05/02/2010 - 10:45
Esclareço desde já: não tenho simpatia política pelo primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi. Pelo contrário. Mas é inegável que, como dono do Milan, Berlusconi é daqueles dirigentes que dão ao noticiário esportivo, muitas vezes monótono e cheio de clichês, um tempero especial — assim como José Mourinho na categoria dos técnicos. Ao contrário da justiça desportiva italiana, Berlusconi não achou ruim quando o zagueiro Materazzi comemorou a vitória da Inter sobre o Milan usando uma máscara de… Berlusconi! O cartola é indiscutivelmente querido por seus jogadores pela maneira informal como os trata. Até na hora de dar declarações sobre o clube, o político-dirigente não é de embromar. Disse sobre a recente contratação do brasileiro Mancini, ex-Internazionale: “Não entendi sua contratação. É mais um meio-campista, quando precisávamos de alguém que finalizasse. O Mancini está parado há dois anos! Não concordo com sua contratação e já falei ao [Adriano] Galliani [vice-presidente do Milan]“. O caso parece exagerado — um erro, até. Mas, num time vencedor como o Milan, mostra que dirigentes nem sempre precisam se esconder atrás de dissimulações e mentiras para ter sucesso. No caso específico de Berlusconi, talvez o futebol funcione para dar vazão aos seus arroubos de sinceridade: nos estádios, eles são bem menos nocivos do que em um parlamento.
* E o prestígio do brasileiro Mancini não é mesmo dos maiores na Itália atualmente. Sobre a transferência de seu ex-jogador, o técnico da Inter, José Mourinho, disse o seguinte, com um sorriso irônico no rosto: “Estou muito muito muito satisfeito que Mancini tenha ido ao Milan”.
* Não há por que duvidar do Corriere della Sera, o jornal mais importante da Itália, quando ele informa que Ronaldinho Gaúcho fez festa em um hotel às vésperas do derby contra a Inter. Mas é curioso como as tais festas tinham cessado apenas quando o Milan estava vencendo, não?
* Aliás, no momento em que as notícias no Milan voltam a ser as festas de Ronaldinho, Buffon diz que o objetivo da Juventus é chegar à Liga dos Campeões, e Ranieri afirma que não pretende iludir seus torcedores sobre chances de título da Roma. Ou seja: segundo seu próprios rivais, parece, a Inter já pode comemorar o penta.
* Marcelo Lippi disse que não é surpresa a força que seu colega Fabio Capello conseguiu dar à em geral desacreditada seleção inglesa. Mas, de olho na Copa, lançou um desafio: “Gostaria de uma bela final entre Itália e Inglaterra para ver como ele se comportará na hora do hino italiano”.
* Comentário do jornal La Gazzetta dello Sport sobre a entrada de Julio Baptista nos 2 x 0 contra a Udinese, ontem, pela Copa da Itália: “Se mexe como um cavalo louco: generoso, mas improdutivo”. De Rossi, em grande fase, foi de novo determinante com o ótimo lançamento para o gol de Vucinic.
* Mario Balottelli recebeu multa de 22 mil euros por indisciplina, desta vez por xingar José Mourinho ao ser substituído durante o jogo contra a Fiorentina, quarta-feira, pela Copa da Itália. Apesar de sua pouca idade (19), cada dia mais tenho menos esperanças de ver Balotelli virar, de fato, um grande jogador. É o efeito Cassano.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, milan, roma, técnicos
Tags: balotelli, berlusconi, fabio capello, julio baptista, mancini, marcelo lippi, mourinho, ronaldinho gaúcho
29/01/2010 - 11:07
Quando desembarcou na capital italiana, em agosto de 2007, Cicinho ganhou da torcida da Roma uma recepção de superstar. Fazia sentido, nem tanto pelo futebol que jogara no Real Madrid, mas porque o clube italiano havia pagado 9 milhões de euros para tirar o brasileiro de um dos maiores times do mundo.
O investimento, porém, não se justificou: na temporada 2007-08, Cicinho jogou em 30 das 38 partidas do time no Italiano, com pouco brilho. No campeonato seguinte se machucou, é verdade, mas nos 22 jogos que fez pelo campeonato nacional continuou a exibir futebol discreto. Virou assim uma espécie de terceira opção para a lateral-direita, depois de Cassetti e Motta. Tanto que, no torneio em curso, jogou apenas 44 dos 900 minutos disputados pelo time.
