Arquivo da Categoria azzurra
16/10/2009 - 10:24
Para encerrar o tema Azzura e voltar ao Italiano, a coluninha de hoje do jornal Placar.

Marcelo Lippi, técnico da seleção italiana, achou vergonhosas as vaias, os gritos de “vão trabalhar” e os pedidos de convocação de Antonio Cassano que foi obrigado a escutar quarta-feira, em Parma, onde seu time perdia por 2 x 0 para o Chipre, pelas Eliminatórias da Copa. A Itália, já garantida no Mundial, entrou em campo cheia de reservas e só virou o jogo quando Gilardino marcou três gols nos 15 minutos finais. Lippi explicou: queria dar chance a todos os jogadores do seu grupo — que, ninguém nega, é uma união só. Mas apenas a união, nesse caso, não tem feito a força. Tanto que a virada italiana ocorreu depois que o técnico substituiu três de seus reservas por De Rossi, Camoranesi e Di Natale.
Após a partida, o jornal La Gazzetta dello Sport definiu a seleção como “cada vez mais ‘lippiana’: unida, orgulhosa, mas feinha”. O técnico, por sua vez, não escondeu a irritação: “Conseguimos a classificação antecipadamente, somos os campeões do mundo, jogamos um jogo que não vale nada com um time todo mudado e, em vez de apoiar, a torcida nos manda trabalhar? No fim, é fácil gritar Itália. Os garotos merecem mais respeito. Estou irritado como um animal!”. Historicamente, esse clima de desconfiança, contestação e irritação é positivo para a Azzurra. E, em 2010, se Lippi continuar abrindo mão de seus melhores jogadores, terá que voltar fazer a diferença.
Subs e subs
A Itália, que também abriu mão de seus melhores jogadores sub-20 no Mundial da categoria, resolveu escalá-los no último jogo das Eliminatórias do Europeu sub-21. Porém, mesmo com nomes como Balotelli e Macheda em campo, o time só empatou com a Bósnia e vive situação complicada para ir à fase final.
Que fases
Juventus x Fiorentina e Genoa x Internazionale são, pelo menos do ponto de vista da tabela, as duas grandes partidas da 8ª rodada do Campeonato Italiano, que acontece neste fim de semana. Mais um reflexo das melancólicas fases que vivem Milan e Roma, que se enfrentam no estádio San Siro, em Milão.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, técnicos
Tags: críticas, eliminatórias, itália x chipre, marcelo lippi, seleção italiana
14/10/2009 - 17:13
Itália 3 x 2 Chipre. O jogo deveria servir para reservas como Santon, Gamberini, Bocchetti, Pepe, Rossi e D’Agostino ficarem mais perto de garantir uma vaga no grupo que disputará a Copa do Mundo pela Itália. Pois não ficaram.
Foi Gilardino (foto Getty), o homem que já havia garantido a vaga para o Mundial no jogo anterior, contra a Irlanda, a carimbar seu passaporte para a África do Sul: marcou, em 15 minutos, os três gols da virada sobre os cipriotas, que venciam por 2 x 0 até os 33 minutos do segundo tempo.
Foi feio, bem feio, mesmo já classificada para a Copa, a Itália sair perdendo por 2 x 0 para o Chipre, jogando em casa. Perdia com o time cheio de reservas? Beleza. Mas, como eu já disse, esperava-se que os tais reservas pudessem, também, mostrar serviço e convencer Lippi de que devem ir à Copa.
Não mostraram. E não só porque perdiam o jogo contra um adversário bem mais fraco — o que acontece —, mas porque perdiam com justiça. Os três gols de Gilardino, aliás, só saíram depois que Pepe, Rossi e D’Agostino foram substituídos por Di Natale, Camoranesi e De Rossi.
Portanto, se o grupo de titulares da seleção italiana é praticamente “imexível”, para relembrar o saudoso (?) ministro Magri, o de reservas não deveria sê-lo.
