetti é erguido por torcedores, depois de levar muitos beijinhos
>> Pelo menos no Domenica Sportiva, programa da RAI, o pessoal já não achou tão normal, na festa feita no estádio San Siro, os torcedores levarem pra casa placas de grama enroladas como tapete — e quebrarem as traves para levar uma “lembrancinha” do tri (e o jogo do título nem foi lá…).
>> Romanistas como De Rossi deixaram o campo de Catania reclamando da “ajuda” que a Inter teria recebido durante o campeonato. E as críticas, que deveriam diminuir com a cabeça mais fria, aumentaram depois que um suposto pênalti não marcado de Júlio César sobre Lucarelli, no jogo de Parma, foi exaustivamente repetido em programas de TV.
>> Consolo: apesar do empate em Catania, cerca de 5 mil torcedores da Roma receberam o time com aplausos no aeroporto romano, depois da partida na Sicília.
Por enquanto, é isso. Num próximo post, aí sim, falaremos dos outros times e faremos um balanço desse bom campeonato.
O dia, cheio de problemas tecnológicos, impediu que este e outros blogs do iG fossem atualizados como deveriam. Este não será mais como deveria, porque ficou um pouco tarde, mas será atualizado.
Aproveitarei a ocasião para atender ao pedido de alguns juventinos que, ao contrário de romanistas, interistas e milanista, ainda não tinham sido contemplados com a divulgação do hino do time na nossa “seção hinos”.
Então lá vai. Como manda a tradição, a preferência é sempre por uma edição com os jogadores cantando, ainda que jogadores antigos — aliás, caras como o Cannavaro, que apareciam também na versão interista, estão se profissionalizando no negócio. Mais abaixo, uma segunda opção.
Reparem que na versão “medley”, cantanda pelos jogadores, até o hoje esquecido dirigente Luciano Moggi, um dos (se não O) “culpados pelo rebaixamento”, dá as caras ao lado de criacinhas. Singelo.
… e amanhã falamos um pouco de mercado. Ou da decisiva rodada de domingo.
Quando disse “agora acabou” no último post não me referia ao blog, juro, só ao Italiano. Peço desculpas pela ausência e recomeço com mais um hino, agora o da Roma, cantado por Antonello Venditti — calma, senhores, a Juve já vem. E amanhã volto pra valer.
Pro Gilson não reclamar do link que não funcionou nos comentários do post do hino da Inter (essa rivalidade à milanesa deixa o pessoal tenso…) vou antecipar aqui o segundo capítulo da “seção hinos” e colocar já a versão do hino milanista cantado pela Laura Pausini. Em seguida, a “épica” versão mais tradicional.
A inspiração veio do comentário do sempre presente Raí, que, eufórico, colocou o hino da Fiorentina em um comentário após a vitória sobre o Ajax na Copa da Uefa. Fui procurar o hino no Youtube, até encontrei, mas, confesso, acho que vocês não se divertiriam muito se eu o colocasse aqui.
Fui então atrás de outros hinos, para iniciar uma série de posts sobre o tema. Entre os mais divertidos, encontrei duas versões do hino interista cantadas pelos próprios jogadores do time. Uma mais antiga e outra depois do último scudetto. Sempre sob o comando de Javier Zanetti, que, com sua voz meio rouca, bem no estilo Festival de San Remo, caiu no gosto dos italianos — está prestes a gravar uma música do Eros Ramazzotti, não me lembro bem com qual finalidade.
Neste primeiro vídeo, o mais recente, vale prestar atenção na participação do nosso Júlio César, que, ao contrário de Zanetti e dos demais argentinos, como cantor é um ótimo goleiro. Particularmente, gosto mais da edição do segundo vídeo, mais antigo, com participações de, entre outros, Cannavaro, Recoba, Vieri, Oba Oba Martins…
É editor de esportes do iG, para onde voltou em 2007, depois de seis anos na revista Placar. Num destes anos, morando em Roma, aprendeu a fazer spaghetti alla carbonara e viu crescer a paixão pelo calcio que herdou do nonno Léo. No Twitter, é @gianoddi.