Imitando a tática usada por outros brasileiros em baixa no exterior, Cicinho então resolveu alardear que estava infeliz, que jogava pouco (nesse caso, não se referia à qualidade) e que queria porque queria voltar ao São Paulo. Tudo o que conseguiu foram algumas vaias de sua própria torcida no jogo contra o Catania, pela Copa da Itália.
“Eu não vinha sendo muito aproveitado pelo treinador e em razão disso acabei me precipitando, na tentativa de buscar meu espaço em outro lugar”, justificou o lateral. Acrescentou ainda que as manifestações contrárias à sua saída mostraram, na verdade, o carinho dos torcedores por ele.
Pode ser. Mas, se quiser um pouco menos de “carinho” daqui pra frente, Cicinho deveria considerar que um contrato assinado, às vezes, vale mais que sua “vontadinha”.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, roma
Tags: cicicnho, insatisfação, são paulo, transferência
26/01/2010 - 20:13
* A Roma está nas semifinais da Copa da Itália depois de bater o Catania por 1 x 0. Gol de De Rossi (foto AP), que, como de costume, quando Totti não joga, sobra no time da capital. Time que não contará com Luca Toni por pelo menos um mês e que por isso, como ficou claro hoje, volta a precisar de um centroavante — Okaka até ajeitou para o gol de De Rossi, mas…
* Cicinho, pretendido pelo São Paulo, estava no banco. Não parecia tão infeliz como dizia estar: foi um dos que mais vibrou com o gol de De Rossi. O que condiz com a informação publicada hoje pelo diário Lance!, segundo a qual Cicinho não estaria disposto a reduzir seu salário para jogar por aqui. Aliás, Motta, titular da lateral-direita no jogo de hoje, está perto do Manchester City, segundo jornais ingleses. Será que, se o perder, a Roma realmente liberaria o brasileiro? Parece improvável.
* Materazzi, da Inter, ligou para Silvio Berlusconi para “esclarecer” o fato de ter comemorado a vitória no derby com uma máscara do primeiro ministro italiano. O dono do Milan, segundo a Gazzetta dello Sport, compreendeu e disse não ter visto maldade no gesto do polêmico zagueiro. De fato. Foi uma piada (engraçada) e só. Mas Materazzi acabou punido com um cartão amarelo pelo gesto: punido pelo tribunal, não pelo árbitro.
* Como de costume, apesar da vitória, não foram leves as frases de José Mourinho acusando a arbitragem de favorecer o Milan no derby de domingo. Reclamou, entre muitas coisas, do pênalti para o Milan. Segundo o português, “Ronaldinho tinha grandes chances de acertar. Afinal, é um batedor experiente: tem um pênalti por semana para bater…”
* Depois de tanta propaganda que fiz para Antonio Cassano, da Sampdoria, seria canalhisse não citar sua má fase por aqui. Má fase que o tirou até do banco do último jogo e que, provavelmente, o tiraria também dos próximos. Hoje, diz a Samp, Cassano se machucou. E assim o motivo de sua ausência nas próximas partidas será outro…
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): copa da itália, jogadores, roma
Tags: berlusconi, cassano, cicinho, de rossi, materazzi, mourinho
24/01/2010 - 20:00

O interista Materazzi comemora vitória no derby com máscara de Silvio Berlusconi, dono do Milan (AFP)
Não me chamem de profeta do acontecido! Eu já dizia sexta-feira, no Bate-Bola da ESPN, que, com a ausência de Nesta na zaga do Milan, o ligeiro favoritismo que poderia se atribuir (por seu bom momento) à equipe de Leonardo no derby deste domingo passaria para o lado da Inter.
Não só porque os interistas jogavam com o apoio de sua torcida. Não apenas porque, sem Nesta, o Milan entraria em campo com uma defesa fraca – com Abate, Favalli e Antonini – diante de um ataque poderoso. Nem mesmo porque certo desinteresse que alguns atribuíam à Inter nos últimos jogos certamente não ocorreria no clássico.