E então, quem sabe, depois do semi-tropeço desta quarta-feira, Lippi não decida modificá-lo, garantindo o espaço que, aqueles que gostam de bom futebol sabem, deve ser de Francesco Totti e, eu não quero perder as esperanças (mas deveria), de Antonio Cassano.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo
Tags: cassano, copa 2010, grupo aberto, marcelo lippi, reservas, totti
13/10/2009 - 20:08

Não foi uma campanha brilhante. As exibições também não foram para o técnico Marcelo Lippi dar piruetas, como fez no treino de hoje. Mas a Itália está classificada para defender seu título mundial na Copa do Mundo da África do sul, no ano quem vem.
O jogo contra o Chipre, nesta quarta, em Parma, não vale para nada. Tanto que Lippi prometeu escalar um time recheado de reservas, só para premiar e unir todo o grupo — e isso, façamos justiça, é algo que ele sabe fazer.
Até pela obsessão que tem com “o grupo”, é normal imaginar que serão poucas, se não inexistentes, as mudanças que o treinador fará no elenco da Azzurra para a disputa da Mundial sul-africano.
Dos 23 nomes que chamará para a Copa, me parece que Lippi precisa oficializar apenas mais 11 — e entre eles, os de dois goleiros, Marchetti e De Sanctis, são quase certos. Faltará, portanto, escolher 9 jogadores. Muito provavelmente, 4 defensores, 2 meio-campistas e 3 atacantes.
Na defesa, quatro dos cinco entre Santon, Bocchetti, Gamberini, Legrotaglie e Criscito parece ter amplo favoritismo sobre rivais que hoje correm bem por fora.
No meio, uma recuperação física de Aquilani poderia significar chances menores para Montolivo, Palombo e D’Agostino, todos jogadores hoje bem cotados com Lippi (embora um deles deva ficar fora de qualquer jeito, mesmo sem Aquilani na lista).
E no ataque é que está a esperança de que a Azzurra possa se apresentar com um pouco mais de qualidade técnica do que tem mostrado. Não, nada de Cassano, pois suas chances parecem a cada dia menores. É que, hoje, Lippi deu a entender que são boas as chances de vir a chamar Francesco Totti. E, como a disputa no ataque ainda é a mais aberta, as possibilidades de o camisa 10 da seleção campeã mundial voltar a ser convocado, agora para jogar mais adiantado, são realmente consideráveis.
Veja a lista com os jogadores garantidos, aqueles que têm boas chances e aqueles que correm por fora (em alguns casos, beeeem por fora):
GOLEIROS (3 vagas)
Garantido: Buffon
Boas chances: Marchetti e De Sanctis
Corre por fora: Amelia
DEFENSORES (8 vagas)
Garantidos: Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso
Boas chances: Santon, Bocchetti, Legrottaglie, Gamberini e Criscito
Correm por fora: Motta, Materazzi, Dossena e Bonera
MEIO-CAMPISTAS (7 vagas)
Garantidos: Camoranesi, De Rossi, Pirlo, Gattuso e Marchisio
Boas chances: Montolivo, Palombo, D’Agostino e Aquilani
Correm por fora: Marchioni e Brighi
ATACANTES (5 vagas)
Garantidos: Gilardino e Iaquinta
Boas chances: Quagliarella, Di Natale, Pepe, Rossi, Pazzini e Totti
Correm por fora: Amauri, Cassano
Consideremos todos os jogadores acima disponíveis. Num exercício de imaginação, ou melhor dizendo, de diversão, eu montaria a minha seleção italiana com: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso; Camoranesi, De Rossi e Marchisio; Pirlo; Totti e Cassano. Mas esta, a gente sabe, é uma seleção impossível de vermos em campo em 2010.
E a sua seleção ideal, qual seria?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra
Tags: a lista dos 23, cassano, convocação, copa 2010, marcelo lippi, totti
06/10/2009 - 10:56

Este é o Mustacchio, não o Mazzarani
O anúncio da Olimpíada no Rio já foi, assim como o plantão do fim de semana. Com eles, passaram também a última rodada do Italiano e nada menos que cinco dias sem posts, pelos quais, se não perceberam, estou me justificando. Mas, se ficou tarde para tratar da rodada do Italiano, podemos tratar brevemente das duas seleções italianas.
