De volta, com Kaká
Eu voltei, agora pra ficar. Eu voltei, porque aqui é o meu lugar…
Foram 15 dias de ausência “forçada”, pela qual peço desculpas, mas enfim o novo iG Esporte está no ar. Embora carecendo de alguns ajustes, totalmente renovado, com cara e conteúdo novos, incluindo as fichas sempre atualizadas de todos os jogadores do Brasileirão. Confiram, porque é essa minha “desculpa” pela longa ausência.
Na estréia do site, para quem não viu, publicamos uma entrevista exclusiva com Kaká, que fiz ao lado de Ricardo Kotscho.
Foto: Flávio Torres

Kaká, em entrevista exclusiva ao iG Esporte
Na entrevista, como não poderia deixar de ser, Kaká falou muito sobre a Itália e o futebol italiano, e são alguns desses trechos, que acabaram repercutindo na Gazzetta dello Sport, que repoduzo abaixo. Se preferir ler a entrevista na íntegra, clique aqui.
Algumas das frases:
“Hoje eu já sou um referencial importante no Milan. Mas me tornar o capitão, esse é meu próximo objetivo. E se eu continuar minha carreira na Itália, continuar no Milan, gostaria de no final fazer alguma coisa vinculada ao clube.”
“Acho que o Milan precisa mesmo de uma renovação, e todas as vezes que me perguntam eu falo isso lá dentro. Porque o que aprendi lá no Milan foi que é preciso passar a mentalidade vencedora dos jogadores mais experientes para os mais jovens. Você não sabe até quando o Maldini vai jogar, até quando o Seedorf vai jogar… Então, você aproveitar e tirar o máximo desses jogadores é interessante. Eu aprendi com eles. A receita é mesclar, e todo mundo lá tem essa consciência. Eles acham que perderam um pouco o tempo de começar a renovação desse grupo.”
“Desde que saiu o Shevchenko do Milan, a gente começou a jogar comigo um pouco mais adiantado: 4-4-1-1. Eu era esse penúltimo. Aí comecei a jogar daquela maneira, o time começou a ir bem. Eu não gostava, tinha que jogar de costas pro gol, não tinha essa referência”
“Eu falei para ele (Carlo Ancelotti): ‘Pô, eu tenho que ficar jogando de costas pro gol. Eu não gosto de jogar de costas pro gol, já falei isso!’. Aí ele respondeu ‘Eu não te mandei jogar ali’, e eu respondi: ‘Bom, mas querendo ou não estão me empurrando para jogar naquela posição ali’. Mas hoje eu já me adaptei. A situação é diferente.”
“Eu amo a Itália. Gosto muito, e hoje sou um italiano também. Peguei a cidadania da minha esposa e não sou mais um extra-comunitário dentro da Itália. Então meu filho vai ter essa possibilidade de ter essa dupla cidadania. Virá para o Brasil toda vez que a gente vier, mas vai crescer na Itália. Ele já tem nome italiano (risos).”
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, entrevistas, imprensa, jogadores, milan Tags: kaká
Quem acompanha a carreira de Kaká sabe de sua preferência pela posição de quarto homem, mais ou menos encaixado na ponta ofensiva de um losango de meio-campo. Mas foi justamente como o primeiro 1 do 4-4-1-1 que ele se tornou o melhor do mundo. Nessa posição, ele passou a ter mais espaço, principalmente nos contra-ataques. Mais recuado ele não tinha como usar sua velocidade com freqüência e ainda sofria mais com a marcação. Vamos ver como Ancelotti vai utilizá-lo na próxima temporada.
Legal vê-lo falar daquela discussão com o Ancelotti!!! Eu vi a cena, mas não sabia o motivo da briga….