Primeiro, justa homenagem, volto a colocar aqui o hino da campeã italiana. Como ainda não há disponível a versão 2008, vamos na de 2007 mesmo — aquela que já postei por aqui em abril, na “seção hinos”. Até porque os protagonistas-cantores são praticamente os mesmos.
Posto isso, vamos a algumas notas curtinhas sobre o tricampeonato interista (o mais “legítimo” e, portanto, o mais comemorado dos três títulos) e sua repercussão:
>> Foi emocionante a emoção (?) de Massimo Moratti quando, logo depois da conquista, ainda no estádio de Parma, a torcida interista cantava: “Un presidente, cè solo un presidente!”. O Mino Carta não gosta, porque Moratti é da “elite branca italiana” e tal e coisa. Mas eu, sem me aprofundar sobre as preferências políticas de Moratti, vou com a cara do presidente.
>> Mesmo depois da conquista, as apostas da imprensa italiana são por volta de 70% (segundo o DataOddi) na saída do técnico Roberto Mancini, que, dizem, deve treinar um clube inglês.
>> Talvez colabore para isso o seguinte: é quase consenso entre a imprensa italiana que o futebol mais bonito da Itália foi jogado pela Roma de Luciano Spalletti. Mancini, para alguns, não fez mais que a obrigação (e com sofrimento demasiado) com o milionário elenco que tinha em mãos.
>> As notas da Gazzetta dello Sport para os interistas no jogo decisivo foram: Júlio César 6,5, Maicon 6,5, Rivas 6,5, Materazzi 6, Maxwell 6, Vieira 5,5, Zanetti 7, Stankovic 5,5, Balotelli 6, César 5, Ibrahimovic 8, Cruz 5,5 e Roberto Mancini 6,5.
>> Impressionou-me como a imprensa italiana achou normal a invasão do campo de Parma após a vitória da Inter, assim como os 4.321 tapinhas na cabeça e os 1.244 beijinhos que Javier Zanetti recebeu na comemoração, ainda no gramado (mas, verdade seja dita, Zanetti não reclamou).

O capitão Zanetti é erguido por torcedores, depois de levar muitos beijinhos
>> Pelo menos no Domenica Sportiva, programa da RAI, o pessoal já não achou tão normal, na festa feita no estádio San Siro, os torcedores levarem pra casa placas de grama enroladas como tapete — e quebrarem as traves para levar uma “lembrancinha” do tri (e o jogo do título nem foi lá…).
>> Romanistas como De Rossi deixaram o campo de Catania reclamando da “ajuda” que a Inter teria recebido durante o campeonato. E as críticas, que deveriam diminuir com a cabeça mais fria, aumentaram depois que um suposto pênalti não marcado de Júlio César sobre Lucarelli, no jogo de Parma, foi exaustivamente repetido em programas de TV.
>> Consolo: apesar do empate em Catania, cerca de 5 mil torcedores da Roma receberam o time com aplausos no aeroporto romano, depois da partida na Sicília.
Por enquanto, é isso. Num próximo post, aí sim, falaremos dos outros times e faremos um balanço desse bom campeonato.