A sub-20 surpreendeu o mundo ao eliminar a favoritíssima Espanha, com uma vitória por 3 x 1, nas oitavas-de-final do Mundial da categoria. De novo, brilhou o goleiro Fiorillo — que pegou um pênalti quando a partida estava 2 x 1.
Mas brilharam ainda mais o meia Andrea Mazzarani, do Crotone (mas que pertence à Udinese), e o atacante Mattia Mustacchio, do Ancona (mas que pertence à Sampdoria). Dois nomes que não eram apontados, no início do torneio, como possíveis estrelas do futuro italiano.
Mas que depois de ontem passam a integrar, pelo menos, a lista de candidatos a tal. A conferir o próximo capítulo em jogo contra a Hungria ou a República Tcheca, que se enfrentam hoje para definir quem pega a Itália nas quartas.
Já na seleção principal, um dia depois de Marcelo Lippi anunciar seus convocados para enfrentar a Irlanda em jogo decisivo que ocorre neste sábado, pelas Eliminatórias da Copa (um empate basta para assegurar a vaga), Cassano deu uma sábia declaração: “Tenho a sensação de que, quanto mais se fala da minha convocação, menores são minhas chances de ser convocado”.
Hoje, em sua coletiva de imprensa sobre o que considera “a semana mais importantes dois últmos dois anos da seleção”, Lippi respondeu da seguinte maneira sobre a enésima pergunta a respeito de Cassano: “Chega, vocês já me encheram com essa história!”.
A resposta de Lippi dá a entender que Cassano tem razão na sua declaração. E a convocação, que reproduzo abaixo, que o atacante da Sampdoria não deve mesmo fazer parte do grupo na Copa de 2010. Uma pena.
GOLEIROS: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli) e Marchetti (Cagliari)
DEFENSORES: Cannavaro (Juventus), Chiellini (Juventus), Bocchetti (Genoa), Gamberini (Fiorentina), Grosso (Juventus), Legrottaglie (Juventus), Santon (Inter) e Zambrotta (Milan)
MEIO-CAMPISTAS: Camoranesi (Juventus), D’Agostino (Udinese), De Rossi (Roma), Gattuso (Milan), Marchisio (Juventus), Palombo (Sampdoria), Pepe (Udinese) e Pirlo (Milan)
ATACANTES: Di Natale (Udinese), Gilardino (Fiorentina), Iaquinta (Juventus), Quagliarella (Napoli) e Rossi (Villarreal).
Olhando a lista de convocados acima, e lembrando que Cannavaro está suspenso, pergunto: que time deve jogar contra a Irlanda?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, jogadores
Tags: andrea mazzarani, cassano, copa 2010, irlanda x itália, marcelo lippi, mattia mustacchio, mundial sub-20
11/09/2009 - 10:27
Aí vai a coluninha desta sexta do Jornal Placar.

Dunga já votou em Pirlo na eleição de melhor do mundo, mas foi cruel em uma recente conversa revelada pelo colunista da Placar Milton Neves: “O Pirlo acabou. Já votei muito nele nestas pesquisas que sempre chegam, mas hoje ele não marca, ataca ou lidera. Joga com o nome”, disse o técnico da seleção brasileira.
Dunga está enganado. Ao derrotar a Bulgária por 2 x 0 na última quarta-feira, um raro jogo decente da seleção italiana nos últimos tempos, o time teve Pirlo como seu principal homem de criação. Ele deu um lindo passe para o primeiro gol, marcado por Grosso, e foi um dos melhores em campo — como, aliás, já vinha sendo nas partidas em que a Azzurra ia mal.
Mas houve uma diferença do jogo contra a Bulgária em relação aos anteriores: nela, Pirlo não precisou se sacrificar com funções defensivas, correndo atrás dos adversários. Aos 30 anos, o meio-campista do Milan não é mais um garotinho. Se tentar marcar, atacar e liderar, como diz Dunga, talvez não dê mesmo conta.