Mas, principalmente, porque o time da Inter, comparados 11 contra 11, era hoje melhor que o do Milan – tivessem os rubro-negros contado com Zambrotta, Nesta e Jankulovski em forma na defesa minha opinião talvez fosse outra.
Portanto, era de se esperar o que se viu no início deste ótimo clássico. Com um meio-campo interista inspirado e uma defesa milanista perdida, a Inter era melhor. Abriu o placar aos 10 minutos, com Milito. E não fosse a expulsão de Sneijder, aos 26 minutos – ainda é cedo, antes das leituras labiais, para julgá-la –, a impressão era de que o Milan não teria vez.
Mas Sneijder foi expulso, e o Milan teve vez. Dominou no início do segundo tempo. Atacou, mas, quando chegou lá, havia um Julio César (pra variar…) no meio do caminho. Ronaldinho? Não ia tão mal, tampouco ia bem. Como também era de se prever, teve bem mais dificuldades de passar por Maicon do que tivera, por exemplo, contra os defensores do Siena.
A dupla Pandev e Milito, em contra-ataques rápidos, levava perigo muito esporádico ao gol de Dida. Mas foi mesmo numa cobrança de falta, e não num contra-ataque, que Pandev foi presenteado com um gol pela ótima atuação deste domingo (e será que Dida não poderia ter chegado?).
Agora, com 9 pontos (e um jogo) a mais que o Milan, um placar agregado de 6 x 0 nos dois clássicos do torneio e o pentacampeonato italiano muito próximo, resta aos torcedores interistas escolher, entre três opções, a sua cereja no bolo, uma imagem para simbolizar a euforia ao fim deste excepcional clássico:
a) O pênalti (pra mim inexistente) cobrado por Ronaldinho Gaúcho e defendido por Júlio César, já nos acréscimos.
b) Os berros e gestos de José Mourinho, fazendo a torcida se levantar numa empolgação de fazer inveja, no final da partida.
c) O genial (pelo menos fora de campo) Materazzi, comemorando a vitória com a máscara de Silvio Berlusconi, dono do Milan.
Uma escolha dura, mas deliciosa, para os nerazzurri.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, milan
Tags: derby, inter x milan, julio cesar, mourinho, pandev, pentacampeonato, ronaldinho
22/01/2010 - 09:51
Há cerca de seis meses, após ter sido ‘flagrado’ em uma boate de Barcelona num dia de folga, Ronaldinho Gaúcho foi alvo de duras críticas. Recentemente, após outra das ótimas partidas que tem feito pelo Italiano, foi fotografado tocando e cantando pagode em um restaurante: exaltou-se, neste caso, a alegria e a ginga tupiniquim. São os resultados dos jogos, como sempre, contaminando as opiniões.
Há bem mais de seis meses, quando ainda comia a bola pelo Barcelona, era quase unanimidade que Ronaldinho nunca rendera na seleção o mesmo que na Espanha — e muitos atribuíam isso às diferentes funções táticas que ele assumia nos dois times. Hoje, após quatro meses seguidos de bom futebol, sua convocação é exigida com clamor que há tempos não se via — desde que Dunga fez tudo o que dele se pedia ao assumir a seleção.
Faz sentido querer Ronaldinho na Copa. Um sujeito como ele, jogando bem, não pode ficar de fora. Mas, também neste caso, é legal não esquecer o passado e não deixar-se contaminar pelos resultados. É preciso ver além. E lembrar que, ainda nesta temporada, neste mesmo Milan que hoje o badala, Ronaldinho foi bastante criticado: justamente quando atuava no miolo do campo, antes de ser deslocado para a esquerda.
Portanto, apesar da empolgação, é bom não ignorar o passado. Se for convocado para uma seleção sem tempo de testes e ajustes táticos, Ronaldinho deve jogar na mesma função que tem no Milan. E Robinho? Aí é com o Dunga…
Clássico 1
Para confirmar a Dunga sua boa fase, Ronaldinho terá que superar no aguardado derby contra a Inter, domingo, dois dos jogadores preferidos do técnico no grupo da seleção brasileira: Maicon, que será seu marcador em campo, além do goleiro Júlio César.