Liberá-lo de suas atribuições de marcador para deixá-lo justificar o número 10 que ostenta na seleção foi um tiro certeiro de Marcelo Lippi. Um técnico que, por não convocar os jogadores mais criativos do futebol italiano, tinha obrigação de achar uma solução para sua seleção acéfala.
Preparado
O zagueiro Materazzi pediu que a torcida da Inter ignore Ibrahimovic no jogo contra o Barcelona, semana que vem, em Milão. Já o presidente do clube, Massimo Moratti, disse que eventuais vaias “não serão um absurdo”. Não entenda mal: o dirigente não quis estimular os apupos. Mas sabe que eles virão, em alto e bom som.
Os papões
O jornal La Gazzetta dello Sport divulgou a lista dos salários de todos os jogadores da Série A. O recém-chegado Samuel Eto’o é com folgas o mais bem pago: recebe da Inter 10,5 milhões de euros anuais. O Segundo, acredite, É Ronaldinho Gaúcho, com 7,5 milhões. Buffon (Juventus) e Vieira (Inter), com 5,5 milhões, e Totti (Roma), 5,46, completam a lista dos top 5.
E por falar em Placar, recomendo o Guia dos Europeus 2009-2010 da revista, que já está nas bancas de todo o Brasil (e cuja capa você vê aqui ao lado). Não (só) porque escrevi a parte relativa ao Campeonato Italiano, mas porque a revista está mesmo bem legal.
Aproveito para deixar aqui os meus palpites para campeões dos principais campeonatos da Europa, publicados na última página: Espanhol, Barcelona; Inglês, Chelsea; Italiano, Inter; Alemão, Hamburgo; Francês, Bordeaux; Português, Benfica; e Liga dos Campeões, Real Madrid.
E os seus palpites, quais são?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, imprensa, jogadores
Tags: eto'o, guia dos europeus, ibrahimovic, jornal placar, maiores salários, marcelo lippi, pirlo
09/09/2009 - 19:54

Finalmente, a seleção de Marcelo Lippi voltou a fazer uma partida decente: 2 x 0 sobre a Bulgária, em Turim. Uma breve análise do jogo, por tópicos:
>> A chance de defender o título na Copa da África, agora, está garantida. Um empate contra a Irlanda na próxima rodada, em Dublin, assegura a vaga matematicamente. Mas mesmo que isso não aconteça, bastará derrotar o Chipre, em casa. Daí a garantia…
>> Se Pirlo já era o principal armador do time atuando como volante, fez bem Lippi ao “oficializá-lo” nesta função, a de criador — até porque Totti ficou em casa. Assim, Pirlo, que não é mais um garotinho, poupa suas forças deixando a marcação por conta de jovens como De Rossi e Marchisio.
>> O primeiro gol, feito por Grosso após belo passe de Pirlo, foi um replay daquele gol mal anulado contra a seleção brasileira, logo no primeiro minuto de jogo, em um amistoso em Londres no ano passado. Lembram? Aliás, desse Grosso da seleção (que é bem diferente do dos clubes) é difícil abrir mão.
>> Tudo bem, Iaquinta marcou o seu (e depois de uma linda tabela com Gilardino). Mas o ataque da seleção italiana continua deixando a desejar: dos 13 gols nas Eliminatórias, apenas 5 foram marcados pelos atacantes. Não que eu queira, com isso, pedir Cassano. Longe de mim. Até porque o forte dele não é fazer gols, mas criar suas jogadas, né?
>> A defesa, outrora grande trunfo da Azzurra, de novo deu muito espaço (e chances) para os adversários. E, de novo, Buffon resolveu a parada. Contra a Irlanda, vale lembrar, Cannavaro não jogará — levou o amarelo hoje e, portanto, estará suspenso.
>> O que este blog dizia antes da partida volta a repetir agora: não dá pra comparar um meio-campo que tem Marchionni e Palombo (contra a Georgia) com um que conta com De Rossi e Marchisio (hoje, contra a Bulgária).