Clássico 2
Já no sábado, em Turim, a Roma enfim poderá ter Totti e Luca Toni juntos. E se a fase da rival Juventus não é das melhores, sua torcida terá o consolo de ver a estréia do recém-contratado Antonio Candreva: o meia, 22 anos, é a grande revelação da temporada.
“Eu voltei, agora pra ficar”.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): milan
Tags: clássicos, coluna jornal placar, derby, ronaldinho gaúcho, seleção, seleção brasileira
27/12/2009 - 19:39
Antes tarde do que nunca, eis que dou uma breve passada por aqui para dizer que voltarei apenas em 2010, no meio de janeiro.
Espero voltar bem mais presente do que estive neste intenso final de 2009. Espero retornar para ver a tetracampeã italiana menos covarde na Liga dos Campeões da Europa. Assim como espero ver emoção (com Milan, Juve e Roma no páreo, quem sabe?) na reta final do Italiano. E, já que Cassano não rola, espero ver Marcelo Lippi convocar Francesco Totti para que a Azzurra possa defender com um pouco mais de qualidade seu título na Copa do Mundo.
Espero, também, que vocês tenham um ótimo ano.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, campeonato italiano
Tags: feliz 2010
05/12/2009 - 17:54
Comentei há pouco Milan 3 x 0 Sampdoria na ESPN. Ótimo, mas ótimo mesmo, começo de Ronaldinho, que deixou o campo com uma leve contratura aos 34 do primeiro tempo. O jogo já estava 3 x 0, dois passes seus, para Boriello e Seedorf. Thiago Silva, Pirlo e Pato também foram bem. E a Samp, com Cassano e Pazzini sumidos, depois dos 3 x 0 sofridos no derby contra o Genoa, parece que sentiu o baque. Pena para o Italiano.
Mas não é a rodada que me traz aqui, e sim a coluna da última sexta do Jornal Placar. Esqueci de publicá-la por aqui, como faço de costume. Então lá vai. E vamos à TV seguir Juventus x Inter, deixando para um outro dia, quem sabe, os comentários sobre a teoricamente baba de grupo que coube à Italia para o Mundial 2010. Adesso me ne vado. Ciao. A coluna:
HORA DO FILÉ

Zidane e Thuram já fizeram o mesmo pela França. Henrik Larsson agiu assim com a Suécia. Marcos, de certa forma, é um representante brasileiro. Mas, talvez, nenhum jogador no mundo simbolize melhor a categoria dos que comem-o-filé-mas-não-roem-o-osso como Francesco Totti.
Refiro-me à declaração dada nesta semana pelo ótimo meia da Roma e (será?) da seleção italiana: “Os veteranos pediram meu retorno, mas em abril vou conversar com o (técnico Marcelo) Lippi. Dependendo das minhas condições, se acharmos que é o caso, eu irei à Copa”.
Como se sabe, após o título mundial com a Azzurra em 2006, Totti abandonou a seleção. Bons motivos não lhe faltavam: a intenção de se dedicar exclusivamente ao time da Roma, sua grande paixão, e, principalmente, a série de problemas físicos que lhe impediam de jogar tantas partidas de alto nível em uma temporada. Só que o tempo passou e, com ele, além das eliminatórias e da Euro 2008, passaram uma dura e cansativa Eliminatória Européia para o Mundial e alguns amistosos aborrecidos.
Totti não roeu estes ossos, mas, ao que parece, estará pronto para saborear o filé da Copa. Ainda há, na Itália, quem torça o nariz para sua atitude. Mas não se trata da maioria: esta sabe bem que, com a qualidade de Totti, o filé sul-africano pode ser bem mais saboroso.
JÁ NESTA…
Caso oposto ao de Totti ocorre com o zagueiro Nesta, do Milan. Apesar do bom início de temporada, ele foi claro: “Passei por várias cirurgias, consegui voltar a jogar, mas tenho que ter consciência das minhas limitações”. Apesar dos pedidos, Nesta já afirmou: não vai à Copa nem em sonho.
E O DERBY
O “derby d’Italia” entre Juventus e Internazionale, que ocorre neste sábado, em Turim, completou 100 anos no último dia 14. A Inter é o time que a Juve mais enfrentou em sua história. Nas estatísticas dos 211 jogos, 94 vitórias juventinas, 65 triunfos interistas, 52 empates e 569 gols marcados.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, campeonato italiano, milan
Tags: derby d'itália, nesta, ronaldinho, totti
27/11/2009 - 04:32

Na semana passada, o atacante da Sampdoria e da seleção italiana Giampaolo Pazzini não teve dúvidas ao criticar a possível convocação do brasileiro Amauri, da Juventus, para defender a Azzurra: “A situação me deixa incomodado. Posso entender quando alguém é meio brasileiro e meio italiano, mas não quando não tem nada de italiano”. A resposta não tardou: “Escolhi jogar pela Itália há um ano. Sempre respeitei a opinião de todos, inclusive as de Pazzini, e peço que respeitem a minha”.
Talvez Pazzini tenha razão. Talvez as convocações de atletas cuja opção de defender uma nova pátria esteja atrelada à recusa de sua seleção ‘de nascimento’ sejam discutíveis. Talvez. Ainda assim, as declarações do atacante italiano soam mal, muito mal. Pazzini, como concorrente direto de Amauri por um posto na Copa do Mundo, deveria ficar calado. A discussão, se é que deve existir, não deveria contar com sua participação. Pazzini tem 25 anos e Amauri, 29. Pazzini é cidadão italiano, coisa que Amauri só deve conseguir ser por volta de março. Pazzini, me parece, tem até mais futebol. E já tem tido a chance de mostrá-lo na seleção, ao contrário do atacante da Juventus. Pazzini, portanto, não deveria tentar ganhar a vaga no grito. Mas no campo.
Cassano x Lippi
Semanas atrás, Cassano afirmou que, quanto mais se falava dele, mais ele via como improvável sua convocação à seleção italiana. A edição desta sexta-feira da revista L’Espresso publica entrevista com o técnico da Azzurra, Marcelo Lippi, que praticamente comprova a tese: “Fico triste por Cassano, porque se trata de um bom garoto. Mas criou-se uma situação inacreditável”.
Gattuso x Leonardo
“Não quero esperar que alguém jogue mal ou se machuque para ser utilizado”. A frase, dita ontem pelo volante Gattuso, do Milan, mostra que Leonardo está enfrentando algumas dificuldades para gerenciar o renomado (mas envelhecido) elenco do clube. Coisa que Carlo Ancelotti, justiça seja feita, sempre fez com maestria. No seu tempo, reclamações do tipo eram raríssimas.
* Texto publicado nesta sexta-feira, 27/11, no Jornal Placar.
PS: Peço perdão aos fiéis leitores deste blog pelas raras atualizações nas últimas semanas. Mudanças e novas atribuições profissionais me impedem de estar mais presente. Mas quem sabe aos poucos, como Ronaldinho Gaúcho, a gente não vai recuperando o velho desempenho?
PS2: Neste fim de semana comento Udinese x Livorno, a partir das 14h55 de sábado, com narração de Luiz Carlos Largo, e Internazionale x Fiorentina, a partir das 11h30 de domingo (com Abre o Jogo), narraçao de João Palomino. Ambos na ESPN Internacional.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, milan
Tags: amauri, cassano, gattuso, leonardo, lippi, pazzini
13/11/2009 - 10:26

Ronaldinho no Milan: críticas e elogios, para ele, são sempre mais intensas
Há certa generosidade no ar com Ronaldinho Gaúcho. Um ou dois bons passes durante um jogo já viram “Dinho show” em título do jornal La Gazzetta dello Sport. A mesma torcida que há pouco mais de um mês vaiava o brasileiro durante empate por 0 x 0 com o Bari agora aposta no ex-melhor-do-mundo como trunfo para “conseguir algo” na temporada. E, claro, até o presidente Lula deu seu pitaco, ao afirmar que Ronaldinho pode ser a “arma letal” da seleção brasileira na África do Sul.
Ronaldinho, é evidente, está longe dos tempos em que dava show. Assim como ainda não é o trunfo do Milan ou, principalmente, “arma letal” para Dunga na Copa do Mundo. É compreensível, porém, que torcedores, colegas, dirigentes e até parte da imprensa se empolguem com o mínimo indício de retorno do velho Gaúcho. Todos os que gostam de futebol torcem para voltar a vê-lo fazer o que fazia nos tempos de Barcelona. E transformam essa torcida numa espécie de aposta.