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo
Tags: grosso, iaquinta, marcelo lippi, marchisio, pirlo
09/09/2009 - 12:27
Vamos deixar claro: o jogo que vale a classificação da Itália para a Copa de 2010 é o que acontece daqui a pouco (15h50), em Turim, contra a Bulgária. Se vencer, a Azzurra abre quatro pontos de vantagem sobre a vice-líder Irlanda, que tem um jogo a mais e por isso folga na rodada.
Com quatro pontos de folga, os italianos poderiam até perder dos irlandeses, na próxima rodada, fora de casa — o que, com o futebol que o time de Lippi vem apresentando, é bem possível.
Em caso de vitória hoje, bastaria uma nova vitória contra o Chipre, jogando em casa, na última rodada, para a Itália garantir a vaga na Copa da África do Sul. E ganhar do Chipre em casa, mesmo para esse timeco do Lippi, é obrigação.
Sobre o jogo de daqui a pouco, o time deve entrar em campo com quatro mudanças em relação à equipe que bateu a Georgia. Na defesa, Grosso no lugar de Criscito; no meio, Marchisio e De Rossi nas vagas de Marchionni e Palombo; e, no ataque, Gilardino na vaga de Rossi.
Pelas duas mudanças no meio-campo, dá pra dizer sem medo de errar, é um time bem melhor.
PS: Se o trabalho de Lippi vem sendo questionado, o mesmo não se pode fazer em relação a Fabio Capello, técnico da seleção inglesa. Como mostra o blog do PVC, o italiano pode hoje, com o melhor desempenho da história de um técnico do English Team, classificar matematicamente sua equipe ao Mundial.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra
Tags: contas, eliminatórias, fabio capello, Itália x Bulgária, marcelo lippi, seleção inglesa
05/09/2009 - 17:01

Foi uma vitória com a cara desta seleção de Marcelo Lippi. Uma vitória sem brilho, sem criação alguma e com dois gols contra – ambos marcados, pelo menos, por um jogador que atua no futebol italiano desde 2001.
Assim como eu, Cassano e Totti deviam estar quase dormindo em seus sofás até os 10 minutos do segundo tempo, quando uma defesa espetacular de Buffon evitou que a Itália levasse o primeiro gol de uma seleção como a Geórgia, com poder ofensivo bem perto do nulo.
A Itália, como de costume nos últimos jogos, vivia exclusivamente dos lançamentos e uma ou outra boa jogada de Pirlo. Mas, quando a ilha de inteligência no meio-campo acertava, Iaquinta e Rossi não conseguiam brilhar o suficiente para levar a Azzurra perto do gol.
Enquanto isso, Marchionni e Palombo, como já era de se esperar, faziam figuração no meio-campo. Participavam do jogo tanto quanto Totti e Cassano, que dormiam em seus sofás.
Mas tinha um Kaladze no meio do caminho. No meio do caminho de um chute de Palombo; um daqueles que em nada dariam. O milanista, capitão da seleção da Georgia, ainda marcaria o segundo, “completando” um cruzamento de Criscito.
A vitória serviu para deixar a Itália mais perto da Copa de 2010. Mas não chegou nem perto de servir para que os italianos passassem a acreditar em sua seleção.
Até porque, quando o zagueiro do Milan (é, Milan…) garantiu a vitória com seus dois gols contra, a maioria dos italianos já devia estar dormindo em seus sofás.
Assim como Totti e Cassano, que não podem ficar fora de uma seleção com a qualidade desta Itália que entrou em campo hoje.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo
Tags: cassano, georgia 0 x 2 itália, kaladze, marcelo lippi, post corneta, totti
04/09/2009 - 10:15
Coluna desta sexta no Jornal Placar:

Em tempos de crise, o futebol italiano caiu na real. É o que mostra o saldo entre quanto os 20 times da Série A gastaram para comprar e quanto receberam por vender jogadores no último mercado. A cifra foi negativa, mas de apenas 13 milhões de euros: foram gastos, no total, 452 milhões, mas entraram no caixa dos clubes nada menos que 439 milhões. O balanço quase neutro, não tantos anos atrás, era algo impensável em um país que se notabilizava por torrar o que fosse preciso para contratar os melhores jogadores do planeta.