A torcida geral, no fim, pode ajudá-lo. Porque se Ronaldinho queixava-se das duras críticas que recebia por seu desinteresse pela bola, a atual generosidade para com seu atual futebol, ainda mediano, deve fazê-lo ver que as críticas eram reflexo do inconformismo de quem ama futebol.
Mas que as velhas críticas ao Gaúcho não se virem para Dunga. Porque ele não tem (ainda?) motivos para convocar Ronaldinho.
Testes e descartes
Marcelo Lippi resolveu testar dois novos meio-campistas, o ótimo Candreva (Livorno) e Biondini (Cagliari), nos jogos contra Holanda e Suécia. Para o ataque, em vez de fazer testes, voltou a chamar Pazzini, da Sampdoria. Assim, ficaram pequenas as chances de o ítalo-brasileiro Amauri jogar a Copa 2010.
Lesões eternas
O zagueiro Nesta, enfim, voltou a jogar com frequência no Milan. Mas o futebol italiano continua a sofrer com as eternas lesões e lentas recuperações de seus grandes jogadores: Totti, da Roma, e Del Piero, da Juventus, são os dois melhores exemplos — o segundo tem apenas um jogo na temporada.
* Coluna publicada nesta sexta-feira, 13/11, no Jornal Placar
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): imprensa, jogadores, milan
Tags: críticas, elogios, ronaldinho gaúcho
06/11/2009 - 17:50
Se não falei das últimas rodadas, olhemos para frente ao voltar a tratar do futebol do dia-a-dia. Com exceção da Lazio, que está em situação muito complicada, a rodada do meio de semana foi ótima para os clubes italianos nas copas europeias. Confira como ficou confortável (ou quase) a situação das outras seis equipes que ainda estão na disputa da Liga dos Campeões ou da Liga Europa.
LIGA DOS CAMPEÕES
Milan
Uma vitória em casa contra o Olympique Marselha, na penúltima rodada, lhe garante classificação para as oitavas. Se apenas empatar, para não depender de nenhum outro resultado, terá somente que vencer o Zurique na rodada final.
Inter
É líder do seu grupo e se classifica por antecipação se conseguir uma improvável vitória sobre o Barcelona, na Espanha. Um empate também seria bom, porque neste caso uma vitória na rodada final, em casa contra o Rubin Kazan, lhe garante o 1º lugar da chave.
Juventus
Se vencer o Bordeaux na França, na próxima rodada, garante a vaga antecipadamente. Mesmo que isso não aconteça, precisará no máximo de um empate com o Bayern de Munique, em Turim, na última rodada. Mas ganhar do Bordeaux seria importante para ficar em 1º.
Fiorentina
Batendo o Lyon na 5ª rodada, em Florença, não apenas se classifica como fica muito perto da primeira colocação final em seu grupo — na última rodada pega o Liverpool, fora de casa, mas o time inglês estará fora do páreo em caso de vitória dos italianos sobre o Lyon.
LIGA EUROPA
Genoa
Primeiro pega o lanterna Slavia Praga fora de casa. Mesmo em caso de derrota (improvável), deve depender apenas de uma vitória sobre o Valencia, em casa na última rodada, para se classificar (isso só poderia não acontecer se vencesse os espanhois levando ao menos 3 gols).
Roma
Precisa apenas de uma vitória em casa na próxima rodada, contra o Basel, para garantir matematicamente sua classificação. Já para ficar em primeiro sem depender de nenhum outro resultado terá que ganhar também do lanterna CSKA Sofia, fora de casa.
Lazio
É o único italiano em situação mais complicada: para ter chances reais de classificação, precisa de duas vitórias nas rodadas que faltam, contra o líder Salzburg (fora) e o lanterna Levski Sofia (em Roma). Mesmo assim, pode ficar fora se o Villareal vencer suas duas partidas.
Para saber qual a rodada do Italiano no fim de semana, clique aqui (comento Catania x Napoli às 15h de sábado, na ESPN; e Genoa x Siena às 12h de domingo, na ESPN Brasil).
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): copa da uefa, inter, juventus, liga dos campeões, milan, roma
Tags: copas europeias, o que cada time precisa
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