Tiveram peso decisivo nesse número o balanço final dos antes gastões clubes de Milão, Inter e Milan, que venderam Ibrahimovic e Kaká por 75 e 67 milhões de euros, respectivamente. A Inter ainda consumiu boa parte do dinheiro amealhado, encerrando o mercado com um saldo de pouco mais de 37 milhões; já o Milan preferiu deixar em seus cofres 55 milhões.
Como a Roma recebeu 20 milhões pela venda de Aquilani ao Liverpool e só gastou 3,5, foi a Juventus, entre os quatro principais times do país na última década, o único a gastar mais do que recebeu. Seu saldo foi de – 37,3 milhões e, destes, 24,5 foram gastos para tirar o meia Diego do Werder Bremen. Um investimento que, a julgar pelas duas primeiras rodadas do Italiano, será muito bem justificado.
***
Ao pedir demissão da Roma, Luciano Spalletti abriu mão dos 7,2 milhões de euros que ainda receberia até o fim do seu contrato, em 2011. Deixou de lado, também, a chance de trabalhar na Série A de 2009-10: na Itália, para evitar o troca-troca de técnicos, um treinador não pode dirigir duas equipes no mesmo campeonato.
***
Após dois ótimos jogos nas duas primeiras rodadas da Série A, cresceu o clamor pela convocação do atacante Cassano, da Sampdoria, para a seleção italiana. Em enquete promovida pelo site do jornal La Gazzetta dello Sport, 86% dos leitores disseram discordar da opção do técnico Marcelo Lippi de não convocá-lo.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, campeonato italiano, jogadores
Tags: balanço financeiro, cassano, contas, Diego, jornal placar, luciano spalletti
01/09/2009 - 10:32
Mal chegou para dar início aos trabalhos com a seleção italiana, Marcelo Lippi já teve que dar explicações sobre… a ausência de Cassano na lista de convocados, claro. Disse o seguinte:
“Não tenho absolutamente nada conta ele. Ele é um ótimo profissional e um bom garoto. Respeito as opiniões de todos e as sondagens sobre quem deve jogar na seleção. Mas seria bom que os outros também respeitassem a minha opinião”.
Aí fica difícil respeitar: o único argumento que Lippi poderia usar para não convocar Cassano é o de que o atacante da Sampdoria não é um bom profissional, embora seja tecnicamente estupendo. Mas, a partir do momento em que Lippi chama Cassano de “um ótimo profissional”, é duro engolir sua não convocação.
E o técnico Luciano Spalletti pediu o boné. Vai deixar a Roma, depois de duas derrotas nas duas primeiras rodadas do Italiano, contra Genoa (fora de casa) e Juventus (em casa).
Se a demissão tivesse partido da Roma, seria passível de críticas. Nenhum clube decente demite um técnico depois de apenas duas rodadas do campeonato (e jogos contra dois dos seis times mais fortes do torneio). Mas não foi o caso: Spalletti pediu para sair, e a Roma nada pôde fazer.
O melhor caminho para a Roma seria investir em um dos novos e promissores técnicos do futebol italiano. Mas, mesmo que quisesse, ela não conseguiria fazê-lo, porque na Itália um técnico não pode dirigir dois times no mesmo campeonato. Aliás, mesmo que isso fosse possível, dificilmente um treinador escolheria abandonar sua equipe na segunda rodada do campeonato — por lá, ao contrário daqui, o cara que faz isso se queima com Deus e o mundo.
Essa regra, eu até discutia com o PVC na ESPN outro dia (e ele discordava do que vou dizer), tem também seu lado cruel: Luciano Spalletti, por exemplo, só poderá trabalhar no exterior. E o mesmo valeria caso ele tivesse sido demitido pela Roma. Será que no Brasil uma regra dessas seria positiva?
Diante das opções que tem, a Roma deve anunciar Claudio Ranieri nas próximas horas. Um técnico que, convenhamos, não lhe permite sonhar muito alto.
PS: No post de baixo fiquei devendo a análise dos grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Mas vou deixar para quando tiver o gancho do começo dos torneios, fechado?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, roma
Tags: cassano, luciano spalletti, marcelo lippi
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